Video aquário recife 2013

Venho aqui trazer um pequeno update…
Depois da introdução de biopellets e alguns elementos de zeovit temos vindo a melhorar as cores do Reef…
Ainda não está como quero mas para lá caminha…esperemos que com tranquilidade consiga baixar um pouco mais os fosfatos e os nitratos que estao agora pelos 0,18 e 4, respectivamente!!

banner_ReefCentral

E deixo também um pequeno video…já que a qualidade da foto não é das melhores…foi com um tablet…mas já dá para ver melhor…

Com a redução de fosfatos e nitratos, à custa de biopellets e zeovit, temos conseguido melhores cores e crescimentos, mas a introdução de live phytoplankton tb se revelou muito importante!! Para já tenho conseguido manter sps e lps bastante felizes…um equilíbrio difícil…a ver vamos! Mas aquário s como o do Pedro Gomes demonstram que é possível…!!

Por fim a haddoni que tinha acabou por desaparecer…não morreu…foi diminuindo de tamanho aos poucos até ficar pequenissima…talvez tenha chegado ao fim do tempo de vida… tive-a 3 anos e meio!

Envio e transporte de corais

O transporte dos seres vivos de um Reef é um dos momentos mais delicados…Quer seja dos seus locais de colecta como das ilhas do Pacífico (Japão, Indonésia) ou das do Atlântico (Barbados, Republica Dominicana) para o distribuidor quer seja da loja até à nossa casa!! Assim 2 parâmetros são essenciais para que o transporte ocorra com sucesso:o nível de oxigénio na água e a temperatura da água!

Dois tipos de transporte devem ser distinguidos! O transporte de corais e o transporte de peixes/invertebrados. No transporte de corais o parâmetro temperatura é o mais importante a tentar manter, enquanto que no transporte de peixes, para além da temperatura também tem de haver uma grande disponibilidade de oxigénio.

O transporte entre continentes dos locais de colecta,nas ilhas paradisíacas, até às lojas, por exemplo na  Europa é feito por avião em que os vivos (peixes e corais) vêm em grandes caixas de esferovite! Estas caixas de esferovite permitem absorver pequenos choques físicos, mas sobretudo preservam a temperatura da água onde os vivos vão! Os vivos dentro das caixas vão dentro de sacos, individualmente, para não haver guerra química entre eles e não haver consumo excessivo de oxigénio. Estes sacos levam uma boa quantidade de água e outra boa quantidade de ar ou oxigénio (de botija), dependendo se é um coral ou peixe, respectivamente. Estes transportes inter-continentais costumam demorar entre 24-48h, até chegarem à empresa importadora que os irá aclimatar de novo em aquários! Muitas vezes, dependendo da altura do ano, poderá colocar-se alguns pequenos sacos térmicos, que têm dentro alguns quimicos que reagem e libertam calor de uma forma controlada, ajudando assim que a temperatura dentro da caixa de mantenha durante mais tempo adequada (sobretudo no Inverno em países muito frios)!

Assim, quando estamos a transportar animais da loja onde compramos o ser vivo para nossa casa devemos ter em atenção estes 2 parâmetros: temperatura e oxigenio. Para tal devemos recorrer, se possível, às tais caixas de esferovite, pois são a melhor solução e a que nos garante que o ser vivo chega nas melhores condições a casa…pronto para a aclimatização a um ambiente totalmente novo…que representa um stress e desafio enorme para o ser vivo!!

Caso tal não seja possível…o ideal é usar uma caixa de papelão, cheia de papeis de jornal, bem como embrulhar, na medida do possível, o saco de plastico onde esta o ser vivo na água! Estas regras terão de ser ainda mais rigorosas no Inverno…pois a temperatura expterior é muito mais baixa que a temperatura da água! No Verão é mais facil e até se deve ter o cuidado para nao deixar sobreaquecer…como deixar a caixa com o ser vivo num local muito quente como num automóvel ao sol, por exemplo…

Aquário Vasco da Gama

Em destaque

Recentemente visitei o velhinho Aquário Vasco da Gama em Algés (Lisboa) fundado pelo Rei Don Carlos que era uma enorme aficionado pela vida marinha e é um dos mais antigos aquários do mundo, inaugurado em 1898.

Os preços sao convidativos e mantêm os animais em muito boas condições. Hoje em dia  e desde que foi inaugurado o Oceanário no Parque das Nações o Aquário Vasco da Gama tem perdido visibilidade por isso recomendo que visitem, é diferente do Oceanário.

