Aquário Vasco da Gama

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Recentemente visitei o velhinho Aquário Vasco da Gama em Algés (Lisboa) fundado pelo Rei Don Carlos que era uma enorme aficionado pela vida marinha e é um dos mais antigos aquários do mundo, inaugurado em 1898.

Os preços sao convidativos e mantêm os animais em muito boas condições. Hoje em dia  e desde que foi inaugurado o Oceanário no Parque das Nações o Aquário Vasco da Gama tem perdido visibilidade por isso recomendo que visitem, é diferente do Oceanário.

Fica galeria de imagens:

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Aquario: 2 anos depois…. (parte 2)

Neste último ano foi um ano de altos e baixos estando neste momento o aquário a recuperar de uma carga orgânica excessiva entre outros desequilíbrios químicos que provocou baixas a nível dos SPS e que felizmente não afectou peixes, lps, zoanthus, ricordeas, etc

A nível de novos peixes neste momento o aquário está já na sua capacidade máxima e não vai entrar mais nenhum peixe porque já entraram os peixes que estavam previstos entrar. Comprei um UV de 36W e desde então ja entraram muitos peixes no aquário e nunca mais morreu nenhum peixe. Ou melhor morreram 2 peixes que saltaram fora do aquário porque tenho a água a 3cm do topo do vidro. Ao 1º peixe há uns 6 meses ok deixei passar (era um hepatus enorme ja com mais de 1 ano), há 3 semanas foi 1 Pyramid lindíssimo e grande que também saltou novamente. Na semana passada pus 1 regua de acrilico á volta do aquário que vai 4cm para dentro para evitar os saltos fora de aquário junto ao vidro que costumam ser 90% dos casos.

Como é possível observar ficou low profile não interferindo muito com a estética do aquário e espero que não volte a ter novos acidentes com esta protecção. Consegui fazer á medida solicitando a sua construção junto da CoralSea.

Para estrelizar a água e ajudar o escumador na sua função acabei por colocar um ozonizador TMC V2 O3 ozone que neste momento está ajustado para debitar 50mg de ozono durante 8h + 8h por dia ligado ao escumador. O ozonizador tem ligado um pedra de difusora de madeira onde ele puxa o ar e serve para secar o ar.

Notei uma grande melhoria a nível de:

  • Claridade da água que passou a estar mais límpida. Perde a tonalidade que por vezes costuma ter e torna-a transparente,
  • O escumador tira maior quantidade de resíduos assim que o ozonizador entra em função;
  • Subiu o nível de ORP da água;
  • Como a água ficou mais clara a luz penetra melhor no aquário e chega mais luz aos corais;

No geral estou muito satisfeito com a utilização do ozonizador e neste momento já é um equipamento que para mim se tornou indispensável. Aconselho vivamente ao seu uso desde que com as devidas precauções porque pode tornar-se perigoso para todo o aquário e até mesmo para os seres humanos se não for controlado. Até ao momento não tenho qualquer intenção de o desligar nem nunca tive qualquer acidente com ele o objectivo é continuar a funcionar no entanto faço questão de estar sobre olho para caso exista alguma eventualidade problemática.

Inícialmente nao tinha um controlador de ORP, mas com o receio que isso pudesse mais tarde gerar algum problema e por tar as escuras a nível de ORP, comprei um controlador de PH/ORP que mostra e controla estes 2 parametros. Este controlador é bastante famoso no ebay e acabei por escolher o modelo PH-803:

Permite igualmente ajustar o nível de PH e ORP a que queremos que ele desligue determinado equipamento. Por exemplo se puser o ORP nos 450mv em chegando a este valor ele desliga o ozonizador. Possui também líquidos para calibração do PH.

Finalmente acabei por trocar o velhinho Deltec APF600 por um Deltec TC 2560 externo num bom negócio que acabei por adequirir junto do Fragário do Norte:

Como é possível observar o tubo que desce do lado direito vai ligar ao ozonizador. No entanto existe um “T” para o escumador puxar ar normal e ar com O3(ozono).

O Deltec APF600  funcionou durante 2 anos ininterruptamente 24h dia 365 dias ano e nunca precisou do que quer que seja, ficou xeio de coralina por todos os lados (nem se via o plastico da bomba) mesmo no tubo central também e sempre a funcionar silencioso e perfeito. Sem dúvida uma máquina de guerra e espero que este novo Deltec não se fique atrás do APF600 nesse aspecto.

Até ao momento tem se comportado muito bem, é muito maior e tem uma escumação muito superior e ao ser externo permitiu-me coloca-lo fora do aquário de modo a libertar-me um grande espaço na Sump. A alimenta-lo está uma bomba Sycce Sycra Silent de 4000 l/h. Os escumadores externos também são mais fáceis de regular porque nao dependem da altura na água na sump e em caso de falha de electricidade não se desregulam. A desvantagem é que tem que usar uma bomba externa a alimentar o mesmo em vez de utilizar uma só bomba apesar que ao utilizar 2 bombas (1 a meter água e outra a gerar a espuma) permite uma escumação maior.

A troca para um escumador maior derivou do facto do aquário passado mais de 2 anos começar a ficar “velho”, isto é, toda a acumulação de detritos e toda a carga orgânica (sendo que tenho bastantes peixes) com o tempo vai aumentando e o APF600 ja não conseguia dar conta do recado. Quando o aquário é novo ou ha um restart nunca senti necessidade de mudar de escumador mas com o passar do tempo a coisa muda de figura. O facto de ter areia também não ajuda a este facto e de talvez não ter o layout ou circulação mais apropriada também influencia. Obviamente que quem não tem areia e a nível de layout tem uma coisa mais leve a acumulação de detritos passa a ser nula, mas isso são escolhas. Não ta previsto alterar o layout ou tirar toda a areia. No máximo retiraria alguma areia e tiraria 1 ou outra pedra para ficar mais light mas isso também não ia diminuir os factores de risco que falei portanto em princípio será para manter como está enquanto continuar a funcionar.

Se repararem nas fotos ainda existem algumas cianos ou algas mas que têm estado a perder gás com o passar do tempo. Neste momento vou deixar o escumador ajudado com o ozonizador a fazer o seu serviço e ver se não preciso tomar medidas mais drásticas (em principio não é só deixar seguir o barco). Em último caso terei que ver outra táctica para atacar a carga orgânica e o facto do aquário ir envelhecendo. (ideias?)

A meu ver quando um aquário é novo e está limpo é fácil manter um aquário de topo com SPS, LPS, peixes, etc mas quando os anos começam a passar manter um aquário de topo assim sem pelo meio tomar medidas drásticas torna-se extremamente complicado. (basta ver no fórum a quantidade de resets e desmontagens e posteriores montagens que existem de x em x tempo) Por medidas drásticas falo em tirar o areão todo fora ou tirar as rochas todas fora e lavar, alterar o layout totalmente, etc etc

Mantem-se o uso de Chaetomorpha e Mangues (que estão enormes) assim como de carvão activado que fica dentro do filterbag. Passei a colocar também uma resina anti fosfatos. Mantem-se também o balling com a 4ª bomba a adicionar Trace ellements da Koral Zuch a complementar o balling light.

UV + Ozono é bom porque por um lado deixa-me a agua esteril mas por outro lado mata-me as bactérias… é preciso tentar encontrar um equilíbrio que ainda ando a tentar encontrar porque tenho muitos peixes e meter o UV a 12h em vez de 24h deixa-me receoso que comece algum surto e me faça uma razia nos peixes.

Aqui fica agora uma foto da Sump:

O objectivo é colocar do lado esquerdo do aquário um móvel e colocar la dentro o escumador assim como a GHL com os liquidos de balling, assim como o ozonizador, controlador ORP, o controlador de temperatura de modo a libertar ainda mais a Sump e ficar só o UV meio ao pendurão do lado direito :p

Já chega de conversa, segue um video tirado do telemóvel ( HD 720p/1080p) assim como algumas fotos tiradas também com o telemóvel :p

Balling Light – Custos

Após a análise feita no anterior artigo sobre o método de Balling Light decidi agora analisar uma outra variável que é o custo de manutenção deste sistema. Esta variável é importante para tentar perceber se este método tem ou não custos elevados a longo prazo e se realmente vale a pena investir nele.

Antes de mais existem alguns pressupostos para os cálculos que vão ser feitos, sendo eles:

  1. Os preços para os sais e trace elements tiveram como referencia os praticados no site da Coral-Garden;
  2. As soluções de Balling seguem à risca o standart indicado no manual da Fauna Marin;
  3. Para poder efectuar o custo real diário tive por base os meus consumos actuais (03-10-2010) no meu aquário, no entanto tal como foi possível verificar no artigo anterior os consumos vão variando ao longo do tempo e depende de aquário para aquário. No entanto considero os meus consumos actuais bastante elevados tendo em conta que o aquário está lotado dos mais variados corais e portanto é um número acima da média;

Assim sendo e tendo em atenção o que foi indicado anteriormente começamos por calcular qual o preço por Kg de cada um dos sais e depois temos que ter em atenção que segundo a formula da Fauna marin por exemplo 2Kg de Ca originam 5L de solução. Temos também que ter em atenção que se comprarmos sacos de maiores quantidades existem descontos e o preço por quilograma desce.

De seguida temos exactamente a mesma lógica mas desta vez para os trace elements. No entanto desta vez vamos ter o preço por Litro ou Mililitro (abreviado para militro na tabela) e novamente a respectiva dosagem. Atenção novamente que temos embalagens de 250ml ou 500ml com desconto na embalagem maior.

Agora que temos os custos todos calculados e sabemos a formula da Fauna Marin para as soluções vamos calcular os custos totais em euros que vamos ter mensalmente com os sais tendo em conta os consumos actuais que estou a ter (23-10-2010) e novamente ter em conta que existem sacos de 5Kg e 25Kg com preços diferentes.

Assim podemos ver que para consumos de:

  • Ca = 72 ml por dia
  • Mg = 38 ml por dia
  • Kh = 240 ml/dia

No final do mês gastamos algo entre os 6,04€ e os 7,31€ em Ca, Mg e Kh dependendo sempre claro se comprámos sacos de 5Kg ou 25Kg.

Agora temos que fazer as contas mas para os trace elements. Aqui existe um pormenor a ter em atenção. O consumo dos trace elements está directamente ligada ao consumo de Ca e Mg no aquário, consequentemente temos que relacionar o consumo dos trace com os destes 2 elementos.

Chegamos assim à conclusão que por mês gastamos cerca de 0,81€ a 1,09€ em trace elements dependendo se utilizamos garrafas de 250ml ou 500ml. Novamente e para relembrar tudo isto incide nos consumos que estou a ter actualmente no aquário.

Finalmente e sabendo já todos os custos mensais que estou a ter quer em trace elements, quer nos sais para o Balling falta a tão esperada tabela final:

Chegamos finalmente à conclusão que actualmente e se estes consumos se mantiverem por 30 dias gasto algo entro os 8,4€ e os 6,85€. Se estes consumos se mantivessem durante 12 meses isso iria então significar que ia gastar algo entre os 82,2€ e os 100,8€. Novamente ter em atenção que os custos estão relacionados com as quantidades que compramos, isto é, se compramos embalagens maiores o preço por Kg/ml cai.

Espero que estes pequenos cálculos dêem uma ideia daquilo que esperar em termos de custos de manter um destes sistemas a longo prazo. A meu ver são custos muito aceitáveis que estão em linha com muitos sistemas paralelos/rivais a este. É aqui necessário ter em atenção que o aquário não é propriamente de corais moles e também não está propriamente vazio, portanto é natural que haja consumos bastante elevados de Ca, Kh e Mg e se nos lhe fornecermos mais os corais crescem e quanto mais crescem maior o consumo sobe.

Por exemplo um método como o do Kalk que certamente é mais barato que o método de Balling nunca iria ter capacidade para fornecer a quantidade necessária de sais para todos os corais.

É necessário ter igualmente em atenção que este é um método completo, isto é, para além disto so existem as TPA’s. Muitos outros métodos (reactores de cálcio) conseguem fornecer cálcio de forma bastante competitiva e a um custo controlado mas nunca são um método tão completo como este, porque mesmo utilizando mideas avançadas essas nunca poderiam adicionar trace elements por exemplo, tendo que adquirir esses mesmos produtos à parte em outras marcas comerciais.

Nesses mesmos reactores de métodos concorrentes o que acaba por acontecer muitas vezes é o seguinte:

  • Necessidade de ter uma botija de Co2 para dissolver a mídea. Com isso vêm custos com o Co2, o sistema de injecção e um medidor de PH permanente porque o CO2 acidifica a água e portanto existe a necessidade de controlar muito de perto este parâmetro de forma constante (sem falar numa fuga de Co2 com quebras de PH e desenvolvimento de algas);
  • Nunca se consegue obter o mix na midea dentro do reactor perfeito, porque cada aquário é uma aquário e cada caso é um caso. Isto significa que muitas vezes um valor acaba por ficar em défice e outro em excesso porque não é possível de forma individual e independente controlar o Ca, Kh e Mg como é possível no balling. Um aquário de recife é um sistema complexo. Na minha experiência de 6 meses o KH foi subindo de forma tremenda, mas já o Mg subiu bastante ao início mas depois acabou por cais imenso, isto é, nada é linear tudo vai variando de semana para semana e o único método que consegue acompanhar essas varações de forma individual e independente é o método de balling.
  • Finalmente e mais uma vez este método de balling é completo porque fornece todos os elementos necessários para o desenvolvimento dos corais, ao contrário dos outros métodos que so suprimem parte dessas necessidades, tendo que ser complementados com outras formas de adição.

Espero que este artigo ajude a complementar o artigo anterior e desta forma se tenha uma visão a 360 graus de todo o sistema desde como se faz, como se aplica até ao quanto custa.

Finalmente deixo umas fotografias actuais do aquário para se tentar perceber a carga a nível de corais e seus consumos:

Balling Light – Fauna Marin (Português)

UPDATE (17 – 01- 2012): Artigo, Manual e Links actualizados com a ultima formula da Fauna Marin.

Este artigo pretende de uma forma muito prática explicar as vantagens da utilização do sistema de Balling num aquário de Recife. Este sistema tem como principal função repor os níveis de Cálcio, Magnésio, KH e trace elements no aquário. Estes são componentes fundamentais para o desenvolvimento dos corais num sistema fechado como aquele que possuímos nos aquários em nossas casa. Se queremos manter um grande conjunto de corais saudáveis e com boas colorações, estes parâmetros químicos são uma parte essencial para atingir esse objectivo (claro que a iluminação e outros parâmetros são igualmente importantes).
Como é de conhecimento geral podemos fazer este processo de inúmeras maneiras, desde reactores de Cálcio com várias mideas, assim como com o uso de Kalk (através de um reactor ou pinga-pinga) e/ou aditivos comercializados pelas grandes marcas de aquariofilia.

No fundo todos os métodos têm as suas vantagens e desvantagens, e cabe a cada um decidir qual método que se adapta ao seu aquário. No meu caso adoptei o método de Balling porque a meu ver é de longe o melhor método, mais fácil de utilizar e que permite manter os níveis o mais estáveis possível ao longo do tempo.

