Hemitaurichthys Polylepis (Português)

Distribui√ß√£o:¬†Oceano Pac√≠fico: Ilha Christmas, no Oceano √ćndico oriental para a Indon√©sia eo Hava√≠, Line, e das Ilhas Pitcairn, de norte a sul do Jap√£o, ao sul de Rowley Shoals e Nova Caled√īnia. Substitu√≠do por Hemitaurichthys zoster no Oceano √ćndico.

Tamanho Mínimo do Tanque: 150L

Tamanho: 10cm

Alimentos naturais:¬†Zoopl√Ęncton

Nível de cuidados: Moderado

notas:¬†Provavelmente uma das mais seguras butterflyfish¬† para manter com os corais duros e moles. Geralmente aceita a maioria dos alimentos oferecidos, incluindo frutos do mar picado, art√©mia congelada ou ao vivo, prepara√ß√Ķes congeladas, carne crust√°ceos, camar√£o mysid e prepara√ß√Ķes congeladas, e at√© mesmo ra√ß√£o.

Cyanobacteria – O que fazer?!

Mais cedo ou mais tarde, com maior ou menor extens√£o, todos os aqu√°rios de recife se deparam com este problema…o desenvolvimento das inest√©ticas cianobacterias. Estas muitas vezes confundidas com algas, s√£o de facto bact√©rias, mas especiais, pois s√£o bacterias que realizam fotoss√≠ntese, tal como as plantas e as algas, ou sejam retiram energia da luz, produzindo oxig√©nio. Apesar de serem muito chatas e um pesadelo para os aquarios de Reef foram muito importantes no inicio da vida da Terra…

As cianobacterias aparecem geralmente, n√£o no inicio de vida do aquario, mas sim mais tarde, quando come√ßam a acumular-se mais nutrientes, que n√£o s√£o suficientemente exportados para fora do aqu√°rio e ai elas acabam por surgir e desenvolverem-se! As condi√ß√Ķes propicias ao seu aparecimento e desenvolvimento s√£o geralmente as seguintes:

  • luz impropria…,com uma cor mais para o amarelo tende a fomentar o crescimento de algas, nomeadamente as cianobacterias;
  • l√Ęmpadas j√° demasiado velhas
  • fraca circula√ß√£o
  • grande carga org√Ęnica
  • introdu√ß√£o de √°gua de osmose ou salgada com fosfatos/silicatos/nitratos

Assim as solu√ß√Ķes passam sempre por resolver as causas e NUNCA, na minha opini√£o pelo uso de antibi√≥ticos que erradiquem as bact√©rias, como existem v√°rios produtos comercias, que dizem que o fazem, sem qualquer problema para os corais e peixes…o que √© falso…h√° imensos casos descritos de verdadeiras cat√°strofes ap√≥s o uso destes produtos…assim o ideal √© tentar encontrar a causa e solucion√°-la!

Na nossa experi√™ncia os par√Ęmetros e solu√ß√Ķes mais decisivos s√£o:

  • introdu√ß√£o de √°gua de osmose com 0 ppm, isso implica o uso de osmose inversa com resinas que removam fosfatos/silicatos/nitratos que acabam sempre por passar pela membrana osm√≥tica e uma constante monitoriza√ß√£o dos ppm da √°gua produzida! Assim que estes comecem a aumentar √© hora de mudar as resinas…
  • baixar a carga org√Ęnica…se h√° cianobacterias…quase de certeza que e/ou os fosfatos estar√£o elevados (+de 0,3) e/ou os nitratos (+de 5 ppm)…e assim √© necess√°rio intervir: aumentar TPAS, diminuir alimenta√ß√£o dos peixes, trocar de escumador, implementar um sistema mais eficiente de exporta√ß√£o de nutrientes
  • potenciar a limpeza do are√£o e da rocha viva quer atrav√©s do aspirar das cianos e da RV, quer atrav√©s do uso de produtos bacterianos que ajudam a consumir estes detritos! Neste campo a dupla da KoraZuch Zeozym e Zeoback ajuda mesmo…Dissolver o zeozym em √°gua do aquario √† parte, adicionar as respectivas gotas de zeoback e deixar a repousar durante 6-8h…depois adicionar no aquario…desligando o escumador durante 2h! Este tratamento promove o consumo de detritos…e ajuda de facto a eliminar as cianos juntamente com as medidas anteriores…

Foi esta a nossa experi√™ncia…Ap√≥s alguns meses com esta praga…ficou resolvida…0 cianos!

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Envio e transporte de corais

O transporte dos seres vivos de um Reef √© um dos momentos mais delicados…Quer seja dos seus locais de colecta como das ilhas do Pac√≠fico (Jap√£o, Indon√©sia) ou das do Atl√Ęntico (Barbados, Republica Dominicana) para o distribuidor quer seja da loja at√© √† nossa casa!! Assim 2 par√Ęmetros s√£o essenciais para que o transporte ocorra com sucesso:o n√≠vel de oxig√©nio na √°gua e a temperatura da √°gua!

Dois tipos de transporte devem ser distinguidos! O transporte de corais e o transporte de peixes/invertebrados. No transporte de corais o par√Ęmetro temperatura √© o mais importante a tentar manter, enquanto que no transporte de peixes, para al√©m da temperatura tamb√©m tem de haver uma grande disponibilidade de oxig√©nio.

O transporte entre continentes dos locais de colecta,nas ilhas paradisíacas, até às lojas, por exemplo na  Europa é feito por avião em que os vivos (peixes e corais) vêm em grandes caixas de esferovite! Estas caixas de esferovite permitem absorver pequenos choques físicos, mas sobretudo preservam a temperatura da água onde os vivos vão! Os vivos dentro das caixas vão dentro de sacos, individualmente, para não haver guerra química entre eles e não haver consumo excessivo de oxigénio. Estes sacos levam uma boa quantidade de água e outra boa quantidade de ar ou oxigénio (de botija), dependendo se é um coral ou peixe, respectivamente. Estes transportes inter-continentais costumam demorar entre 24-48h, até chegarem à empresa importadora que os irá aclimatar de novo em aquários! Muitas vezes, dependendo da altura do ano, poderá colocar-se alguns pequenos sacos térmicos, que têm dentro alguns quimicos que reagem e libertam calor de uma forma controlada, ajudando assim que a temperatura dentro da caixa de mantenha durante mais tempo adequada (sobretudo no Inverno em países muito frios)!

Assim, quando estamos a transportar animais da loja onde compramos o ser vivo para nossa casa devemos ter em aten√ß√£o estes 2 par√Ęmetros: temperatura e oxigenio. Para tal devemos recorrer, se poss√≠vel, √†s tais caixas de esferovite, pois s√£o a melhor solu√ß√£o e a que nos garante que o ser vivo chega nas melhores condi√ß√Ķes a casa…pronto para a aclimatiza√ß√£o a um ambiente totalmente novo…que representa um stress e desafio enorme para o ser vivo!!

Caso tal n√£o seja poss√≠vel…o ideal √© usar uma caixa de papel√£o, cheia de papeis de jornal, bem como embrulhar, na medida do poss√≠vel, o saco de plastico onde esta o ser vivo na √°gua! Estas regras ter√£o de ser ainda mais rigorosas no Inverno…pois a temperatura expterior √© muito mais baixa que a temperatura da √°gua! No Ver√£o √© mais facil e at√© se deve ter o cuidado para nao deixar sobreaquecer…como deixar a caixa com o ser vivo num local muito quente como num autom√≥vel ao sol, por exemplo…

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Erros/Li√ß√Ķes dos ultimos 3 anos de Reef

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Nunca usar GFO na quantidade anunciada pela marca

seja pelo facto de diminuir os niveis de fosfatos bruscamente ou de libertar ferro, a entrada de GFO provoca RTN em calendriuns/pocciloporas… ‚Äď No nosso caso o uso de GFO, mesmo em quantidades muito pequenas parece provocar sempre esse efeito inicial… (perdi algumas calendrium, histrix e poccilopora √† conta disso)…apos retirar o GFO e algumas TPAS o rtn fica restringido √†s colonias que come√ßaram!!

Ter sempre medidores de valores de 2 marcas

Porque? Porque h√° sempre varia√ß√Ķes entre marcas e nunca sabemos qual √© o mais acertado, mas sobretudo porque nos podemos deparar com um teste estragado ou n√£o funcional, sem sabermos!! Foi o que nos aconteceu…Durante meses os nossos nitratos supostamente estariam a 1-2ppm…mas quando trocamos por reagentes novos descobrimos que afinal os nitratos estavam a 30 ppm… Passei a ter medidores de 2 marcas que vou alternando ou me√ßo os valores como controlo do sal que fa√ßo, da Red Sea, que sei os valores que √© suposto ter de todos os par√Ęmetros!

N√£o usar UV 24/24h …

apesar de ser util para a manuten√ß√£o dos peixes saud√°veis e livres de doen√ßas, parece ser prejudicial ao corais, SPS e LPS, pelo facto de matar muitas bacterias que supostamente ser√£o alimentos deles! Penso que a nossa experi√™ncia tamb√©m nos demonstrou isto ao longo destes anos!¬† Achoq eu conv√©m na mesma ter UV para evitar surtos de doen√ßas que se podem tornar fatais para todos os peixes, mas o ideal √© ligar 24h quando entram peixes novos durante 1 semana e depois reduzir para apenas algumas horas por dia! No nosso caso temos tido sucesso assim…

Balling Light…tentar sempre manter os valores: Ca 400, Mg1250, Kh 8

Valores de Ca muitos elevados na ordem dos 500 geralmente provocam morte de alguns corais!! Na nossa experi√™ncia √© sempre preferivel ter valores mais baixos do que valores muito altos de KH e Ca… Tivemos um episodio de descontrolo de Ca e KH que atingiram valores de 500 e tal e de 10 ou 11 que provocaram a morte de alguns SPS…Istoa conteceu a seguir a um episodio de AEFW que nos atacou as acroporas e assim dimuiu os consumos bruscamente…

TPAS, TPAS, TPAS….quantas mais melhor

Mas sempre com os parametros iguais aos que temos ou queremos manter no aquario, caso contrario desiquilibra-se a adic√ß√Ķes de balling! Dai que a escolha de um sal que tenha os valores ideias de agua de um Reef seja imperativo!! N√≥s usamos neste momento o sal Red Sea normal! No passado, com a introdu√ßao do novo sal da Red Sea Coral Pro que apresenta valores muito elevados de KH (12) e de Ca (480), a 1,025 provoco nos um desequilibrio de valores no aquario que levou a perda de varios corais!!! Entre 10-20% por semana √© o que fa√ßo agora com bons resultados.

Aspirar areão e sump pelo menos 1 vez por mês

De facto o n√£o aspirar do are√£o, seja ele de 1 ou 3/4cm, leva ao acumular de muitos detritos que n√£o chegam a √† sump e dessa maneira n√£o s√£o retirados nem pelo escumador, nem pelo filter-bag! Assim √© essencial aspira-lo com pelo menos 1 vez por mes, em todas as areas que se conseguir. O aspirador da Hagen √© de facto muito facil de usar e eficaz e pode-se mesmo ver a quantidade de sujidade que se acumula no are√£o quando se est√° a aspirar…

Alimentar LPS/SPS com comida natural e n√£o suplementos

A utilização de suplementos na alimentação de corais deve ser evitadas pois muitos deles apesar de alimentarem bem têm o reverso da medalha que é aumentarem muito os niveis de nutrientes na água, como fosfatos e nitratos a níveis intoleráveis! Assim de acordo com a nossa experiência a alimentação dos LPS basta ser feita apenas 1 vez por semana, no periodo da noite do aquario, com um mix de comida congelada (cyclops, rotiferos, red plankton, artemia), em que previamente se tenha retirado o excesso de liquido que contem fosfatos dispensaveis! Os SPS acabam por se alimentar também dos restos desta sopa bem como dos detritos dos peixes e dos restos de comida dos peixes! A alimentação dos SPS pode quando muito ser completada com a adição de phytplanton vivo , mas com cuidado para não sobrecarregar o aquario de nutrientes!

Eficiente exportação de nutrientes (nitratos/fosfatos)

Muito importante a longo prazo…ao inicio as tpas e um bom escumador v√£o resolvendo o assunto, mas com o passar dos meses e acumula√ß√£o de detritos, mesmo com limpezas, come√ßa a n√£o ser suficiente e da√≠ ser uma desafio muito grande manter um aqu√°rio durante v√°rios anos!! Na nossa experi√™ncia optamos por colocar macroalga Chamaetomorpha e mangues na sump para ajudar nesta remo√ßao de nutrientes mas mesmos assim com o passar do tempo vimos que n√£o era suficiente, apesar de ajudar muito e ser uma grande almofada! Assim a utiliza√ß√£o de bacterias e doseamento de carbono, quer sob a forma de vodka, vinagre, biopellets ou solu√ß√Ķes comerciais parece ser uma das melhores op√ß√Ķes para este fim… Qual das melhores…√© dificil dizer! N√≥s us√°mos e estamos a usar neste momento uma solu√ß√£o comercial (Ultralife da Ocenalife…diria que ser√° vodka/vinagre) que se tem revelado bastante eficaz na diminui√ß√£o de nitratos e fosfatos com a adi√ß√£o de cerca de 8-11 gotas diarias!! Mas cuidado que o exagero nesta doseagem de carbono pode retirar demasiados nutrientes deixandos os corais ‚Äú√† fome‚ÄĚ… corais p√°lidos, LPS mirrados e a morrer e an√©monas stressadas…assim MUITA ATEN√á√ÉO no doseamento….DEVAGAR e sempre a vigiar os valores de nitratos e fosfatos.

Ocellaris – Quadricolor

Ocelaris -Quadricolor

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Balling Light ‚Äď Custos

Após a análise feita no anterior artigo sobre o método de Balling Light decidi agora analisar uma outra variável que é o custo de manutenção deste sistema. Esta variável é importante para tentar perceber se este método tem ou não custos elevados a longo prazo e se realmente vale a pena investir nele.

Antes de mais existem alguns pressupostos para os c√°lculos que v√£o ser feitos, sendo eles:

  1. Os preços para os sais e trace elements tiveram como referencia os praticados no site da Coral-Garden;
  2. As solu√ß√Ķes de Balling seguem √† risca o standart indicado no manual da Fauna Marin;
  3. Para poder efectuar o custo real di√°rio tive por base os meus consumos actuais (03-10-2010) no meu aqu√°rio, no entanto tal como foi¬†poss√≠vel¬†verificar no artigo anterior os consumos v√£o variando ao longo do tempo e depende de aqu√°rio para aqu√°rio. No entanto considero os meus consumos actuais bastante elevados tendo em conta que o aqu√°rio est√° lotado dos mais variados corais e portanto √© um n√ļmero acima da m√©dia;

Assim sendo e tendo em atenção o que foi indicado anteriormente começamos por calcular qual o preço por Kg de cada um dos sais e depois temos que ter em atenção que segundo a formula da Fauna marin por exemplo 2Kg de Ca originam 5L de solução. Temos também que ter em atenção que se comprarmos sacos de maiores quantidades existem descontos e o preço por quilograma desce.

De seguida temos exactamente a mesma lógica mas desta vez para os trace elements. No entanto desta vez vamos ter o preço por Litro ou Mililitro (abreviado para militro na tabela) e novamente a respectiva dosagem. Atenção novamente que temos embalagens de 250ml ou 500ml com desconto na embalagem maior.

Agora que temos os custos todos calculados e sabemos a formula da Fauna Marin para as solu√ß√Ķes vamos calcular os custos totais em euros que vamos ter mensalmente com os sais tendo em conta os consumos actuais que estou a ter (23-10-2010) e novamente ter em conta que existem sacos de 5Kg e 25Kg com pre√ßos diferentes.

Assim podemos ver que para consumos de:

  • Ca = 72 ml por dia
  • Mg = 38 ml por dia
  • Kh = 240 ml/dia

No final do m√™s gastamos algo entre os 6,04‚ā¨ e os 7,31‚ā¨ em Ca, Mg e Kh dependendo sempre claro se compr√°mos sacos de 5Kg ou 25Kg.

Agora temos que fazer as contas mas para os trace elements. Aqui existe um pormenor a ter em atenção. O consumo dos trace elements está directamente ligada ao consumo de Ca e Mg no aquário, consequentemente temos que relacionar o consumo dos trace com os destes 2 elementos.

Chegamos assim √† conclus√£o que por m√™s gastamos cerca de 0,81‚ā¨ a 1,09‚ā¨ em trace elements dependendo se utilizamos garrafas de 250ml ou 500ml. Novamente e para relembrar tudo isto incide nos consumos que estou a ter actualmente no aqu√°rio.

Finalmente e sabendo j√° todos os custos mensais que estou a ter quer em trace elements, quer nos sais para o Balling falta a t√£o esperada tabela final:

Chegamos finalmente √† conclus√£o que actualmente e se estes consumos se mantiverem por 30 dias gasto algo entro os 8,4‚ā¨ e os 6,85‚ā¨. Se estes consumos se mantivessem durante 12 meses isso iria ent√£o significar que ia gastar algo entre os 82,2‚ā¨ e os 100,8‚ā¨. Novamente ter em aten√ß√£o que os custos est√£o relacionados com as quantidades que compramos, isto √©, se compramos embalagens maiores o pre√ßo por Kg/ml cai.

Espero que estes pequenos c√°lculos¬†d√™em¬†uma ideia daquilo que esperar em termos de custos de manter um destes sistemas a longo prazo. A meu ver s√£o custos muito¬†aceit√°veis que est√£o em linha com muitos sistemas paralelos/rivais a este. √Č aqui necess√°rio ter em aten√ß√£o que o aqu√°rio n√£o √© propriamente de corais moles e tamb√©m n√£o est√° propriamente vazio, portanto √© natural que haja consumos bastante elevados de Ca, Kh e Mg e se nos lhe fornecermos mais os corais crescem e quanto mais crescem maior o consumo sobe.

Por exemplo um método como o do Kalk que certamente é mais barato que o método de Balling nunca iria ter capacidade para fornecer a quantidade necessária de sais para todos os corais.

√Č necess√°rio ter igualmente em aten√ß√£o que este √© um m√©todo completo, isto √©, para al√©m disto so existem as TPA’s. Muitos outros m√©todos (reactores de c√°lcio) conseguem fornecer c√°lcio de forma bastante competitiva e a um custo controlado mas nunca s√£o um m√©todo t√£o completo como este, porque mesmo utilizando mideas avan√ßadas essas nunca poderiam adicionar trace elements por exemplo, tendo que¬†adquirir esses mesmos produtos √† parte em outras marcas comerciais.

Nesses mesmos reactores de métodos concorrentes o que acaba por acontecer muitas vezes é o seguinte:

  • Necessidade de ter uma botija de Co2 para dissolver a m√≠dea. Com isso v√™m custos com o Co2, o sistema de injec√ß√£o e um medidor de PH permanente porque o CO2 acidifica a √°gua e portanto existe a necessidade de controlar muito de perto este¬†par√Ęmetro¬†de forma constante (sem falar numa fuga de Co2 com quebras de PH e desenvolvimento de algas);
  • Nunca se consegue obter o mix na midea dentro do reactor perfeito, porque cada aqu√°rio √© uma aqu√°rio e cada caso √© um caso. Isto significa que muitas vezes um valor acaba por ficar em d√©fice e outro em excesso porque n√£o √©¬†poss√≠vel¬†de forma individual e independente controlar o Ca, Kh e Mg como √©¬†poss√≠vel¬†no balling. Um aqu√°rio de recife √© um sistema complexo. Na minha¬†experi√™ncia¬†de 6 meses o KH foi subindo de forma tremenda, mas j√° o Mg subiu bastante ao in√≠cio mas depois acabou por cais imenso, isto √©, nada √© linear tudo vai variando de semana para semana e o √ļnico m√©todo que consegue acompanhar essas vara√ß√Ķes de forma individual e independente √© o m√©todo de balling.
  • Finalmente e mais uma vez este m√©todo de balling √© completo porque fornece todos os elementos necess√°rios para o desenvolvimento dos corais, ao contr√°rio dos outros m√©todos que so suprimem parte dessas necessidades, tendo que ser complementados com outras formas de adi√ß√£o.

Espero que este artigo ajude a complementar o artigo anterior e desta forma se tenha uma visão a 360 graus de todo o sistema desde como se faz, como se aplica até ao quanto custa.

Finalmente deixo umas fotografias actuais do aquário para se tentar perceber a carga a nível de corais e seus consumos:

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Balling Light РFauna Marin (Português)

UPDATE (17 ‚Äď 01- 2012): Artigo, Manual e Links actualizados com a ultima formula da Fauna Marin.

Este artigo pretende de uma forma muito pr√°tica explicar as vantagens da utiliza√ß√£o do sistema de Balling num aqu√°rio de Recife. Este sistema tem como principal fun√ß√£o repor os n√≠veis de C√°lcio, Magn√©sio, KH e trace elements no aqu√°rio. Estes s√£o componentes fundamentais para o desenvolvimento dos corais num sistema fechado como aquele que¬†possu√≠mos¬†nos aqu√°rios em nossas casa. Se queremos manter um grande conjunto de corais saud√°veis e com boas colora√ß√Ķes, estes par√Ęmetros qu√≠micos s√£o uma parte essencial para atingir esse objectivo (claro que a ilumina√ß√£o e outros¬†par√Ęmetros¬†s√£o igualmente importantes).
Como √© de conhecimento geral podemos fazer este processo de in√ļmeras maneiras,¬†desde reactores de¬†C√°lcio com v√°rias mideas, assim como com o uso de Kalk (atrav√©s de um reactor ou pinga-pinga) e/ou aditivos comercializados pelas grandes marcas de aquariofilia.

No fundo todos os métodos têm as suas vantagens e desvantagens, e cabe a cada um decidir qual método que se adapta ao seu aquário. No meu caso adoptei o método de Balling porque a meu ver é de longe o melhor método, mais fácil de utilizar e que permite manter os níveis o mais estáveis possível ao longo do tempo.

Balling Light

Antes de mais h√° que referir que existem in√ļmeras variantes do m√©todo de Balling, no entanto o que estou a utilizar √© o Balling Light da Fauna Marin. Para este m√©todo √© necess√°rio os seguintes items:

  • Uma bomba doseadora de pelo menos 3¬†sa√≠das¬†(mais a frente vou falar mais especificamente sobre este equipamento);
  • 3 contentores onde vamos colocar 3 solu√ß√Ķes que ir√£o ser respectivamente para o Ca, KH e Mg;
  • Reagentes/p√≥s¬†qu√≠micos¬†que vamos colocar em cada um desses contentores;
  • Trace Elements;

Relativamente a todos estes items que é necessário possuir penso que as maiores duvidas relativamente a este método se prendem com, quais reagente precisamos comprar e onde os podemos comprar, a um preço mais baixo possível. Os 3 reagentes químicos que precisamos de adequirir são os seguintes:

  • Ca -> Calcium chloride dihydrate;
  • Mg-> Magnesium chloride hexahydrate;
  • KH-> Sodium bicarbonate;

Relativamente à questão de onde podemos comprar estes reagentes existem várias hipóteses:

  1. Comprar os sais oficiais da Fauna Marin que se encontram a venda nas lojas (solução mais cara);
  2. Comprar os sais numa farmácia ou loja que garanta qualidade (solução intermédia);
  3. Importar da Alemanha a um preço baixo;

Necessitamos igualmente como eu indiquei anteriormente dos Trace Elements. Estes Trace Elements s√£o adicionados aos contentores de Ca + Mg e s√£o 3 pequenos frascos que a Fauna Marin vende juntamente com a sua formula Balling Light e podem ser adquiridos separadamente em qualquer loja. Cada um desses frascos contem os seguintes elementos:

  • Strontium-Barium
  • Heavy-Metal complex
  • Iodine-Fluorine

Como é lógico quando importei os sais da Alemanha, foi em grandes quantidade para não ter que me preocupar com eles durante muito tempo (anos), assim como os trace elements. Logicamente o que recebi foi o seguinte:

Os trace elements da Fauna Marin:

Depois de ja ter todo pronto, existe agora a necessidade de aplicar a formula e preparar as solu√ß√Ķes com os reagentes qu√≠micos. Como tinha dito anteriormente vamos ter 3 contentores e cada contentor vai ter a componente Mg, Ca e KH. Assim sendo temos que fazer as solu√ß√Ķes para cada um dos 3 contentores (a Fauna Marin¬†pressup√Ķe¬†contentores de 5L de capacidade, no entanto podemos extrapolar quantidades para maiores/menores contentores).

O manual oficial da Fauna Marin para o Balling Light (√ļltima vers√£o actualizada) pode ser entrado no link a seguir e contem todas as instru√ß√Ķes, portanto recomendo vivamente guiarem-se pelo mesmo, visto que √© bastante simples de compreender:

De qualquer das formas vou colocar de forma¬†sucinta¬†e em Portugu√™s como preparar as 3 solu√ß√Ķes:

  • Ca

Pegar no 1¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Calcium chloride dihydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem e no final colocar¬†25 ml Trace B heavy metal complex +¬†25 ml Trace B strontium / barium complex;

  • Mg

Pegar no 2¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Magnesium chloride hexahydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem.

  • Kh

Pegar no 3¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 500g “Sodium bicarbonate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem. Aten√ß√£o que para este contentor a √°gua de osmose deve ser aquecida porque a solvabilidade em √°gua do bicabornato de s√≥dio √© muito¬†dif√≠cil. Se no final ficarem com alguma¬†r√©stia¬†de p√≥ no fundo do contentor √© normal. No final colocar¬†25 ml Trace B iodine flour complex;

Assim no final temos as 3 solu√ß√Ķes preparadas e prontas para ligar √† bomba doseadora. Agora √©¬†s√≥¬†colocar tubos, programar a bomba doseadora e temos o sistema Balling Light stotalmente automatizado. Vamos ter algo como isto:

Como devem reparar na imagem anterior a bomba doseadora que possuo tem 4 saídas e que estão todas a ser ocupadas. Isso prende-se com o facto de eu achar que a quantidade de trace elements a serem injectados no aquário só através daqueles que a Fauna Marin oferece na sua formula são insuficientes. Assim sendo doseio diariamente 2ml de Korallen-Zucht Trace Element Complex. Eles recomendam dosear doses muito mais elevadas mas como já tenho os trace elements da Fauna Marin, estes servem só como complemento e como a marca Korallen-Zucht é muito cara acabo por ter um custo relativamente baixo com esta adição extra.

Tipicamente as perguntas que ap√≥s este processo costumam surgir s√£o relativas √† programa√ß√£o da bomba doseadora e que quantidade colocar de cada solu√ß√£o ao aqu√°rio. Relativamente √† bomba doseadora tipicamente s√£o extremamente¬†f√°ceis¬†de programar, isto √©, em 5 minutos ta tudo a funcionar porque elas s√£o totalmente digitais e autom√°ticas. Por exemplo a bomba doseadora da GHL nos s√≥ temos que indicar quantos ml (mililitros) de cada solu√ß√£o queremos deitar sob a formula de “x” ml * “y” vezes = “z” ml por cada 24h, isto √©, se colocarmos 1 ml * 20 vezes = 20ml por dia. A pr√≥pria bomba trata de intercalar os¬†v√°rios¬†doseamentos garantindo que 2 solu√ß√Ķes nunca s√£o deitadas ao mesmo tempo. Ela tamb√©m vai distribuindo o doseamento ao longo das 24h. Na pr√°tica √© tudo muito¬†f√°cil.

Relativamente as quantidades a deitar de cada solu√ß√£o, isso vai depender de cada aqu√°rio, do n√ļmero de corais que possui, assim como as dimens√Ķes do aqu√°rio e crescimentos que tem. Os valores que tipicamente nos queremos ter nos nossos reefs s√£o os seguintes:

  • Ca -> 400-440
  • Mg-> 1250-1550
  • Kh-> 8-10

Posso desde j√° dizer que ¬†a solu√ß√£o de Kh √© de longe a que necessita de ser injectada em maiores quantidades. Posso indicar +- os seguintes valores Ca e Mg (25-80ml) e Kh (150-250ml) por dia. A forma mais pr√°tica √© come√ßar num dado valor e semanalmente medir os¬†par√Ęmetros¬†qu√≠micos e ajustar o doseamento. Fazer desta forma at√© se atingir os valores¬†√≥ptimos¬†que pretendemos ter de forma est√°vel.
Aconselho o uso de kits de medi√ß√£o de Ca + Mg e Kh da JBL por 2 motivos. Um motivo √© que s√£o de bastante qualidade e precis√£o. No entanto a JBL para cada teste que comercializa tem uma vers√£o Refillable que custa 50% menos que o test Kit original e que so vem os l√≠quidos (tubos, pl√°sticos, papeis instru√ß√£o, etc n√£o v√™m porque ja temos da vers√£o completa). Desta forma podemos controlar custos e manter os¬†par√Ęmetros¬†sobre olho de forma mais regular.

No entanto e de forma a pretender dar uma vis√£o mais alargada de como tenho administrado e aplicado o Balling decidi fazer um gr√°fico, que mostra o hist√≥rico de injec√ß√Ķes de solu√ß√Ķes que tenho feito e qual o valor desse¬†par√Ęmetro¬†medido no aqu√°rio. Espero desta forma ajudar a perceber como fui doseando cada um dos reagentes e como esse¬†par√Ęmetro¬†flutuou ao longo do tempo. De notar que as TPA’s s√£o autom√°ticas de 5L por dia e apesar de muito raramente ter mudado um pouco mais ou um pouco menos ou ter durante um curto¬†per√≠odo¬†mudado de sal (normalmente uso sempre o Red Sea Coral Pro), podemos de certa forma assumir que as solu√ß√Ķes de Balling a serem injectadas eram as √ļnicas a influenciar os¬†par√Ęmetros¬†em quest√£o.

Os primeiros 3 gráficos mostram a evolução e variação dos valores de KH, Mg e Ca medidos ao longo de 6 meses (se clicar na imagem aumenta a resolução):

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar existem algumas varia√ß√Ķes mas a¬†tend√™ncia¬†√© a de manter sempre os valores dentro da escala¬†√≥ptima¬†de cada¬†par√Ęmetro.

De seguida vou apresentar novamente 3 gr√°ficos para o Kh, Mg e Ca, mas desta feita com 2 dimens√Ķes. O que quero dizer com 2 dimens√Ķes? Simplesmente introduzi a dosagem que estava a ser feita de cada componente atrav√©s da bomba doseadora. Por exemplo na semana “X” estive a dosear “Y” ml por dia de Ca/Kh/Mg e tinha o valor a “Z” ppm/dkh. Passemos as imagens:

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar temos as dosagens de cada componente em mililitros (ml) e assim como o valor que esse¬†par√Ęmetro¬†estava a ser medido no aqu√°rio. Espero que este gr√°fico ajude principalmente quem se quer iniciar neste m√©todo para que possa perceber +- que dosagens deve efectuar e como deve ir ajustando cada uma das dosagens com o passar do tempo. Como √© poss√≠vel no in√≠cio as medi√ß√Ķes e altera√ß√Ķes eram mais frequentes, mas com o passar do tempo foram-se espa√ßando. √Č de notar que durante este¬†per√≠odo¬†muitos peixes, invertebrado e corais foram colocados no sistema. Consequentemente todos os corais que fui colocando foram exigindo mais elementos qu√≠micos, no entanto √©¬†poss√≠vel¬†observar que o consumo de KH e Ca foi crescendo ao longo do tempo,¬†principalmente¬†o do KH. J√° o Mg teve um pico de consumo na altura em que introduzi os mangues no sistema e estes precisaram de se desenvolver, mas com o passar do tempo os Mangues criaram as suas folhas e¬†ra√≠zes¬†e o consumo de Mg baixou muito.

Finalmente deixo um grafico que relaciona o consumo de todos os 3 componentes:

Como novamente é possível confirmar o consumo de KH é enorme. O MG após o pico inicial com o desenvolvimento dos mangues foi com o tempo e de forma estável baixando, ja o CA tem de certa forma crescido de forma bastante estável.

Espero com este artigo poder responder da melhor forma a todas as d√ļvidas relativamente a este m√©todo. Posso dizer que ap√≥s 6 meses estou extremamente satisfeito por ser um sistema completo muito¬†f√°cil¬†de manusear e que me permite ajustar de forma bastante precisa cada um dos 3 componentes (Ca, Mg, Kh) √° minha bela vontade. A √ļnica preocupa√ß√£o que √© necess√°rio ter √© de ir fazendo os contentores com os l√≠quidos (quem tiver muito espa√ßo pode fazer contentores com 10L ou mais que duram meses e meses) e fazer as medi√ß√Ķes com os testes qu√≠micos. Ap√≥s essas medi√ß√Ķes, √©¬†s√≥¬†necess√°rio ajustar na bomba doseadora aquilo que queremos aumentar ou diminuir.

GHL: Profilux Independent Dosing Pump (4x)

A GHL √© uma marca Alem√£ que produz esta bomba doseadora que √© recomendada pela Fauna Marin para usar em conjunto com o sistema de Balling. O seu uso √© extremamente simples e pode ser visualizado no manual do utilizador. At√© ao momento tem funcionado correctamente e para alem de um mostrador digital com Menus, cada uma das bombas pode ser removida de forma individual e¬†substitu√≠da¬†por uma nova. Como cada uma dessas bombas s√£o as √ļnicas pe√ßas de desgaste do aparelho quando avariarem n√£o √© necess√°rio comprar novo aparelho ou ter que substituir tudo, mas sim somente a bomba que avariou. Na teoria √© um equipamento muito bom e completo e tem mostrado isso mesmo na pr√°tica. Este modelo tem 4¬†sa√≠das e √© completamente aut√≥nomo.

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Propagação de Corais (Português)

Apesar de muito de n√≥s n√£o ter capacidade ou espa√ßo para poder ter um frag√°rio onde possa nas melhores condi√ß√Ķes propagar as esp√©cies que tem em pequenos Frags mais pequenos √© sempre poss√≠vel incorporar no aqu√°rio pequenos locais onde √©¬†poss√≠vel¬†fazer estas opera√ß√Ķes.

No meu caso tenho dois Frag Racks no sistema. Um est√° localizado no ref√ļgio onde possui a qualidade da √°gua do aqu√°rio e uma ilumina√ß√£o¬†constitu√≠da¬†por 2 lampadas (uma branca e outra Azul) PLL de 18W numa pequena calha muito juntinho √° √°gua.

No ref√ļgio com fica assim repartido em duas partes. Uma parte com os frags e outra parte com a¬†Macro-Alga Chaetomorpha tal como pode ser visualizado a seguir:

Esta formula utilizada funciona extremamente bem, é fácil de fazer (o suporte é todo ele feito em eggcrate) e a iluminação é excelente com iluminação 50-50 entre luz azul e branca com bons reflectores.

Como dentro do aqu√°rio colocar um Frag Rack de eggcrate fica bastante inest√©tico devido √† engenharia que √© necess√°ria fazer para que o suporte fique agarrado existem no mercado¬†solu√ß√Ķes¬†baseadas em Magnets que permite que fique somente a base (cor preta) ¬†suspensa na parede do aqu√°rio, estando os Magnets na parte de fora do vidro (funcionou muito bem em vidro de 12mm) e que seguram o Frag Rack.

Neste caso o que foi adoptado foi um Ocean Wonders N52 MAG Rack com Plugs  Ocean Wonders Large Coral Frag Plugs:

Posso afirmar que esta solução funcionou extremamente bem. O Frag Rack mostrou-se muito bom, é capaz de ficar perfeitamente suspenso estando totalmente carregado com Plugs (large) mesmo num vidro 12mm. Desta forma tenta-se da melhor forma ficar com que a vista dentro do aquário não seja afectada com uma grande estrutura de Frags.

Outro utensílio bastante importante para posteriormente poder cortar os corais da melhor forma é utilizar uma tesoura de Inox própria para este fim:

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Ref√ļgio: Micro-vida (Portugu√™s)

Uma fun√ß√£o tamb√©m muito relevante que um ref√ļgio pode ter num aqu√°rio √© a de poder acumular imensos micro-organismos que s√£o muito importantes nas mais diversas vertentes. Estes alimentam-se de algas e detritos portanto ajudam a manter o aqu√°rio limpo e ao mesmo tempo alguns desses micro-organismos vao soltando-se do ref√ļgio e indo parar ao aqu√°rio onde v√£o servir de alimento vivo aos peixes.
Tal como tinha dito no artigo anterior sobre a fun√ß√£o de um ref√ļgio a macro-alga Chaetomorpha devido √° sua forma de crescimento e natureza permite que centenas de micro-organismos se refugiem nela.

Como a Chaetomorpha se caracteriza por um forte crescimento a cada 2/3 semanas existe a necessidade de remover parte do seu crescimento excessivo e é nestas alturas que se consegue identificar e verificar que ela acumula uma enorme quantidade de micro-organismos.

Para demonstrar esse facto fiz dois pequenos vídeos (resolução de 360p e 480p) onde é possível observar a quantidade de micro-organismos que encontrei na Chaetomorpha removida:

√Č possivel observar:

  • Lesmas
  • Worms
  • Snails
  • Mysis
  • Ofiur√≠deos

Claro que no final voltei a colocar todos esses micro-organismos de volta no ref√ļgio devido √† sua¬†import√Ęncia¬†para manuten√ß√£o de um aqu√°rio de recife a longo prazo e da forma mais natural¬†poss√≠vel.

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Ilumina√ß√£o: Calha l√Ęmpadas T5 (Portugu√™s)

A calha que equipa o aqu√°rio √© toda ela composta por l√Ęmpadas do tipo T5 e √© o modelo Solstar 8X 54W + Led moonlight (Aqua-Eden).

O uso desta calha neste aqu√°rio permitiu colocar um grande conjunto de l√Ęmpadas diferentes com diferentes espectros de forma a poder tirar o maior partido das cores dos corais e dos peixes. Ela fornece igualmente um fonte de luz muito intensa mais que suficiente para um Reef deste tamanho e as¬†l√Ęmpadas¬†T5 fornecem valores PAR muito elevados (aconselho tamb√©m a verem esta tread na ReefCentral onde s√£o medidos aos valores PAR em v√°rios aqu√°rios e em v√°rias zonas do aqu√°rio). Uma outra¬†caracter√≠stica¬†muito importante deste tipo de ilumina√ß√£o √© que o aqu√°rio n√£o tem zonas escuras e/ou sombras porque a luz como √© emitida ao longo do tubo da¬†l√Ęmpada¬†T5 permite ter uma ilumina√ß√£o uniforme ao longo de todo o aqu√°rio.

A calha emite algum calor, mas n√£o muito elevado e com o sistema de ventoinhas fixadas na lateral do aqu√°rio a temperatura das mesmas diminui. Um dos factores que leva a que as¬†l√Ęmpadas¬†mais rapidamente se desgastem √© a temperatura portanto ao se ter o sistema de ventoinhas no topo do aqu√°rio n√£o¬†s√≥¬†se arrefece a √°gua como tamb√©m se aumenta a longevidade das l√Ęmpadas.

Os resultados obtidos com este tipo de ilumina√ß√£o s√£o muito bons a todos os n√≠veis. A n√≠vel energ√©tico n√£o √© t√£o bom quando o sistema de Leds, mas √© melhor que o sistema HQI. No entanto como todo o tubo T5 emite luz ao longo do seu comprimento e se pode juntar 8 tipos de¬†l√Ęmpadas¬†diferentes com diferentes¬†caracter√≠sticas e espectros,¬†obt√™m-se cores que s√£o¬†imposs√≠veis¬†de obter noutros sistemas e como¬†j√°¬†foi referido anteriormente o aqu√°rio fica sem zonas com sombras ou penumbra, ficando uma ilumina√ß√£o uniforme que permite que os corais tenham as suas melhores cores de qualquer face que seja visto.

A calha em questão é a seguinte:

Aqui temos a mesma calha com os Leds que servem de moon light, isto é, quando as luzes se desligam todas ficam estes 3 Leds ligados. Visualmente fica muito bem porque os corais ficam durante todo este período em luminescência e também permite que os peixes possam estar mais à vontade no aquário:

Finalmente temos a calha com todas as¬†l√Ęmpadas¬†ligadas onde √©¬†poss√≠vel¬†observar os diferentes espectros emitidos pelas¬†l√Ęmpadas:

1- Philips Activiva
2- Osram Skywhite
3- Sylvania CoralStar Actinic
4- Philips Activiva
5- Sylvania CoralStar Actinic
6- Osram Blue
7- Sylvania Aquastar
8- Philips Activiva

Mais tarde foram colocadas¬†s√≥¬†algumas¬†l√Ęmpadas¬†especiais para aumentar a¬†fluoresc√™ncia¬†dos corais e peixes. As¬†l√Ęmpadas¬†foram:

  • Korallen-Zucht fiji purple (real√ßa os tons mais vermelhos)
  • ATI blue plus (l√Ęmpada¬†com um azul mais claro)
  • ATI TrueActinic (√© uma¬†l√Ęmpada¬†verdadeiramente¬†act√≠nica, emite uma luz um pouco roxa)
  • ATI Aquablue special (luz branca)

Espectro

Osram Skywhite

Philips Activiva

Osram Blue

Sylvania CoralStar

Korallen-Zucht fiji purple

ATI TrueActinic

ATI blue plus

ATI Aquablue special

Iluminação HQI

Um outro tipo de ilumina√ß√£o que √© recorrente observar em aqu√°rios marinhos √© a ilumina√ß√£o por l√Ęmpadas HQI. Estas t√™m¬†tend√™ncia¬†a ser de watts extremamente elevados (50W-400W por¬†l√Ęmpada) e portanto so s√£o colocadas 1-2-3 em um aqu√°rio. Caracterizam-se por ter um forte intensidade e em provocar o efeito de shimmering:

Posto isto este tipo de ilumina√ß√£o tem¬†tend√™ncia¬†a ter grandes consumos de watts. Tem igualmente¬†tend√™ncia¬†a produzir grande calor e como a luz vem de 1¬†s√≥¬†ponto e ao contr√°rio das¬†l√Ęmpadas¬†T5 provoca zonas mais iluminadas ou mais sombrias¬†conforme¬†a zona do aqu√°rio e a posi√ß√£o da luz. Tamb√©m n√£o permite ter¬†m√ļltiplos¬†espectros diferentes porque temos um numero muito reduzido de¬†l√Ęmpadas. Existem solu√ß√Ķes que para colmatar este facto juntam¬†l√Ęmpadas¬†HQI com¬†l√Ęmpadas¬†T5 na calha:

Iluminação Leds

A ilumina√ß√£o por Led tamb√©m cria o mesmo efeito de shimmering que a ilumina√ß√£o por HQI cria e caracteriza-se por um consumo bastante mais baixos que as HQI e tamb√©m que as T5. Caracteriza-se igualmente ter um custo muito mais elevado. A dura√ß√£o dos Leds tamb√©m √© superior √° dura√ß√£o das¬†l√Ęmpadas¬†T5 e HQI que s√£o¬†substitu√≠veis.

Exemplo de uma calha Leds:

Este tipo de ilumina√ß√£o ainda √© muito pouco usado principalmente pelo seu elevado custo e pela ainda baixa utiliza√ß√£o em aqu√°rios. No entanto est√° em crescimento e cada vez mais existem solu√ß√Ķes que tentam aumentar a competitividade destes sistemas para os HQI ou T5. Na InterZoo de 2010 a grande novidade foi a utiliza√ß√£o de Leds e no lan√ßamento de muitas novidades nesta √°rea.

Existem inclusive solu√ß√Ķes em que se pode colocar numa calha do tipo T5 nos encaixes das l√Ęmpadas uma r√©gua de Leds:

http://reefbuilders.com/2010/05/28/econlux-plug-play-led-replacements-power-compacts-t5-t8-fluorescent-tubes/

Iluminação Plasma

Este tipo de iluminação é extremamente recente, no entanto promete gandes resultados devido á sua enorme capacidade de emitir luz muito intensa e consumir poucos watts:

http://reefbuilders.com/2010/02/02/new-seashine-lifi-plasma-light-rolling-out-soon-game-changer-gets-initial-pricing/

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Ref√ļgio: Mangues & Macro Alga Chaetomorpha

Uma forma de conseguir complementar o escumador na fun√ß√£o de remover os nitratos e fosfatos do aqu√°rio pode ser conseguido atrav√©s do uso de um Ref√ļgio. Um ref√ļgio √© simplesmente um¬†aqu√°rio/recipiente que est√° ligado ao circuito da √°gua do aqu√°rio e onde s√£o colocados organismos vivos que de forma natural nos ajudam a manter o nosso aqu√°rio de¬†recife. No caso do aqu√°rio que est√° exposto neste blog o Ref√ļgio consiste em ter uma divis√£o na Sump pr√≥pria para o que aqui foi descrito e que alberga uma esp√©cie de macro alga e uma esp√©cie de mangrove.

Inicialmente não estava previsto a utilização de mangues no sistema, no entanto mais tarde veio complementar o uso da macro alga por ter um efeito benéfico para o aquário e uma manutenção praticamente nula.

Setup

  • Sump com 3 divis√≥rias, inserida na parte de baixo do m√≥vel.

  • As¬†ra√≠zes¬†dos mangues foram colocados dentro de areia que est√° contida dentro dessas duas caixas¬†pl√°sticas¬†na zona da bomba de retorno.

Iluminação

  • Mini-calha 2x 18w pll 6500K para a macro alga, by Aqua-Eden (poss√≠vel¬†observar na foto em cima)
  • Mini-calha com suporte no vidro 1x 18W pll 6500K, Blau

Mangrove – Mangue

Os mangues usados para este aqu√°rio foram os Red Mangrove Propagule (Rhizophora mangle), sendo que a¬†luz que melhor se encaixa para estas plantas √© aquela que √© mais parecida com a luz natural, neste caso por volta dos 6500K. Podem-se usar os mais variados tipos de¬†l√Ęmpadas¬†desde que se respeite o espectro e uma boa intensidade que a¬†l√Ęmpada¬†emita. Os Mangues s√£o de crescimento lento/m√©dio e para al√©m de consumirem os nitratos e fosfatos do aqu√°rio ao in√≠cio e durante a forma√ß√£o e crescimento das¬†ra√≠zes¬†tendem a consumir bastante Magn√©sio.

  • Fotos mangues a 26 Fevereiro

  • Fotos mangues a 3 Junho

Como é possível observar pelas fotos existiu um crescimento bastante significativo estando alguns mais desenvolvidas do que outros.

O uso de Mangues no sistema tal como foi referido anteriormente é muito benéfico para consumo de nitratos e fosfatos, tendo sido isso provado em alguns estudos:

  • Nitratos

  • Fosfatos

No meu aqu√°rio desde que este completou o ciclo (1 m√™s), posso garantir que at√© agora e em 4 meses os nitratos e os fosfatos se t√™m mantido indetectaveis pelos Kit de medi√ß√£o da JBL. Claro que tudo influencia estes valores desde as TPA’s, ao escumador, as rotinas de manuten√ß√£o, no entanto tenho a certeza que os mangues s√£o uma grande ajuda para manter estes valores sempre controlados.

Existem pessoas que nas caixas plásticas onde estão as raizes dos mangues em vez de usarem areia de coral usam um produto chamado Miracle Mud que proporciona elementos e minerais que os Mangues vão absorver pelas raízes de forma a evitar que estes consumam magnésio e alguns trace elements da água e que os corais também precisam para se desenvolverem.

Fontes de informação sobre Mangroves/Mangues

Macro Algas

No segundo compartimento da sump foi colocada a macroalga Chaetomorpha. Esta alga é muito utilizada nos aquários de recife por ter um crescimento rápido e consequentemente consumir também rapidamente nitratos e fosfatos e por não libertar esporos ou outro tipo de sementes que mais tarde possam vir parar ao aquário principal e criem uma praga dentro do aquário. Uma alga também muito comum e que é usada nos aquários de recífe é a Caulerpa mas esta pode libertar esses esporos e portanto acaba por não ser muito aconselhado o seu uso no aquário.

  • Fotos da Chaetomorpha

Esta macro alga juntamente com os mangues constituem o ref√ļgio do meu aqu√°rio.

No entanto existem outros tipos de macro algas como a Botryocladia uvaria que se caracteriza por ter uma cor avermelhada ou a Ulva sp. que pode inclusivamente ser encontrada na nossa costa e que vem dar as praias Portuguesas. Estas duas algas podem ser consumidas por peixes herbívoros caso eles lhe ganhem o gosto e consomem igualmente Nitratos e Fosfatos do sistema.

Geralmente as macro-algas consomem os nitratos e fosfatos a uma velocidade muito maior que os mangues devido ao seus muito r√°pido crescimento, no entanto requerem alguma manuten√ß√£o (lavagem de 15 em 15 dias). T√™m ainda duas vantagens que √© a de servirem de filtro mec√Ęnico caso estejam na Sump e isto aplica-se √† Chaetomorpha que como se pode ver nas fotos √© muito densa e¬†tamb√©m acumulam imensos micro-organismos muito importantes para o sistema. Por exemplo copepods,¬†que servem de alimento a muitos peixes que nos temos no nosso aqu√°rio, nomeadamente √†¬†fam√≠lia¬†dos Mandarins (Dragonets).

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Cura Rocha- Viva & Morta (Português)

Quando se começa a montagem de um aquário de recife, um ponto muito importante para o mesmo é a rocha que devemos colocar. Temos que decidir que quantidade de rocha, que tipo de rocha e a qualidade da mesma. Normalmente nas lojas Portuguesas é costume encontrar rocha Indonésia, Indonésia premium e Fiji. Existem muitos outros tipo no entanto foram estas duas as mais comuns que fui encontrando.

Existe também quem adicione rocha que vem de outras montagens, mas essa situação so acontece quando existe essa possibilidade, no entanto é preciso acautelar sempre que seja rocha nova ou de outro aquário á qualidade da mesma.

Normalmente podemos separar a rocha em 2 tipos. Rocha morta, isto é, rocha que foi retirada do mar/aquário e que foi colocada a secar perdendo todos os microorganismos e vida que continha. Esta costuma ser sempre mais barata.

Existe igualmente rocha viva, isto √©, rocha que¬†mant√©m¬†toda a sua vida e microorganismos e portanto ir√° serve um “filtro” muito importante para alojar bact√©rias.

Antes de se colocar estas rochas no aquário deve-se proceder a um tratamento à parte das mesmas em recipientes durante algumas semanas de modo a garantir que ela vai entrar no aquário já com o ciclo iniciado.

O que vou descrever a seguir é a forma de como eu tratei 50Kg de rocha (22Kg viva + 28Kg morta) para o meu aquário de 430L de modo a garantir que começava com o pé direito logo ao encher o aquário pela 1ª vez.

A rocha viva usada foi a seguinte:

Devido a todo o processo de apanha e transporte a rocha¬†n√£o¬†chega nas melhores condi√ß√Ķes a nossa casa portante torna-se importante trata-la.

Cura da rocha viva Fiji 22Kg:

  • Cubo com dimens√Ķes 50*50*50;
  • Come√ßou com 40-50 litros de agua e foi gradualmente subindo at√© encher;

  • Salinidade 1.025;
  • Temperatura 25 ¬ļC;
  • Coloquei uma bomba Tunze 3000l/h mais uma SunSun 3500 l/h para manter a √°gua em alta turbul√™ncia com o objectivo de garantir o maior fluxo de √°gua e a liberta√ß√£o de mat√©ria morta;

  • O escumador entrou depois e la ficou a funcionar e a tirar porcaria do cubo e assim ajudar a baixar os valores de No2, No3;
  • Per√≠odo de 3 semanas que a rocha teve a ciclar, no entanto √° segunda semana ja estava impec√°vel;
  • A rocha √© muito boa. Muito porosa e cheia de vida e so assim se explica esta r√°pida recupera√ß√£o;
  • Algumas mudan√ßas de √°gua de 50% ao incio, mas no total foram somente umas 5. (ao tar num cubo n√£o gasto quase √°gua nenhuma ao mudar 50%, porque caso fosse no tanque principal gastava imensa √°gua e sal);
  • Neste per√≠odo foi usada agua da torneira com AquaSafe e uns dias de repouso. Eu sei que devia ter usado agua RO/DI, mas n√£o tinha a unidade de osmose instalada e propriamente calibrada;
  • Durante estas 3 semanas virei a rocha 2/3 vezes para ajudar a libertar mat√©ria morta. Obviamente que cada vez que mexia os valores de NO2 e NO3 at√© rebentavam a escala¬†icon_biggrin.gif;

Portanto basicamente a cura da rocha viva foi dessa forma e assim fiquei com a rocha em boas condi√ß√Ķes para entrar no¬†aqu√°rio¬†para a montagem.
Recomendo vivamente este processo. Tive imenso sucesso desta forma tendo inclusive a rocha viva desenvolvido algumas pequenas esponjas, coralina, etc durante o período no cubo mesmo com luminosidade praticamente nula.

Ao início os valores de NO2, No3 estavam tremendos, mas mas com o passar do tempo e a ajuda do escumador rapidamente os mesmos testes deram NO2 e No3 a níveis muito baixos e nessa altura percebi a quantidade de bactérias e a capacidade de filtração que as rochas acumulam.

Ciclagem de 28Kg de rocha morta:

  • Ficou repartida em 2 em tanques de pl√°stico √° parte tamb√©m durante 3 semanas;
  • Cada tanque teve um aquecedor com agua a 25 ¬ļC e uma bomba normalissima so a circular √°gua. O aquecedor foi para ajudar a degradar a mat√©ria morta. Para quem n√£o sabe a rocha morta √° simplesmente rocha viva mas que depois √© passada por Lix√≠via! A minha at√© trazia ainda um mini caranguejo perfeitamente conservado e umas esponjas e mais umas coisas. Portanto ja podem imaginar a quantidade assombrosa de lixo que estas rochas trazem;

  • Ciclou em √°gua doce;
  • Logo no primeiro dia agua super-amarela e um cheiro esquesito -> mudan√ßa total de √°gua;
  • Nos dias seguintes a agua ia ficando cada vez melhor. Mais algumas mudan√ßas de √°gua;
  • Na 2¬™ semana quando a rocha viva deu sinais de estar estabilizada e tudo a zeros por curiosidade medi o NO2 da rocha morta e claro valores de rebentar a escala porque afinal de contas a rocha est√° morta;
  • Desde o primeiro dia adicionei em grandes quantidades de Sera Nitrivec para tentar colonizar a rocha e combater o NO2 e NO3, mas digo-vos que nao teve grande sucesso;

Portanto a rocha morta acabou por ser a maior dor de cabeça. Não voltei a medir mais nenhuma vez o NO2 á 3ª semana portanto não sei com andava. Mas a rocha morta é assim, por isso é que é morta e não viva
Mas penso que foi uma boa forma de a limpar, de a tentar colonizar de forma artificial e de a preparar ao m√°ximo para entrar no tanque principal.
Nesta fase nunca misturei a rocha morta com rocha viva. Cada coisa para seu lado.

Após todo este processo que durou 3 semanas a rocha estava pronta para entrar para o aquário e assim ocorreu.
Espero que esta pequena descri√ß√£o da minha¬†experi√™ncia¬†nesta mat√©ria seja¬†√ļtil¬†a quem pretenda acrescentar rocha ao sistema ou montar um novo aqu√°rio.

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