Fica galeria de imagens:

Aquario: 2 anos depois…. (parte 2)

Neste último ano foi um ano de altos e baixos estando neste momento o aquário a recuperar de uma carga orgânica excessiva entre outros desequilíbrios químicos que provocou baixas a nível dos SPS e que felizmente não afectou peixes, lps, zoanthus, ricordeas, etc

A nível de novos peixes neste momento o aquário está já na sua capacidade máxima e não vai entrar mais nenhum peixe porque já entraram os peixes que estavam previstos entrar. Comprei um UV de 36W e desde então ja entraram muitos peixes no aquário e nunca mais morreu nenhum peixe. Ou melhor morreram 2 peixes que saltaram fora do aquário porque tenho a água a 3cm do topo do vidro. Ao 1º peixe há uns 6 meses ok deixei passar (era um hepatus enorme ja com mais de 1 ano), há 3 semanas foi 1 Pyramid lindíssimo e grande que também saltou novamente. Na semana passada pus 1 regua de acrilico á volta do aquário que vai 4cm para dentro para evitar os saltos fora de aquário junto ao vidro que costumam ser 90% dos casos.

Como é possível observar ficou low profile não interferindo muito com a estética do aquário e espero que não volte a ter novos acidentes com esta protecção. Consegui fazer á medida solicitando a sua construção junto da CoralSea.

Para estrelizar a água e ajudar o escumador na sua função acabei por colocar um ozonizador TMC V2 O3 ozone que neste momento está ajustado para debitar 50mg de ozono durante 8h + 8h por dia ligado ao escumador. O ozonizador tem ligado um pedra de difusora de madeira onde ele puxa o ar e serve para secar o ar.

Notei uma grande melhoria a nível de:

  • Claridade da água que passou a estar mais límpida. Perde a tonalidade que por vezes costuma ter e torna-a transparente,
  • O escumador tira maior quantidade de resíduos assim que o ozonizador entra em função;
  • Subiu o nível de ORP da água;
  • Como a água ficou mais clara a luz penetra melhor no aquário e chega mais luz aos corais;

No geral estou muito satisfeito com a utilização do ozonizador e neste momento já é um equipamento que para mim se tornou indispensável. Aconselho vivamente ao seu uso desde que com as devidas precauções porque pode tornar-se perigoso para todo o aquário e até mesmo para os seres humanos se não for controlado. Até ao momento não tenho qualquer intenção de o desligar nem nunca tive qualquer acidente com ele o objectivo é continuar a funcionar no entanto faço questão de estar sobre olho para caso exista alguma eventualidade problemática.

Inícialmente nao tinha um controlador de ORP, mas com o receio que isso pudesse mais tarde gerar algum problema e por tar as escuras a nível de ORP, comprei um controlador de PH/ORP que mostra e controla estes 2 parametros. Este controlador é bastante famoso no ebay e acabei por escolher o modelo PH-803:

Permite igualmente ajustar o nível de PH e ORP a que queremos que ele desligue determinado equipamento. Por exemplo se puser o ORP nos 450mv em chegando a este valor ele desliga o ozonizador. Possui também líquidos para calibração do PH.

Finalmente acabei por trocar o velhinho Deltec APF600 por um Deltec TC 2560 externo num bom negócio que acabei por adequirir junto do Fragário do Norte:

Como é possível observar o tubo que desce do lado direito vai ligar ao ozonizador. No entanto existe um “T” para o escumador puxar ar normal e ar com O3(ozono).

O Deltec APF600  funcionou durante 2 anos ininterruptamente 24h dia 365 dias ano e nunca precisou do que quer que seja, ficou xeio de coralina por todos os lados (nem se via o plastico da bomba) mesmo no tubo central também e sempre a funcionar silencioso e perfeito. Sem dúvida uma máquina de guerra e espero que este novo Deltec não se fique atrás do APF600 nesse aspecto.

Até ao momento tem se comportado muito bem, é muito maior e tem uma escumação muito superior e ao ser externo permitiu-me coloca-lo fora do aquário de modo a libertar-me um grande espaço na Sump. A alimenta-lo está uma bomba Sycce Sycra Silent de 4000 l/h. Os escumadores externos também são mais fáceis de regular porque nao dependem da altura na água na sump e em caso de falha de electricidade não se desregulam. A desvantagem é que tem que usar uma bomba externa a alimentar o mesmo em vez de utilizar uma só bomba apesar que ao utilizar 2 bombas (1 a meter água e outra a gerar a espuma) permite uma escumação maior.