Balling Light

Antes de mais há que referir que existem inúmeras variantes do método de Balling, no entanto o que estou a utilizar é o Balling Light da Fauna Marin. Para este método é necessário os seguintes items:

  • Uma bomba doseadora de pelo menos 3 saídas (mais a frente vou falar mais especificamente sobre este equipamento);
  • 3 contentores onde vamos colocar 3 soluções que irão ser respectivamente para o Ca, KH e Mg;
  • Reagentes/pós químicos que vamos colocar em cada um desses contentores;
  • Trace Elements;

Relativamente a todos estes items que é necessário possuir penso que as maiores duvidas relativamente a este método se prendem com, quais reagente precisamos comprar e onde os podemos comprar, a um preço mais baixo possível. Os 3 reagentes químicos que precisamos de adequirir são os seguintes:

  • Ca -> Calcium chloride dihydrate;
  • Mg-> Magnesium chloride hexahydrate;
  • KH-> Sodium bicarbonate;

Relativamente à questão de onde podemos comprar estes reagentes existem várias hipóteses:

  1. Comprar os sais oficiais da Fauna Marin que se encontram a venda nas lojas (solução mais cara);
  2. Comprar os sais numa farmácia ou loja que garanta qualidade (solução intermédia);
  3. Importar da Alemanha a um preço baixo;

Necessitamos igualmente como eu indiquei anteriormente dos Trace Elements. Estes Trace Elements são adicionados aos contentores de Ca + Mg e são 3 pequenos frascos que a Fauna Marin vende juntamente com a sua formula Balling Light e podem ser adquiridos separadamente em qualquer loja. Cada um desses frascos contem os seguintes elementos:

  • Strontium-Barium
  • Heavy-Metal complex
  • Iodine-Fluorine

Como é lógico quando importei os sais da Alemanha, foi em grandes quantidade para não ter que me preocupar com eles durante muito tempo (anos), assim como os trace elements. Logicamente o que recebi foi o seguinte:

Os trace elements da Fauna Marin:

Depois de ja ter todo pronto, existe agora a necessidade de aplicar a formula e preparar as soluções com os reagentes químicos. Como tinha dito anteriormente vamos ter 3 contentores e cada contentor vai ter a componente Mg, Ca e KH. Assim sendo temos que fazer as soluções para cada um dos 3 contentores (a Fauna Marin pressupõe contentores de 5L de capacidade, no entanto podemos extrapolar quantidades para maiores/menores contentores).

O manual oficial da Fauna Marin para o Balling Light (última versão actualizada) pode ser entrado no link a seguir e contem todas as instruções, portanto recomendo vivamente guiarem-se pelo mesmo, visto que é bastante simples de compreender:

De qualquer das formas vou colocar de forma sucinta e em Português como preparar as 3 soluções:

  • Ca

Pegar no 1º contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Calcium chloride dihydrate” e de seguida colocar água de osmose até o nível chegar à marca dos 5L. Dissolver muito bem e no final colocar 25 ml Trace B heavy metal complex + 25 ml Trace B strontium / barium complex;

  • Mg

Pegar no 2º contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Magnesium chloride hexahydrate” e de seguida colocar água de osmose até o nível chegar à marca dos 5L. Dissolver muito bem.

  • Kh

Pegar no 3º contentor de 5L e colocar la dentro 500g “Sodium bicarbonate” e de seguida colocar água de osmose até o nível chegar à marca dos 5L. Dissolver muito bem. Atenção que para este contentor a água de osmose deve ser aquecida porque a solvabilidade em água do bicabornato de sódio é muito difícil. Se no final ficarem com alguma réstia de pó no fundo do contentor é normal. No final colocar 25 ml Trace B iodine flour complex;

Assim no final temos as 3 soluções preparadas e prontas para ligar à bomba doseadora. Agora é só colocar tubos, programar a bomba doseadora e temos o sistema Balling Light stotalmente automatizado. Vamos ter algo como isto:

Como devem reparar na imagem anterior a bomba doseadora que possuo tem 4 saídas e que estão todas a ser ocupadas. Isso prende-se com o facto de eu achar que a quantidade de trace elements a serem injectados no aquário só através daqueles que a Fauna Marin oferece na sua formula são insuficientes. Assim sendo doseio diariamente 2ml de Korallen-Zucht Trace Element Complex. Eles recomendam dosear doses muito mais elevadas mas como já tenho os trace elements da Fauna Marin, estes servem só como complemento e como a marca Korallen-Zucht é muito cara acabo por ter um custo relativamente baixo com esta adição extra.

Tipicamente as perguntas que após este processo costumam surgir são relativas à programação da bomba doseadora e que quantidade colocar de cada solução ao aquário. Relativamente à bomba doseadora tipicamente são extremamente fáceis de programar, isto é, em 5 minutos ta tudo a funcionar porque elas são totalmente digitais e automáticas. Por exemplo a bomba doseadora da GHL nos só temos que indicar quantos ml (mililitros) de cada solução queremos deitar sob a formula de “x” ml * “y” vezes = “z” ml por cada 24h, isto é, se colocarmos 1 ml * 20 vezes = 20ml por dia. A própria bomba trata de intercalar os vários doseamentos garantindo que 2 soluções nunca são deitadas ao mesmo tempo. Ela também vai distribuindo o doseamento ao longo das 24h. Na prática é tudo muito fácil.

Relativamente as quantidades a deitar de cada solução, isso vai depender de cada aquário, do número de corais que possui, assim como as dimensões do aquário e crescimentos que tem. Os valores que tipicamente nos queremos ter nos nossos reefs são os seguintes:

  • Ca -> 400-440
  • Mg-> 1250-1550
  • Kh-> 8-10

Posso desde já dizer que  a solução de Kh é de longe a que necessita de ser injectada em maiores quantidades. Posso indicar +- os seguintes valores Ca e Mg (25-80ml) e Kh (150-250ml) por dia. A forma mais prática é começar num dado valor e semanalmente medir os parâmetros químicos e ajustar o doseamento. Fazer desta forma até se atingir os valores óptimos que pretendemos ter de forma estável.
Aconselho o uso de kits de medição de Ca + Mg e Kh da JBL por 2 motivos. Um motivo é que são de bastante qualidade e precisão. No entanto a JBL para cada teste que comercializa tem uma versão Refillable que custa 50% menos que o test Kit original e que so vem os líquidos (tubos, plásticos, papeis instrução, etc não vêm porque ja temos da versão completa). Desta forma podemos controlar custos e manter os parâmetros sobre olho de forma mais regular.

No entanto e de forma a pretender dar uma visão mais alargada de como tenho administrado e aplicado o Balling decidi fazer um gráfico, que mostra o histórico de injecções de soluções que tenho feito e qual o valor desse parâmetro medido no aquário. Espero desta forma ajudar a perceber como fui doseando cada um dos reagentes e como esse parâmetro flutuou ao longo do tempo. De notar que as TPA’s são automáticas de 5L por dia e apesar de muito raramente ter mudado um pouco mais ou um pouco menos ou ter durante um curto período mudado de sal (normalmente uso sempre o Red Sea Coral Pro), podemos de certa forma assumir que as soluções de Balling a serem injectadas eram as únicas a influenciar os parâmetros em questão.

Os primeiros 3 gráficos mostram a evolução e variação dos valores de KH, Mg e Ca medidos ao longo de 6 meses (se clicar na imagem aumenta a resolução):

Como é possível observar existem algumas variações mas a tendência é a de manter sempre os valores dentro da escala óptima de cada parâmetro.

De seguida vou apresentar novamente 3 gráficos para o Kh, Mg e Ca, mas desta feita com 2 dimensões. O que quero dizer com 2 dimensões? Simplesmente introduzi a dosagem que estava a ser feita de cada componente através da bomba doseadora. Por exemplo na semana “X” estive a dosear “Y” ml por dia de Ca/Kh/Mg e tinha o valor a “Z” ppm/dkh. Passemos as imagens:

Como é possível observar temos as dosagens de cada componente em mililitros (ml) e assim como o valor que esse parâmetro estava a ser medido no aquário. Espero que este gráfico ajude principalmente quem se quer iniciar neste método para que possa perceber +- que dosagens deve efectuar e como deve ir ajustando cada uma das dosagens com o passar do tempo. Como é possível no início as medições e alterações eram mais frequentes, mas com o passar do tempo foram-se espaçando. É de notar que durante este período muitos peixes, invertebrado e corais foram colocados no sistema. Consequentemente todos os corais que fui colocando foram exigindo mais elementos químicos, no entanto é possível observar que o consumo de KH e Ca foi crescendo ao longo do tempo, principalmente o do KH. Já o Mg teve um pico de consumo na altura em que introduzi os mangues no sistema e estes precisaram de se desenvolver, mas com o passar do tempo os Mangues criaram as suas folhas e raízes e o consumo de Mg baixou muito.

Finalmente deixo um grafico que relaciona o consumo de todos os 3 componentes:

Como novamente é possível confirmar o consumo de KH é enorme. O MG após o pico inicial com o desenvolvimento dos mangues foi com o tempo e de forma estável baixando, ja o CA tem de certa forma crescido de forma bastante estável.

Espero com este artigo poder responder da melhor forma a todas as dúvidas relativamente a este método. Posso dizer que após 6 meses estou extremamente satisfeito por ser um sistema completo muito fácil de manusear e que me permite ajustar de forma bastante precisa cada um dos 3 componentes (Ca, Mg, Kh) á minha bela vontade. A única preocupação que é necessário ter é de ir fazendo os contentores com os líquidos (quem tiver muito espaço pode fazer contentores com 10L ou mais que duram meses e meses) e fazer as medições com os testes químicos. Após essas medições, é só necessário ajustar na bomba doseadora aquilo que queremos aumentar ou diminuir.

GHL: Profilux Independent Dosing Pump (4x)

A GHL é uma marca Alemã que produz esta bomba doseadora que é recomendada pela Fauna Marin para usar em conjunto com o sistema de Balling. O seu uso é extremamente simples e pode ser visualizado no manual do utilizador. Até ao momento tem funcionado correctamente e para alem de um mostrador digital com Menus, cada uma das bombas pode ser removida de forma individual e substituída por uma nova. Como cada uma dessas bombas são as únicas peças de desgaste do aparelho quando avariarem não é necessário comprar novo aparelho ou ter que substituir tudo, mas sim somente a bomba que avariou. Na teoria é um equipamento muito bom e completo e tem mostrado isso mesmo na prática. Este modelo tem 4 saídas e é completamente autónomo.

Escumador Deltec APF600 (Português)

Um componente crucial em qualquer aquário de recife é o escumador que o equipa. Normalmente deve-se optar por um bom escumador para garantir que não teremos que num futuro próximo acabar por ter que o vender e adquirir outro. Existem muitas boas marcas que produzem escumadores desde ATI, Deltec, ATB, Bubble Magus, TMC, Vertex, entre muito outros fabricantes sendo uns mais baratos, outros mais caros, uns mais conceituados e outros menos. Como este post não pretende discutir qual o melhor escumador para o aquário mas simplesmente fazer uma review do escumador que adquiri (Deltec APF600) para este aquário vou mostrar com maior detalhe algumas fotos dele em funcionamento e vazio:

Este escumador é externo, isto é não necessita de estar dentro da Sump para funcionar (apesar de eu o ter dentro da Sump) e para além da bomba que tras incorporada que produz a espuma dentro do escumador é necessário alimenta-lo com água externa ou queda de água do aquário principal ou através de uma bomba de água. No meu caso comecei por ter o escumador a ser alimentado por queda de água, mas a sua regulação era muito complicada para poder afinar a escumação e então decidi colocar uma bomba Eheim regulável até aos 1000l/h para melhor controlar o nivel de água dentro do corpo do escumador. Esse nível de água deve estar na “Bayonete Fiting” segundo a Deltec, isto é, na linha onde o copo onde os resíduos caem é desacoplado para limpeza. Relativamente á bomba de alimentação de água a Deltec recomenda cerca de 800l/h. Como tinha dito a bomba que possuo é a seguinte Eheim:

Até ao momento estou muito satisfeito com o escumador e tem-se portando muito bem. Tem mantido os valores de Nh4, No3, No2, Po4 a zero e o seu trabalhar é muito silencioso.

Evolução: Deltec APF 800

Apesar de tudo o Deltec APF600 ja é um modelo bastante antigo e devido a tal a Deltec decidiu pegar neste escumador que teve muito sucesso e decidiu em 2010 lançar uma remodelação deste modelo que tem tudo para ser um novo sucesso como o anterior assim o foi.

Este modelo pode ser visualizado com maior detalhe no site da Deltec.

Bomba Retorno – OceanRunner 3500 (Português)

Uma peça fundamental num aquário de recife é a bomba de retorno que faz circular a água entre a Sump e o aquário principal. Este é um equipamento critico porque regra geral funciona 24h/dia e 365dias/ano e ao mesmo tempo tem um papel importantíssimo na circulação da água dentro do aquário, na sua oxigenação e em fazer passar a água pela Sump que consequentemente possui, escumador, refugio, filter bag, sistema UV, aquecedores, entre toda a parnafernália de equipamentos possíveis e imaginários que são retirados do aquário principal para ficarem escondidos na Sump e e assim não estragar a estética do recife.

No caso deste aquário optei por uma Aqua Medica Ocean Runner 3500 que se caracteriza fundamentalmente por ter um caudal máximo de 3500 l/h, ter um consumo de 65W e de ser de uma marca bastante conceituada para pelo menos garantir minimamente alguma fiabilidade.

As suas características podem ser visualizadas aqui em maior detalhe:

De notar que o consumo apesar de um pouco elevado, permite que a bomba tenha muita potencia e perca pouco caudal com a altura. A bomba tem que puxar a água da Sump até ao aquário com algumas curvas em PVC pelo meio portanto é expectável que a litragem/hora à saída no aquário e no caso desta bomba ande por volta dos 3000l/h. Novamente é de notar que ela possui uma potencia muito superior á media daquilo que é costume encontrar no mercado que normalmente perde bem mais quando a altura a que a bomba tem que puxar a água começa a subir. Portanto tem que existir sempre um compromisso entre o consumo energético e a potencia da bomba. É de notar que esta tem umas dimensões muito consideráveis para uma bomba de 3500l/h.

Propagação de Corais (Português)

Apesar de muito de nós não ter capacidade ou espaço para poder ter um fragário onde possa nas melhores condições propagar as espécies que tem em pequenos Frags mais pequenos é sempre possível incorporar no aquário pequenos locais onde é possível fazer estas operações.

No meu caso tenho dois Frag Racks no sistema. Um está localizado no refúgio onde possui a qualidade da água do aquário e uma iluminação constituída por 2 lampadas (uma branca e outra Azul) PLL de 18W numa pequena calha muito juntinho á água.

No refúgio com fica assim repartido em duas partes. Uma parte com os frags e outra parte com a Macro-Alga Chaetomorpha tal como pode ser visualizado a seguir:

Esta formula utilizada funciona extremamente bem, é fácil de fazer (o suporte é todo ele feito em eggcrate) e a iluminação é excelente com iluminação 50-50 entre luz azul e branca com bons reflectores.

Como dentro do aquário colocar um Frag Rack de eggcrate fica bastante inestético devido à engenharia que é necessária fazer para que o suporte fique agarrado existem no mercado soluções baseadas em Magnets que permite que fique somente a base (cor preta)  suspensa na parede do aquário, estando os Magnets na parte de fora do vidro (funcionou muito bem em vidro de 12mm) e que seguram o Frag Rack.

Neste caso o que foi adoptado foi um Ocean Wonders N52 MAG Rack com Plugs  Ocean Wonders Large Coral Frag Plugs:

Posso afirmar que esta solução funcionou extremamente bem. O Frag Rack mostrou-se muito bom, é capaz de ficar perfeitamente suspenso estando totalmente carregado com Plugs (large) mesmo num vidro 12mm. Desta forma tenta-se da melhor forma ficar com que a vista dentro do aquário não seja afectada com uma grande estrutura de Frags.

Outro utensílio bastante importante para posteriormente poder cortar os corais da melhor forma é utilizar uma tesoura de Inox própria para este fim: