Cura Rocha- Viva & Morta (Português)

Quando se começa a montagem de um aquário de recife, um ponto muito importante para o mesmo é a rocha que devemos colocar. Temos que decidir que quantidade de rocha, que tipo de rocha e a qualidade da mesma. Normalmente nas lojas Portuguesas é costume encontrar rocha Indonésia, Indonésia premium e Fiji. Existem muitos outros tipo no entanto foram estas duas as mais comuns que fui encontrando.

Existe também quem adicione rocha que vem de outras montagens, mas essa situação so acontece quando existe essa possibilidade, no entanto é preciso acautelar sempre que seja rocha nova ou de outro aquário á qualidade da mesma.

Normalmente podemos separar a rocha em 2 tipos. Rocha morta, isto é, rocha que foi retirada do mar/aquário e que foi colocada a secar perdendo todos os microorganismos e vida que continha. Esta costuma ser sempre mais barata.

Existe igualmente rocha viva, isto √©, rocha que¬†mant√©m¬†toda a sua vida e microorganismos e portanto ir√° serve um “filtro” muito importante para alojar bact√©rias.

Antes de se colocar estas rochas no aquário deve-se proceder a um tratamento à parte das mesmas em recipientes durante algumas semanas de modo a garantir que ela vai entrar no aquário já com o ciclo iniciado.

O que vou descrever a seguir é a forma de como eu tratei 50Kg de rocha (22Kg viva + 28Kg morta) para o meu aquário de 430L de modo a garantir que começava com o pé direito logo ao encher o aquário pela 1ª vez.

A rocha viva usada foi a seguinte:

Devido a todo o processo de apanha e transporte a rocha¬†n√£o¬†chega nas melhores condi√ß√Ķes a nossa casa portante torna-se importante trata-la.

Cura da rocha viva Fiji 22Kg:

  • Cubo com dimens√Ķes 50*50*50;
  • Come√ßou com 40-50 litros de agua e foi gradualmente subindo at√© encher;

  • Salinidade 1.025;
  • Temperatura 25 ¬ļC;
  • Coloquei uma bomba Tunze 3000l/h mais uma SunSun 3500 l/h para manter a √°gua em alta turbul√™ncia com o objectivo de garantir o maior fluxo de √°gua e a liberta√ß√£o de mat√©ria morta;

  • O escumador entrou depois e la ficou a funcionar e a tirar porcaria do cubo e assim ajudar a baixar os valores de No2, No3;
  • Per√≠odo de 3 semanas que a rocha teve a ciclar, no entanto √° segunda semana ja estava impec√°vel;
  • A rocha √© muito boa. Muito porosa e cheia de vida e so assim se explica esta r√°pida recupera√ß√£o;
  • Algumas mudan√ßas de √°gua de 50% ao incio, mas no total foram somente umas 5. (ao tar num cubo n√£o gasto quase √°gua nenhuma ao mudar 50%, porque caso fosse no tanque principal gastava imensa √°gua e sal);
  • Neste per√≠odo foi usada agua da torneira com AquaSafe e uns dias de repouso. Eu sei que devia ter usado agua RO/DI, mas n√£o tinha a unidade de osmose instalada e propriamente calibrada;
  • Durante estas 3 semanas virei a rocha 2/3 vezes para ajudar a libertar mat√©ria morta. Obviamente que cada vez que mexia os valores de NO2 e NO3 at√© rebentavam a escala¬†icon_biggrin.gif;

Portanto basicamente a cura da rocha viva foi dessa forma e assim fiquei com a rocha em boas condi√ß√Ķes para entrar no¬†aqu√°rio¬†para a montagem.
Recomendo vivamente este processo. Tive imenso sucesso desta forma tendo inclusive a rocha viva desenvolvido algumas pequenas esponjas, coralina, etc durante o período no cubo mesmo com luminosidade praticamente nula.

Ao início os valores de NO2, No3 estavam tremendos, mas mas com o passar do tempo e a ajuda do escumador rapidamente os mesmos testes deram NO2 e No3 a níveis muito baixos e nessa altura percebi a quantidade de bactérias e a capacidade de filtração que as rochas acumulam.

Ciclagem de 28Kg de rocha morta:

  • Ficou repartida em 2 em tanques de pl√°stico √° parte tamb√©m durante 3 semanas;
  • Cada tanque teve um aquecedor com agua a 25 ¬ļC e uma bomba normalissima so a circular √°gua. O aquecedor foi para ajudar a degradar a mat√©ria morta. Para quem n√£o sabe a rocha morta √° simplesmente rocha viva mas que depois √© passada por Lix√≠via! A minha at√© trazia ainda um mini caranguejo perfeitamente conservado e umas esponjas e mais umas coisas. Portanto ja podem imaginar a quantidade assombrosa de lixo que estas rochas trazem;

  • Ciclou em √°gua doce;
  • Logo no primeiro dia agua super-amarela e um cheiro esquesito -> mudan√ßa total de √°gua;
  • Nos dias seguintes a agua ia ficando cada vez melhor. Mais algumas mudan√ßas de √°gua;
  • Na 2¬™ semana quando a rocha viva deu sinais de estar estabilizada e tudo a zeros por curiosidade medi o NO2 da rocha morta e claro valores de rebentar a escala porque afinal de contas a rocha est√° morta;
  • Desde o primeiro dia adicionei em grandes quantidades de Sera Nitrivec para tentar colonizar a rocha e combater o NO2 e NO3, mas digo-vos que nao teve grande sucesso;

Portanto a rocha morta acabou por ser a maior dor de cabeça. Não voltei a medir mais nenhuma vez o NO2 á 3ª semana portanto não sei com andava. Mas a rocha morta é assim, por isso é que é morta e não viva
Mas penso que foi uma boa forma de a limpar, de a tentar colonizar de forma artificial e de a preparar ao m√°ximo para entrar no tanque principal.
Nesta fase nunca misturei a rocha morta com rocha viva. Cada coisa para seu lado.

Após todo este processo que durou 3 semanas a rocha estava pronta para entrar para o aquário e assim ocorreu.
Espero que esta pequena descri√ß√£o da minha¬†experi√™ncia¬†nesta mat√©ria seja¬†√ļtil¬†a quem pretenda acrescentar rocha ao sistema ou montar um novo aqu√°rio.

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