A troca para um escumador maior derivou do facto do aquário passado mais de 2 anos começar a ficar “velho”, isto é, toda a acumulação de detritos e toda a carga orgânica (sendo que tenho bastantes peixes) com o tempo vai aumentando e o APF600 ja não conseguia dar conta do recado. Quando o aquário é novo ou ha um restart nunca senti necessidade de mudar de escumador mas com o passar do tempo a coisa muda de figura. O facto de ter areia também não ajuda a este facto e de talvez não ter o layout ou circulação mais apropriada também influencia. Obviamente que quem não tem areia e a nível de layout tem uma coisa mais leve a acumulação de detritos passa a ser nula, mas isso são escolhas. Não ta previsto alterar o layout ou tirar toda a areia. No máximo retiraria alguma areia e tiraria 1 ou outra pedra para ficar mais light mas isso também não ia diminuir os factores de risco que falei portanto em princípio será para manter como está enquanto continuar a funcionar.

Se repararem nas fotos ainda existem algumas cianos ou algas mas que têm estado a perder gás com o passar do tempo. Neste momento vou deixar o escumador ajudado com o ozonizador a fazer o seu serviço e ver se não preciso tomar medidas mais drásticas (em principio não é só deixar seguir o barco). Em último caso terei que ver outra táctica para atacar a carga orgânica e o facto do aquário ir envelhecendo. (ideias?)

A meu ver quando um aquário é novo e está limpo é fácil manter um aquário de topo com SPS, LPS, peixes, etc mas quando os anos começam a passar manter um aquário de topo assim sem pelo meio tomar medidas drásticas torna-se extremamente complicado. (basta ver no fórum a quantidade de resets e desmontagens e posteriores montagens que existem de x em x tempo) Por medidas drásticas falo em tirar o areão todo fora ou tirar as rochas todas fora e lavar, alterar o layout totalmente, etc etc

Mantem-se o uso de Chaetomorpha e Mangues (que estão enormes) assim como de carvão activado que fica dentro do filterbag. Passei a colocar também uma resina anti fosfatos. Mantem-se também o balling com a 4ª bomba a adicionar Trace ellements da Koral Zuch a complementar o balling light.

UV + Ozono é bom porque por um lado deixa-me a agua esteril mas por outro lado mata-me as bactérias… é preciso tentar encontrar um equilíbrio que ainda ando a tentar encontrar porque tenho muitos peixes e meter o UV a 12h em vez de 24h deixa-me receoso que comece algum surto e me faça uma razia nos peixes.

Aqui fica agora uma foto da Sump:

O objectivo é colocar do lado esquerdo do aquário um móvel e colocar la dentro o escumador assim como a GHL com os liquidos de balling, assim como o ozonizador, controlador ORP, o controlador de temperatura de modo a libertar ainda mais a Sump e ficar só o UV meio ao pendurão do lado direito :p

Já chega de conversa, segue um video tirado do telemóvel ( HD 720p/1080p) assim como algumas fotos tiradas também com o telemóvel :p

Video aquário recife 2011

Olá, como ja muito tempo não colocava novidades aqui vão 2 vídeos tirados hoje.
A qualidade não é excepcional (filmado pelo telemóvel), mas nas opções do youtube tem versões HD (720p e 1080p)


Como é possível observar o aquário continua a ter praticamente os mesmo peixes. Mantêm-se também as anémonas, SPS e LPS.
Recentemente foi também adicionada um ozonizador que veio tornar a água mais cristalina, ajudar a eliminar alguns parasitas que possa haver na água e que ataquem os peixes, assim como ajudar o escumador a fazer o seu trabalho.

Balling Light – Custos

Após a análise feita no anterior artigo sobre o método de Balling Light decidi agora analisar uma outra variável que é o custo de manutenção deste sistema. Esta variável é importante para tentar perceber se este método tem ou não custos elevados a longo prazo e se realmente vale a pena investir nele.

Antes de mais existem alguns pressupostos para os cálculos que vão ser feitos, sendo eles:

  1. Os preços para os sais e trace elements tiveram como referencia os praticados no site da Coral-Garden;
  2. As soluções de Balling seguem à risca o standart indicado no manual da Fauna Marin;
  3. Para poder efectuar o custo real diário tive por base os meus consumos actuais (03-10-2010) no meu aquário, no entanto tal como foi possível verificar no artigo anterior os consumos vão variando ao longo do tempo e depende de aquário para aquário. No entanto considero os meus consumos actuais bastante elevados tendo em conta que o aquário está lotado dos mais variados corais e portanto é um número acima da média;

Assim sendo e tendo em atenção o que foi indicado anteriormente começamos por calcular qual o preço por Kg de cada um dos sais e depois temos que ter em atenção que segundo a formula da Fauna marin por exemplo 2Kg de Ca originam 5L de solução. Temos também que ter em atenção que se comprarmos sacos de maiores quantidades existem descontos e o preço por quilograma desce.

De seguida temos exactamente a mesma lógica mas desta vez para os trace elements. No entanto desta vez vamos ter o preço por Litro ou Mililitro (abreviado para militro na tabela) e novamente a respectiva dosagem. Atenção novamente que temos embalagens de 250ml ou 500ml com desconto na embalagem maior.

Agora que temos os custos todos calculados e sabemos a formula da Fauna Marin para as soluções vamos calcular os custos totais em euros que vamos ter mensalmente com os sais tendo em conta os consumos actuais que estou a ter (23-10-2010) e novamente ter em conta que existem sacos de 5Kg e 25Kg com preços diferentes.

Assim podemos ver que para consumos de:

  • Ca = 72 ml por dia
  • Mg = 38 ml por dia
  • Kh = 240 ml/dia

No final do mês gastamos algo entre os 6,04€ e os 7,31€ em Ca, Mg e Kh dependendo sempre claro se comprámos sacos de 5Kg ou 25Kg.

Agora temos que fazer as contas mas para os trace elements. Aqui existe um pormenor a ter em atenção. O consumo dos trace elements está directamente ligada ao consumo de Ca e Mg no aquário, consequentemente temos que relacionar o consumo dos trace com os destes 2 elementos.

Chegamos assim à conclusão que por mês gastamos cerca de 0,81€ a 1,09€ em trace elements dependendo se utilizamos garrafas de 250ml ou 500ml. Novamente e para relembrar tudo isto incide nos consumos que estou a ter actualmente no aquário.

Finalmente e sabendo já todos os custos mensais que estou a ter quer em trace elements, quer nos sais para o Balling falta a tão esperada tabela final:

Chegamos finalmente à conclusão que actualmente e se estes consumos se mantiverem por 30 dias gasto algo entro os 8,4€ e os 6,85€. Se estes consumos se mantivessem durante 12 meses isso iria então significar que ia gastar algo entre os 82,2€ e os 100,8€. Novamente ter em atenção que os custos estão relacionados com as quantidades que compramos, isto é, se compramos embalagens maiores o preço por Kg/ml cai.

Espero que estes pequenos cálculos dêem uma ideia daquilo que esperar em termos de custos de manter um destes sistemas a longo prazo. A meu ver são custos muito aceitáveis que estão em linha com muitos sistemas paralelos/rivais a este. É aqui necessário ter em atenção que o aquário não é propriamente de corais moles e também não está propriamente vazio, portanto é natural que haja consumos bastante elevados de Ca, Kh e Mg e se nos lhe fornecermos mais os corais crescem e quanto mais crescem maior o consumo sobe.

Por exemplo um método como o do Kalk que certamente é mais barato que o método de Balling nunca iria ter capacidade para fornecer a quantidade necessária de sais para todos os corais.

É necessário ter igualmente em atenção que este é um método completo, isto é, para além disto so existem as TPA’s. Muitos outros métodos (reactores de cálcio) conseguem fornecer cálcio de forma bastante competitiva e a um custo controlado mas nunca são um método tão completo como este, porque mesmo utilizando mideas avançadas essas nunca poderiam adicionar trace elements por exemplo, tendo que adquirir esses mesmos produtos à parte em outras marcas comerciais.

Nesses mesmos reactores de métodos concorrentes o que acaba por acontecer muitas vezes é o seguinte:

  • Necessidade de ter uma botija de Co2 para dissolver a mídea. Com isso vêm custos com o Co2, o sistema de injecção e um medidor de PH permanente porque o CO2 acidifica a água e portanto existe a necessidade de controlar muito de perto este parâmetro de forma constante (sem falar numa fuga de Co2 com quebras de PH e desenvolvimento de algas);
  • Nunca se consegue obter o mix na midea dentro do reactor perfeito, porque cada aquário é uma aquário e cada caso é um caso. Isto significa que muitas vezes um valor acaba por ficar em défice e outro em excesso porque não é possível de forma individual e independente controlar o Ca, Kh e Mg como é possível no balling. Um aquário de recife é um sistema complexo. Na minha experiência de 6 meses o KH foi subindo de forma tremenda, mas já o Mg subiu bastante ao início mas depois acabou por cais imenso, isto é, nada é linear tudo vai variando de semana para semana e o único método que consegue acompanhar essas varações de forma individual e independente é o método de balling.
  • Finalmente e mais uma vez este método de balling é completo porque fornece todos os elementos necessários para o desenvolvimento dos corais, ao contrário dos outros métodos que so suprimem parte dessas necessidades, tendo que ser complementados com outras formas de adição.

Espero que este artigo ajude a complementar o artigo anterior e desta forma se tenha uma visão a 360 graus de todo o sistema desde como se faz, como se aplica até ao quanto custa.

Finalmente deixo umas fotografias actuais do aquário para se tentar perceber a carga a nível de corais e seus consumos: