Balling Light ‚Äď Custos

Após a análise feita no anterior artigo sobre o método de Balling Light decidi agora analisar uma outra variável que é o custo de manutenção deste sistema. Esta variável é importante para tentar perceber se este método tem ou não custos elevados a longo prazo e se realmente vale a pena investir nele.

Antes de mais existem alguns pressupostos para os c√°lculos que v√£o ser feitos, sendo eles:

  1. Os preços para os sais e trace elements tiveram como referencia os praticados no site da Coral-Garden;
  2. As solu√ß√Ķes de Balling seguem √† risca o standart indicado no manual da Fauna Marin;
  3. Para poder efectuar o custo real di√°rio tive por base os meus consumos actuais (03-10-2010) no meu aqu√°rio, no entanto tal como foi¬†poss√≠vel¬†verificar no artigo anterior os consumos v√£o variando ao longo do tempo e depende de aqu√°rio para aqu√°rio. No entanto considero os meus consumos actuais bastante elevados tendo em conta que o aqu√°rio est√° lotado dos mais variados corais e portanto √© um n√ļmero acima da m√©dia;

Assim sendo e tendo em atenção o que foi indicado anteriormente começamos por calcular qual o preço por Kg de cada um dos sais e depois temos que ter em atenção que segundo a formula da Fauna marin por exemplo 2Kg de Ca originam 5L de solução. Temos também que ter em atenção que se comprarmos sacos de maiores quantidades existem descontos e o preço por quilograma desce.

De seguida temos exactamente a mesma lógica mas desta vez para os trace elements. No entanto desta vez vamos ter o preço por Litro ou Mililitro (abreviado para militro na tabela) e novamente a respectiva dosagem. Atenção novamente que temos embalagens de 250ml ou 500ml com desconto na embalagem maior.

Agora que temos os custos todos calculados e sabemos a formula da Fauna Marin para as solu√ß√Ķes vamos calcular os custos totais em euros que vamos ter mensalmente com os sais tendo em conta os consumos actuais que estou a ter (23-10-2010) e novamente ter em conta que existem sacos de 5Kg e 25Kg com pre√ßos diferentes.

Assim podemos ver que para consumos de:

  • Ca = 72 ml por dia
  • Mg = 38 ml por dia
  • Kh = 240 ml/dia

No final do m√™s gastamos algo entre os 6,04‚ā¨ e os 7,31‚ā¨ em Ca, Mg e Kh dependendo sempre claro se compr√°mos sacos de 5Kg ou 25Kg.

Agora temos que fazer as contas mas para os trace elements. Aqui existe um pormenor a ter em atenção. O consumo dos trace elements está directamente ligada ao consumo de Ca e Mg no aquário, consequentemente temos que relacionar o consumo dos trace com os destes 2 elementos.

Chegamos assim √† conclus√£o que por m√™s gastamos cerca de 0,81‚ā¨ a 1,09‚ā¨ em trace elements dependendo se utilizamos garrafas de 250ml ou 500ml. Novamente e para relembrar tudo isto incide nos consumos que estou a ter actualmente no aqu√°rio.

Finalmente e sabendo j√° todos os custos mensais que estou a ter quer em trace elements, quer nos sais para o Balling falta a t√£o esperada tabela final:

Chegamos finalmente √† conclus√£o que actualmente e se estes consumos se mantiverem por 30 dias gasto algo entro os 8,4‚ā¨ e os 6,85‚ā¨. Se estes consumos se mantivessem durante 12 meses isso iria ent√£o significar que ia gastar algo entre os 82,2‚ā¨ e os 100,8‚ā¨. Novamente ter em aten√ß√£o que os custos est√£o relacionados com as quantidades que compramos, isto √©, se compramos embalagens maiores o pre√ßo por Kg/ml cai.

Espero que estes pequenos c√°lculos¬†d√™em¬†uma ideia daquilo que esperar em termos de custos de manter um destes sistemas a longo prazo. A meu ver s√£o custos muito¬†aceit√°veis que est√£o em linha com muitos sistemas paralelos/rivais a este. √Č aqui necess√°rio ter em aten√ß√£o que o aqu√°rio n√£o √© propriamente de corais moles e tamb√©m n√£o est√° propriamente vazio, portanto √© natural que haja consumos bastante elevados de Ca, Kh e Mg e se nos lhe fornecermos mais os corais crescem e quanto mais crescem maior o consumo sobe.

Por exemplo um método como o do Kalk que certamente é mais barato que o método de Balling nunca iria ter capacidade para fornecer a quantidade necessária de sais para todos os corais.

√Č necess√°rio ter igualmente em aten√ß√£o que este √© um m√©todo completo, isto √©, para al√©m disto so existem as TPA’s. Muitos outros m√©todos (reactores de c√°lcio) conseguem fornecer c√°lcio de forma bastante competitiva e a um custo controlado mas nunca s√£o um m√©todo t√£o completo como este, porque mesmo utilizando mideas avan√ßadas essas nunca poderiam adicionar trace elements por exemplo, tendo que¬†adquirir esses mesmos produtos √† parte em outras marcas comerciais.

Nesses mesmos reactores de métodos concorrentes o que acaba por acontecer muitas vezes é o seguinte:

  • Necessidade de ter uma botija de Co2 para dissolver a m√≠dea. Com isso v√™m custos com o Co2, o sistema de injec√ß√£o e um medidor de PH permanente porque o CO2 acidifica a √°gua e portanto existe a necessidade de controlar muito de perto este¬†par√Ęmetro¬†de forma constante (sem falar numa fuga de Co2 com quebras de PH e desenvolvimento de algas);
  • Nunca se consegue obter o mix na midea dentro do reactor perfeito, porque cada aqu√°rio √© uma aqu√°rio e cada caso √© um caso. Isto significa que muitas vezes um valor acaba por ficar em d√©fice e outro em excesso porque n√£o √©¬†poss√≠vel¬†de forma individual e independente controlar o Ca, Kh e Mg como √©¬†poss√≠vel¬†no balling. Um aqu√°rio de recife √© um sistema complexo. Na minha¬†experi√™ncia¬†de 6 meses o KH foi subindo de forma tremenda, mas j√° o Mg subiu bastante ao in√≠cio mas depois acabou por cais imenso, isto √©, nada √© linear tudo vai variando de semana para semana e o √ļnico m√©todo que consegue acompanhar essas vara√ß√Ķes de forma individual e independente √© o m√©todo de balling.
  • Finalmente e mais uma vez este m√©todo de balling √© completo porque fornece todos os elementos necess√°rios para o desenvolvimento dos corais, ao contr√°rio dos outros m√©todos que so suprimem parte dessas necessidades, tendo que ser complementados com outras formas de adi√ß√£o.

Espero que este artigo ajude a complementar o artigo anterior e desta forma se tenha uma visão a 360 graus de todo o sistema desde como se faz, como se aplica até ao quanto custa.

Finalmente deixo umas fotografias actuais do aquário para se tentar perceber a carga a nível de corais e seus consumos:

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Balling Light РFauna Marin (Português)

UPDATE (17 ‚Äď 01- 2012): Artigo, Manual e Links actualizados com a ultima formula da Fauna Marin.

Este artigo pretende de uma forma muito pr√°tica explicar as vantagens da utiliza√ß√£o do sistema de Balling num aqu√°rio de Recife. Este sistema tem como principal fun√ß√£o repor os n√≠veis de C√°lcio, Magn√©sio, KH e trace elements no aqu√°rio. Estes s√£o componentes fundamentais para o desenvolvimento dos corais num sistema fechado como aquele que¬†possu√≠mos¬†nos aqu√°rios em nossas casa. Se queremos manter um grande conjunto de corais saud√°veis e com boas colora√ß√Ķes, estes par√Ęmetros qu√≠micos s√£o uma parte essencial para atingir esse objectivo (claro que a ilumina√ß√£o e outros¬†par√Ęmetros¬†s√£o igualmente importantes).
Como √© de conhecimento geral podemos fazer este processo de in√ļmeras maneiras,¬†desde reactores de¬†C√°lcio com v√°rias mideas, assim como com o uso de Kalk (atrav√©s de um reactor ou pinga-pinga) e/ou aditivos comercializados pelas grandes marcas de aquariofilia.

No fundo todos os métodos têm as suas vantagens e desvantagens, e cabe a cada um decidir qual método que se adapta ao seu aquário. No meu caso adoptei o método de Balling porque a meu ver é de longe o melhor método, mais fácil de utilizar e que permite manter os níveis o mais estáveis possível ao longo do tempo.

Balling Light

Antes de mais h√° que referir que existem in√ļmeras variantes do m√©todo de Balling, no entanto o que estou a utilizar √© o Balling Light da Fauna Marin. Para este m√©todo √© necess√°rio os seguintes items:

  • Uma bomba doseadora de pelo menos 3¬†sa√≠das¬†(mais a frente vou falar mais especificamente sobre este equipamento);
  • 3 contentores onde vamos colocar 3 solu√ß√Ķes que ir√£o ser respectivamente para o Ca, KH e Mg;
  • Reagentes/p√≥s¬†qu√≠micos¬†que vamos colocar em cada um desses contentores;
  • Trace Elements;

Relativamente a todos estes items que é necessário possuir penso que as maiores duvidas relativamente a este método se prendem com, quais reagente precisamos comprar e onde os podemos comprar, a um preço mais baixo possível. Os 3 reagentes químicos que precisamos de adequirir são os seguintes:

  • Ca -> Calcium chloride dihydrate;
  • Mg-> Magnesium chloride hexahydrate;
  • KH-> Sodium bicarbonate;

Relativamente à questão de onde podemos comprar estes reagentes existem várias hipóteses:

  1. Comprar os sais oficiais da Fauna Marin que se encontram a venda nas lojas (solução mais cara);
  2. Comprar os sais numa farmácia ou loja que garanta qualidade (solução intermédia);
  3. Importar da Alemanha a um preço baixo;

Necessitamos igualmente como eu indiquei anteriormente dos Trace Elements. Estes Trace Elements s√£o adicionados aos contentores de Ca + Mg e s√£o 3 pequenos frascos que a Fauna Marin vende juntamente com a sua formula Balling Light e podem ser adquiridos separadamente em qualquer loja. Cada um desses frascos contem os seguintes elementos:

  • Strontium-Barium
  • Heavy-Metal complex
  • Iodine-Fluorine

Como é lógico quando importei os sais da Alemanha, foi em grandes quantidade para não ter que me preocupar com eles durante muito tempo (anos), assim como os trace elements. Logicamente o que recebi foi o seguinte:

Os trace elements da Fauna Marin:

Depois de ja ter todo pronto, existe agora a necessidade de aplicar a formula e preparar as solu√ß√Ķes com os reagentes qu√≠micos. Como tinha dito anteriormente vamos ter 3 contentores e cada contentor vai ter a componente Mg, Ca e KH. Assim sendo temos que fazer as solu√ß√Ķes para cada um dos 3 contentores (a Fauna Marin¬†pressup√Ķe¬†contentores de 5L de capacidade, no entanto podemos extrapolar quantidades para maiores/menores contentores).

O manual oficial da Fauna Marin para o Balling Light (√ļltima vers√£o actualizada) pode ser entrado no link a seguir e contem todas as instru√ß√Ķes, portanto recomendo vivamente guiarem-se pelo mesmo, visto que √© bastante simples de compreender:

De qualquer das formas vou colocar de forma¬†sucinta¬†e em Portugu√™s como preparar as 3 solu√ß√Ķes:

  • Ca

Pegar no 1¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Calcium chloride dihydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem e no final colocar¬†25 ml Trace B heavy metal complex +¬†25 ml Trace B strontium / barium complex;

  • Mg

Pegar no 2¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Magnesium chloride hexahydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem.

  • Kh

Pegar no 3¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 500g “Sodium bicarbonate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem. Aten√ß√£o que para este contentor a √°gua de osmose deve ser aquecida porque a solvabilidade em √°gua do bicabornato de s√≥dio √© muito¬†dif√≠cil. Se no final ficarem com alguma¬†r√©stia¬†de p√≥ no fundo do contentor √© normal. No final colocar¬†25 ml Trace B iodine flour complex;

Assim no final temos as 3 solu√ß√Ķes preparadas e prontas para ligar √† bomba doseadora. Agora √©¬†s√≥¬†colocar tubos, programar a bomba doseadora e temos o sistema Balling Light stotalmente automatizado. Vamos ter algo como isto:

Como devem reparar na imagem anterior a bomba doseadora que possuo tem 4 saídas e que estão todas a ser ocupadas. Isso prende-se com o facto de eu achar que a quantidade de trace elements a serem injectados no aquário só através daqueles que a Fauna Marin oferece na sua formula são insuficientes. Assim sendo doseio diariamente 2ml de Korallen-Zucht Trace Element Complex. Eles recomendam dosear doses muito mais elevadas mas como já tenho os trace elements da Fauna Marin, estes servem só como complemento e como a marca Korallen-Zucht é muito cara acabo por ter um custo relativamente baixo com esta adição extra.

Tipicamente as perguntas que ap√≥s este processo costumam surgir s√£o relativas √† programa√ß√£o da bomba doseadora e que quantidade colocar de cada solu√ß√£o ao aqu√°rio. Relativamente √† bomba doseadora tipicamente s√£o extremamente¬†f√°ceis¬†de programar, isto √©, em 5 minutos ta tudo a funcionar porque elas s√£o totalmente digitais e autom√°ticas. Por exemplo a bomba doseadora da GHL nos s√≥ temos que indicar quantos ml (mililitros) de cada solu√ß√£o queremos deitar sob a formula de “x” ml * “y” vezes = “z” ml por cada 24h, isto √©, se colocarmos 1 ml * 20 vezes = 20ml por dia. A pr√≥pria bomba trata de intercalar os¬†v√°rios¬†doseamentos garantindo que 2 solu√ß√Ķes nunca s√£o deitadas ao mesmo tempo. Ela tamb√©m vai distribuindo o doseamento ao longo das 24h. Na pr√°tica √© tudo muito¬†f√°cil.

Relativamente as quantidades a deitar de cada solu√ß√£o, isso vai depender de cada aqu√°rio, do n√ļmero de corais que possui, assim como as dimens√Ķes do aqu√°rio e crescimentos que tem. Os valores que tipicamente nos queremos ter nos nossos reefs s√£o os seguintes:

  • Ca -> 400-440
  • Mg-> 1250-1550
  • Kh-> 8-10

Posso desde j√° dizer que ¬†a solu√ß√£o de Kh √© de longe a que necessita de ser injectada em maiores quantidades. Posso indicar +- os seguintes valores Ca e Mg (25-80ml) e Kh (150-250ml) por dia. A forma mais pr√°tica √© come√ßar num dado valor e semanalmente medir os¬†par√Ęmetros¬†qu√≠micos e ajustar o doseamento. Fazer desta forma at√© se atingir os valores¬†√≥ptimos¬†que pretendemos ter de forma est√°vel.
Aconselho o uso de kits de medi√ß√£o de Ca + Mg e Kh da JBL por 2 motivos. Um motivo √© que s√£o de bastante qualidade e precis√£o. No entanto a JBL para cada teste que comercializa tem uma vers√£o Refillable que custa 50% menos que o test Kit original e que so vem os l√≠quidos (tubos, pl√°sticos, papeis instru√ß√£o, etc n√£o v√™m porque ja temos da vers√£o completa). Desta forma podemos controlar custos e manter os¬†par√Ęmetros¬†sobre olho de forma mais regular.

No entanto e de forma a pretender dar uma vis√£o mais alargada de como tenho administrado e aplicado o Balling decidi fazer um gr√°fico, que mostra o hist√≥rico de injec√ß√Ķes de solu√ß√Ķes que tenho feito e qual o valor desse¬†par√Ęmetro¬†medido no aqu√°rio. Espero desta forma ajudar a perceber como fui doseando cada um dos reagentes e como esse¬†par√Ęmetro¬†flutuou ao longo do tempo. De notar que as TPA’s s√£o autom√°ticas de 5L por dia e apesar de muito raramente ter mudado um pouco mais ou um pouco menos ou ter durante um curto¬†per√≠odo¬†mudado de sal (normalmente uso sempre o Red Sea Coral Pro), podemos de certa forma assumir que as solu√ß√Ķes de Balling a serem injectadas eram as √ļnicas a influenciar os¬†par√Ęmetros¬†em quest√£o.

Os primeiros 3 gráficos mostram a evolução e variação dos valores de KH, Mg e Ca medidos ao longo de 6 meses (se clicar na imagem aumenta a resolução):

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar existem algumas varia√ß√Ķes mas a¬†tend√™ncia¬†√© a de manter sempre os valores dentro da escala¬†√≥ptima¬†de cada¬†par√Ęmetro.

De seguida vou apresentar novamente 3 gr√°ficos para o Kh, Mg e Ca, mas desta feita com 2 dimens√Ķes. O que quero dizer com 2 dimens√Ķes? Simplesmente introduzi a dosagem que estava a ser feita de cada componente atrav√©s da bomba doseadora. Por exemplo na semana “X” estive a dosear “Y” ml por dia de Ca/Kh/Mg e tinha o valor a “Z” ppm/dkh. Passemos as imagens:

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar temos as dosagens de cada componente em mililitros (ml) e assim como o valor que esse¬†par√Ęmetro¬†estava a ser medido no aqu√°rio. Espero que este gr√°fico ajude principalmente quem se quer iniciar neste m√©todo para que possa perceber +- que dosagens deve efectuar e como deve ir ajustando cada uma das dosagens com o passar do tempo. Como √© poss√≠vel no in√≠cio as medi√ß√Ķes e altera√ß√Ķes eram mais frequentes, mas com o passar do tempo foram-se espa√ßando. √Č de notar que durante este¬†per√≠odo¬†muitos peixes, invertebrado e corais foram colocados no sistema. Consequentemente todos os corais que fui colocando foram exigindo mais elementos qu√≠micos, no entanto √©¬†poss√≠vel¬†observar que o consumo de KH e Ca foi crescendo ao longo do tempo,¬†principalmente¬†o do KH. J√° o Mg teve um pico de consumo na altura em que introduzi os mangues no sistema e estes precisaram de se desenvolver, mas com o passar do tempo os Mangues criaram as suas folhas e¬†ra√≠zes¬†e o consumo de Mg baixou muito.

Finalmente deixo um grafico que relaciona o consumo de todos os 3 componentes:

Como novamente é possível confirmar o consumo de KH é enorme. O MG após o pico inicial com o desenvolvimento dos mangues foi com o tempo e de forma estável baixando, ja o CA tem de certa forma crescido de forma bastante estável.

Espero com este artigo poder responder da melhor forma a todas as d√ļvidas relativamente a este m√©todo. Posso dizer que ap√≥s 6 meses estou extremamente satisfeito por ser um sistema completo muito¬†f√°cil¬†de manusear e que me permite ajustar de forma bastante precisa cada um dos 3 componentes (Ca, Mg, Kh) √° minha bela vontade. A √ļnica preocupa√ß√£o que √© necess√°rio ter √© de ir fazendo os contentores com os l√≠quidos (quem tiver muito espa√ßo pode fazer contentores com 10L ou mais que duram meses e meses) e fazer as medi√ß√Ķes com os testes qu√≠micos. Ap√≥s essas medi√ß√Ķes, √©¬†s√≥¬†necess√°rio ajustar na bomba doseadora aquilo que queremos aumentar ou diminuir.

GHL: Profilux Independent Dosing Pump (4x)

A GHL √© uma marca Alem√£ que produz esta bomba doseadora que √© recomendada pela Fauna Marin para usar em conjunto com o sistema de Balling. O seu uso √© extremamente simples e pode ser visualizado no manual do utilizador. At√© ao momento tem funcionado correctamente e para alem de um mostrador digital com Menus, cada uma das bombas pode ser removida de forma individual e¬†substitu√≠da¬†por uma nova. Como cada uma dessas bombas s√£o as √ļnicas pe√ßas de desgaste do aparelho quando avariarem n√£o √© necess√°rio comprar novo aparelho ou ter que substituir tudo, mas sim somente a bomba que avariou. Na teoria √© um equipamento muito bom e completo e tem mostrado isso mesmo na pr√°tica. Este modelo tem 4¬†sa√≠das e √© completamente aut√≥nomo.

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Escumador Deltec APF600 (Português)

Um componente crucial em qualquer aquário de recife é o escumador que o equipa. Normalmente deve-se optar por um bom escumador para garantir que não teremos que num futuro próximo acabar por ter que o vender e adquirir outro. Existem muitas boas marcas que produzem escumadores desde ATI, Deltec, ATB, Bubble Magus, TMC, Vertex, entre muito outros fabricantes sendo uns mais baratos, outros mais caros, uns mais conceituados e outros menos. Como este post não pretende discutir qual o melhor escumador para o aquário mas simplesmente fazer uma review do escumador que adquiri (Deltec APF600) para este aquário vou mostrar com maior detalhe algumas fotos dele em funcionamento e vazio:

Este escumador √© externo, isto √© n√£o necessita de estar dentro da Sump para funcionar (apesar de eu o ter dentro da Sump) e para al√©m da bomba que tras incorporada que produz a espuma dentro do escumador √© necess√°rio alimenta-lo com √°gua externa ou queda de √°gua do aqu√°rio principal ou atrav√©s de uma bomba de √°gua. No meu caso comecei por ter o escumador a ser alimentado por queda de √°gua, mas a sua regula√ß√£o era muito complicada para poder afinar a escuma√ß√£o e ent√£o decidi colocar uma bomba Eheim regul√°vel at√© aos 1000l/h para melhor controlar o nivel de √°gua dentro do corpo do escumador. Esse n√≠vel de √°gua deve estar na “Bayonete Fiting” segundo a Deltec, isto √©, na linha onde o copo onde os res√≠duos caem √© desacoplado para limpeza. Relativamente √° bomba de alimenta√ß√£o de √°gua a Deltec recomenda cerca de 800l/h. Como tinha dito a bomba que possuo √© Eheim

Até ao momento estou muito satisfeito com o escumador e tem-se portando muito bem. Tem mantido os valores de Nh4, No3, No2, Po4 a zero e o seu trabalhar é muito silencioso.

Evolução: Deltec APF 800

Apesar de tudo o Deltec APF600 ja é um modelo bastante antigo e devido a tal a Deltec decidiu pegar neste escumador que teve muito sucesso e decidiu em 2010 lançar uma remodelação deste modelo que tem tudo para ser um novo sucesso como o anterior assim o foi.

Este modelo pode ser visualizado com maior detalhe no site da Deltec.

Bomba Retorno РOceanRunner 3500 (Português)

Uma peça fundamental num aquário de recife é a bomba de retorno que faz circular a água entre a Sump e o aquário principal. Este é um equipamento critico porque regra geral funciona 24h/dia e 365dias/ano e ao mesmo tempo tem um papel importantíssimo na circulação da água dentro do aquário, na sua oxigenação e em fazer passar a água pela Sump que consequentemente possui, escumador, refugio, filter bag, sistema UV, aquecedores, entre toda a parnafernália de equipamentos possíveis e imaginários que são retirados do aquário principal para ficarem escondidos na Sump e e assim não estragar a estética do recife.

No caso deste aqu√°rio optei por uma Aqua Medica Ocean Runner 3500 que se caracteriza fundamentalmente por ter um caudal m√°ximo de 3500 l/h, ter um consumo de 65W e de ser de uma marca bastante conceituada para pelo menos garantir minimamente alguma fiabilidade.

As suas características podem ser visualizadas aqui em maior detalhe:

De notar que o consumo apesar de um pouco elevado, permite que a bomba tenha muita potencia e perca pouco caudal com a altura. A bomba tem que puxar a √°gua da Sump at√© ao aqu√°rio com algumas curvas em PVC pelo meio portanto √© expect√°vel que a litragem/hora √†¬†sa√≠da¬†no aqu√°rio e no caso desta bomba ande por volta dos 3000l/h. Novamente √© de notar que ela possui uma potencia muito superior √° media daquilo que √© costume encontrar no mercado que normalmente perde bem mais quando a altura a que a bomba tem que puxar a √°gua come√ßa a subir. Portanto tem que existir sempre um compromisso entre o consumo energ√©tico e a potencia da bomba. √Č de notar que esta tem umas dimens√Ķes muito¬†consider√°veis¬†para uma bomba de 3500l/h.

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Propagação de Corais (Português)

Apesar de muito de n√≥s n√£o ter capacidade ou espa√ßo para poder ter um frag√°rio onde possa nas melhores condi√ß√Ķes propagar as esp√©cies que tem em pequenos Frags mais pequenos √© sempre poss√≠vel incorporar no aqu√°rio pequenos locais onde √©¬†poss√≠vel¬†fazer estas opera√ß√Ķes.

No meu caso tenho dois Frag Racks no sistema. Um est√° localizado no ref√ļgio onde possui a qualidade da √°gua do aqu√°rio e uma ilumina√ß√£o¬†constitu√≠da¬†por 2 lampadas (uma branca e outra Azul) PLL de 18W numa pequena calha muito juntinho √° √°gua.

No ref√ļgio com fica assim repartido em duas partes. Uma parte com os frags e outra parte com a¬†Macro-Alga Chaetomorpha tal como pode ser visualizado a seguir:

Esta formula utilizada funciona extremamente bem, é fácil de fazer (o suporte é todo ele feito em eggcrate) e a iluminação é excelente com iluminação 50-50 entre luz azul e branca com bons reflectores.

Como dentro do aqu√°rio colocar um Frag Rack de eggcrate fica bastante inest√©tico devido √† engenharia que √© necess√°ria fazer para que o suporte fique agarrado existem no mercado¬†solu√ß√Ķes¬†baseadas em Magnets que permite que fique somente a base (cor preta) ¬†suspensa na parede do aqu√°rio, estando os Magnets na parte de fora do vidro (funcionou muito bem em vidro de 12mm) e que seguram o Frag Rack.

Neste caso o que foi adoptado foi um Ocean Wonders N52 MAG Rack com Plugs  Ocean Wonders Large Coral Frag Plugs:

Posso afirmar que esta solução funcionou extremamente bem. O Frag Rack mostrou-se muito bom, é capaz de ficar perfeitamente suspenso estando totalmente carregado com Plugs (large) mesmo num vidro 12mm. Desta forma tenta-se da melhor forma ficar com que a vista dentro do aquário não seja afectada com uma grande estrutura de Frags.

Outro utensílio bastante importante para posteriormente poder cortar os corais da melhor forma é utilizar uma tesoura de Inox própria para este fim:

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DIY Fan Cooling System Upgrade (Português)

Com a chegada em for√ßa do Ver√£o decidi aumentar a capacidade de refrigera√ß√£o aumentando o n√ļmero de ventoinhas no sistema de refrigera√ß√£o e passando o sistema para a parte de tr√°s do aqu√°rio.
O Upgrade consistiu em colocar mais 4 ventoinhas a somar as 5 ventoinhas que ja tinha.
Esta nova calha de ventoinhas foi feita exactamente da mesma forma que a anterior calha.
Resultado final:

Com este Upgrade consigo controlar ainda melhor as temperaturas e baixar mais a temperatura da √°gua.

Uma outra vantagem √© que n√£o s√≥ o aqu√°rio √© refrigerado como as¬†l√Ęmpadas¬†da calha de ilumina√ß√£o. isto faz com que as¬†l√Ęmpadas¬†T5 operem a temperaturas inferiores aumentado a sua longevidade e potencia de ilumina√ß√£o.

Uma outra vantagem ainda √© n√£o permitir que o calor emitido pela calha de¬†l√Ęmpadas¬†T5 chegue √† superf√≠cie da √°gua.

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Ref√ļgio: Mangues & Macro Alga Chaetomorpha

Uma forma de conseguir complementar o escumador na fun√ß√£o de remover os nitratos e fosfatos do aqu√°rio pode ser conseguido atrav√©s do uso de um Ref√ļgio. Um ref√ļgio √© simplesmente um¬†aqu√°rio/recipiente que est√° ligado ao circuito da √°gua do aqu√°rio e onde s√£o colocados organismos vivos que de forma natural nos ajudam a manter o nosso aqu√°rio de¬†recife. No caso do aqu√°rio que est√° exposto neste blog o Ref√ļgio consiste em ter uma divis√£o na Sump pr√≥pria para o que aqui foi descrito e que alberga uma esp√©cie de macro alga e uma esp√©cie de mangrove.

Inicialmente não estava previsto a utilização de mangues no sistema, no entanto mais tarde veio complementar o uso da macro alga por ter um efeito benéfico para o aquário e uma manutenção praticamente nula.

Setup

  • Sump com 3 divis√≥rias, inserida na parte de baixo do m√≥vel.

  • As¬†ra√≠zes¬†dos mangues foram colocados dentro de areia que est√° contida dentro dessas duas caixas¬†pl√°sticas¬†na zona da bomba de retorno.

Iluminação

  • Mini-calha 2x 18w pll 6500K para a macro alga, by Aqua-Eden (poss√≠vel¬†observar na foto em cima)
  • Mini-calha com suporte no vidro 1x 18W pll 6500K, Blau

Mangrove – Mangue

Os mangues usados para este aqu√°rio foram os Red Mangrove Propagule (Rhizophora mangle), sendo que a¬†luz que melhor se encaixa para estas plantas √© aquela que √© mais parecida com a luz natural, neste caso por volta dos 6500K. Podem-se usar os mais variados tipos de¬†l√Ęmpadas¬†desde que se respeite o espectro e uma boa intensidade que a¬†l√Ęmpada¬†emita. Os Mangues s√£o de crescimento lento/m√©dio e para al√©m de consumirem os nitratos e fosfatos do aqu√°rio ao in√≠cio e durante a forma√ß√£o e crescimento das¬†ra√≠zes¬†tendem a consumir bastante Magn√©sio.

  • Fotos mangues a 26 Fevereiro

  • Fotos mangues a 3 Junho

Como é possível observar pelas fotos existiu um crescimento bastante significativo estando alguns mais desenvolvidas do que outros.

O uso de Mangues no sistema tal como foi referido anteriormente é muito benéfico para consumo de nitratos e fosfatos, tendo sido isso provado em alguns estudos:

  • Nitratos

  • Fosfatos

No meu aqu√°rio desde que este completou o ciclo (1 m√™s), posso garantir que at√© agora e em 4 meses os nitratos e os fosfatos se t√™m mantido indetectaveis pelos Kit de medi√ß√£o da JBL. Claro que tudo influencia estes valores desde as TPA’s, ao escumador, as rotinas de manuten√ß√£o, no entanto tenho a certeza que os mangues s√£o uma grande ajuda para manter estes valores sempre controlados.

Existem pessoas que nas caixas plásticas onde estão as raizes dos mangues em vez de usarem areia de coral usam um produto chamado Miracle Mud que proporciona elementos e minerais que os Mangues vão absorver pelas raízes de forma a evitar que estes consumam magnésio e alguns trace elements da água e que os corais também precisam para se desenvolverem.

Fontes de informação sobre Mangroves/Mangues

Macro Algas

No segundo compartimento da sump foi colocada a macroalga Chaetomorpha. Esta alga é muito utilizada nos aquários de recife por ter um crescimento rápido e consequentemente consumir também rapidamente nitratos e fosfatos e por não libertar esporos ou outro tipo de sementes que mais tarde possam vir parar ao aquário principal e criem uma praga dentro do aquário. Uma alga também muito comum e que é usada nos aquários de recífe é a Caulerpa mas esta pode libertar esses esporos e portanto acaba por não ser muito aconselhado o seu uso no aquário.

  • Fotos da Chaetomorpha

Esta macro alga juntamente com os mangues constituem o ref√ļgio do meu aqu√°rio.

No entanto existem outros tipos de macro algas como a Botryocladia uvaria que se caracteriza por ter uma cor avermelhada ou a Ulva sp. que pode inclusivamente ser encontrada na nossa costa e que vem dar as praias Portuguesas. Estas duas algas podem ser consumidas por peixes herbívoros caso eles lhe ganhem o gosto e consomem igualmente Nitratos e Fosfatos do sistema.

Geralmente as macro-algas consomem os nitratos e fosfatos a uma velocidade muito maior que os mangues devido ao seus muito r√°pido crescimento, no entanto requerem alguma manuten√ß√£o (lavagem de 15 em 15 dias). T√™m ainda duas vantagens que √© a de servirem de filtro mec√Ęnico caso estejam na Sump e isto aplica-se √† Chaetomorpha que como se pode ver nas fotos √© muito densa e¬†tamb√©m acumulam imensos micro-organismos muito importantes para o sistema. Por exemplo copepods,¬†que servem de alimento a muitos peixes que nos temos no nosso aqu√°rio, nomeadamente √†¬†fam√≠lia¬†dos Mandarins (Dragonets).

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Fotos Aquário de Maio 2010 (Português)

Como ainda não tinha colocado nenhumas fotos do aquário, coloco agora estas fotos ja de 8 Maio. No entanto certamente mais tarde colocarei outras fotos com a evolução do aquário até chegar a este ponto.
Aqui ficam algumas fotos:

  • Gerais

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DIY Sistema TPA’s automáticas (Português)

Uma parte importante que necessariamente tem que ser acautelada em um aqu√°rio marinho s√£o as mudan√ßas de √°gua (TPA’s).

Normalmente esta é a parte mais chata do aquário porque envolve na grande maioria das vezes passar tubos pelo meio da casa e andar com bombas de água para trás e para a frente.

Para minimizar esta tarefa e para ajudar a uma melhor manuten√ß√£o do aqu√°rio implementei um sistema de TPA’s autom√°ticas. O sistema consiste nos seguintes¬†items:

  • 2 x bombas da Tunze 5000.020. Estas bombas funcionam entre 9V-12V, custam 15‚ā¨ cada e s√£o usadas pela Tunze no seu sistema Universal Osmolator;

  • 2x¬†Transformador Externo Universal 12V – 1000 mA;

12v wall adapter

  • Tubo de rega 4-6mm da Gardena que se pode encontrar num AKI por exemplo e tamb√©m umas curvas da Gardena;

curva 4-6mm gardenatubo 4-6mm gardena

  • 1x programador digital t√≠pico que se encontra em qualquer grande superf√≠cie;

Assim sendo o sistema que se quer montar é o seguinte:

Cada bomba da Tunze esta ligada a um transformador e os transformadores também são iguais. Estes transformadores estão ligados ao programador digital, portanto quando as bombas entram em ON/OFF entram ao mesmo tempo. A seguir foi so colocar o tubo conforme está no esquema e o circuito que cada bomba faz é igual ao circuito da outra bomba, para se garantir que ambas as bombas vão debitar a mesma quantidade de água no mesmo espaço de tempo.

Assim sendo e estando o sistema montado 1 minuto ON corresponde 1 litro de água. Assim sendo a partir da 20h da noite e depois de hora em hora as bombas ligam 1 minutos até perfazer 5  minutos (5 litros).

O recipiente da água nova leva 40L, no entanto só é cheio até aos 30L. Ja o recipiente da agua usada tem 20l e é um jerrican para ser facilmente transportável.

Este sistema tem estado em funcionamento há ja 3 meses em forma automática e tem funcionado muito bem. A confiança no sistema é muito elevada. No entanto e mesmo caso haja desconfiança no modo automatizado é possível fazer o que quisermos a partir do programador digital. Podemos manter o sistema em OFF e de vez em quando clicar no Botão ON e deixar correr por 15-20 minutos ou outro tempo qualquer conforme o numero de litros que queiramos mudar.

As bombas Tunze foram colocadas a funcionar a 9V porque o transformador é regulável. Não há necessidade de as forçar a funcionar a 12V porque so as ia desgastar mais e o rácio 1 minutos Р1 litro é obtido com as bombas a 9V.

Finalmente deixo uma foto de como a Sump estava já há algum tempo atrás no entanto da para perceber como está organizada a parte debaixo do aquário.
Desta forma as TPA’s ficaram autom√°ticas, so existe a necessidade de a meio da semana despejar o jerrican de √°gua usada porque leva menos litros e 1x por semana encher o aqu√°rio que leva a √°gua nova com 30L √°gua de osmose + 1Kg de sal, ligar uma Tunze 3000 l/h que trata durante 24h de misturar o sal com a √°gua. Assim as TPA’s como s√£o graduais tamb√©m provocam menos altera√ß√Ķes ao¬†par√Ęmetros¬†da √°gua e tornam o sistema mais¬†est√°vel.

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Cura Rocha- Viva & Morta (Português)

Quando se começa a montagem de um aquário de recife, um ponto muito importante para o mesmo é a rocha que devemos colocar. Temos que decidir que quantidade de rocha, que tipo de rocha e a qualidade da mesma. Normalmente nas lojas Portuguesas é costume encontrar rocha Indonésia, Indonésia premium e Fiji. Existem muitos outros tipo no entanto foram estas duas as mais comuns que fui encontrando.

Existe também quem adicione rocha que vem de outras montagens, mas essa situação so acontece quando existe essa possibilidade, no entanto é preciso acautelar sempre que seja rocha nova ou de outro aquário á qualidade da mesma.

Normalmente podemos separar a rocha em 2 tipos. Rocha morta, isto é, rocha que foi retirada do mar/aquário e que foi colocada a secar perdendo todos os microorganismos e vida que continha. Esta costuma ser sempre mais barata.

Existe igualmente rocha viva, isto √©, rocha que¬†mant√©m¬†toda a sua vida e microorganismos e portanto ir√° serve um “filtro” muito importante para alojar bact√©rias.

Antes de se colocar estas rochas no aquário deve-se proceder a um tratamento à parte das mesmas em recipientes durante algumas semanas de modo a garantir que ela vai entrar no aquário já com o ciclo iniciado.

O que vou descrever a seguir é a forma de como eu tratei 50Kg de rocha (22Kg viva + 28Kg morta) para o meu aquário de 430L de modo a garantir que começava com o pé direito logo ao encher o aquário pela 1ª vez.

A rocha viva usada foi a seguinte:

Devido a todo o processo de apanha e transporte a rocha¬†n√£o¬†chega nas melhores condi√ß√Ķes a nossa casa portante torna-se importante trata-la.

Cura da rocha viva Fiji 22Kg:

  • Cubo com dimens√Ķes 50*50*50;
  • Come√ßou com 40-50 litros de agua e foi gradualmente subindo at√© encher;

  • Salinidade 1.025;
  • Temperatura 25 ¬ļC;
  • Coloquei uma bomba Tunze 3000l/h mais uma SunSun 3500 l/h para manter a √°gua em alta turbul√™ncia com o objectivo de garantir o maior fluxo de √°gua e a liberta√ß√£o de mat√©ria morta;

  • O escumador entrou depois e la ficou a funcionar e a tirar porcaria do cubo e assim ajudar a baixar os valores de No2, No3;
  • Per√≠odo de 3 semanas que a rocha teve a ciclar, no entanto √° segunda semana ja estava impec√°vel;
  • A rocha √© muito boa. Muito porosa e cheia de vida e so assim se explica esta r√°pida recupera√ß√£o;
  • Algumas mudan√ßas de √°gua de 50% ao incio, mas no total foram somente umas 5. (ao tar num cubo n√£o gasto quase √°gua nenhuma ao mudar 50%, porque caso fosse no tanque principal gastava imensa √°gua e sal);
  • Neste per√≠odo foi usada agua da torneira com AquaSafe e uns dias de repouso. Eu sei que devia ter usado agua RO/DI, mas n√£o tinha a unidade de osmose instalada e propriamente calibrada;
  • Durante estas 3 semanas virei a rocha 2/3 vezes para ajudar a libertar mat√©ria morta. Obviamente que cada vez que mexia os valores de NO2 e NO3 at√© rebentavam a escala¬†icon_biggrin.gif;

Portanto basicamente a cura da rocha viva foi dessa forma e assim fiquei com a rocha em boas condi√ß√Ķes para entrar no¬†aqu√°rio¬†para a montagem.
Recomendo vivamente este processo. Tive imenso sucesso desta forma tendo inclusive a rocha viva desenvolvido algumas pequenas esponjas, coralina, etc durante o período no cubo mesmo com luminosidade praticamente nula.

Ao início os valores de NO2, No3 estavam tremendos, mas mas com o passar do tempo e a ajuda do escumador rapidamente os mesmos testes deram NO2 e No3 a níveis muito baixos e nessa altura percebi a quantidade de bactérias e a capacidade de filtração que as rochas acumulam.

Ciclagem de 28Kg de rocha morta:

  • Ficou repartida em 2 em tanques de pl√°stico √° parte tamb√©m durante 3 semanas;
  • Cada tanque teve um aquecedor com agua a 25 ¬ļC e uma bomba normalissima so a circular √°gua. O aquecedor foi para ajudar a degradar a mat√©ria morta. Para quem n√£o sabe a rocha morta √° simplesmente rocha viva mas que depois √© passada por Lix√≠via! A minha at√© trazia ainda um mini caranguejo perfeitamente conservado e umas esponjas e mais umas coisas. Portanto ja podem imaginar a quantidade assombrosa de lixo que estas rochas trazem;

  • Ciclou em √°gua doce;
  • Logo no primeiro dia agua super-amarela e um cheiro esquesito -> mudan√ßa total de √°gua;
  • Nos dias seguintes a agua ia ficando cada vez melhor. Mais algumas mudan√ßas de √°gua;
  • Na 2¬™ semana quando a rocha viva deu sinais de estar estabilizada e tudo a zeros por curiosidade medi o NO2 da rocha morta e claro valores de rebentar a escala porque afinal de contas a rocha est√° morta;
  • Desde o primeiro dia adicionei em grandes quantidades de Sera Nitrivec para tentar colonizar a rocha e combater o NO2 e NO3, mas digo-vos que nao teve grande sucesso;

Portanto a rocha morta acabou por ser a maior dor de cabeça. Não voltei a medir mais nenhuma vez o NO2 á 3ª semana portanto não sei com andava. Mas a rocha morta é assim, por isso é que é morta e não viva
Mas penso que foi uma boa forma de a limpar, de a tentar colonizar de forma artificial e de a preparar ao m√°ximo para entrar no tanque principal.
Nesta fase nunca misturei a rocha morta com rocha viva. Cada coisa para seu lado.

Após todo este processo que durou 3 semanas a rocha estava pronta para entrar para o aquário e assim ocorreu.
Espero que esta pequena descri√ß√£o da minha¬†experi√™ncia¬†nesta mat√©ria seja¬†√ļtil¬†a quem pretenda acrescentar rocha ao sistema ou montar um novo aqu√°rio.

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DIY Fan Cooling System (Português)

Um grande problema que os aqu√°rios de Recife enfrentam quando se aproxima a Primavera/Ver√£o s√£o as temperaturas muito elevadas. Para combater a temperatura podemos utilizar sistemas de ventoinhas, chillers/peltiers. Cada um destes sistemas tem vantagens/desvantagens.

Um sistema muito comum e extremamente barato é o de um sistema de refrigeração que utilize ventoinhas. Existem imensos sistemas destes á venda no mercado, no entanto todos estes sistemas á venda caem sempre nos mesmos problemas. Os problemas dos produtos comerciais que identifiquei são:

  • Uso de ventoinhas pequenas 60X60mm ou 80X80mm e consequentemente t√™m um fluxo muito baixo. Isto √© um problema muito grande quando queremos arrefecer 400/500 litros de √°gua. N√£o vai ser com este tipo de ventoinhas que o vamos conseguir fazer.
  • As marcas mais baratas usam ventoinhas de qualidade duvidosa, enquanto que as marcas mais caras s√£o caras demais para aquilo que oferecem.
  • O suporte da ventoinha que a prende ao vidro do aqu√°rio acrescenta um bocado √† altura da ventoinha e isto tr√°s problemas, nomeadamente com a altura da calha.¬† Estes sistemas comerciais mesmo usando pequenas ventoinhas t√™m um altura tal que acaba por bater na calha de ilumina√ß√£o e invalidar a sua instala√ß√£o.

De modo a contornar todos estes problemas decidi fazer um sistema de cooling de ventoinhas baseado em sistemas de outros aquariofilistas que também identificaram estes problemas e fizeram os seus próprios sistemas.

A sua construção foi muito simples e so necessitou dos seguintes materiais/equipamentos:

  • Transformador Externo Universal 12V – 1000 mA:

12v wall adapter

  • Calha de alum√≠nio (n√£o enferruja e corta-se facilmente com uma serra) que encaixa no vidro (em forma de “U” e como o vidro tem 12mm, esse “U” tem 15mm) e uma outra calha que faz o suporte as ventoinhas(em forma de “L” de modo a encaixar la a ventoinha, furar e aparafusar a ventoinha ao suporte) depois √© so colar as 2 calhas com silicone. Podem encontrar isso tudo no AKI por exemplo;
  • Silicone + Serra ferro (podem encontrar no AKI por exemplo);

y fan cable 3 pin

AIR FLOW 65 m^3/h (38 Cfm)

RUIDO 21 dB/A

ALIMENTAÇÃO: 6 a 13V

NoiseBlocker 92mm XE2

Desta forma pretende-se obter o seguinte esquema ligado em paralelo:

A utilização de ventoinhas de 92mm tem a ver com o facto de ser a altura máxima que tinha disponível entre a calha e o vidro do aquário. Cada uma destas ventoinhas consome 0.11A, portanto utilizando o transformador anteriormente referido é possível ligar 9 ventoinhas destas perfazendo no total 990mA.

Finalmente chegou-se ao resultado final:

Este tipo de sistema é extremamente fácil de fazer, é muito barato e permite utilizar ventoinhas de boa qualidade com baixo ruído e boa capacidade de deslocação de ar. Como o transformador indicado é regulável e caso se queira ter um sistema ultra-silencioso é possível baixar a voltagem directamente no transformador e consequentemente reduzir a rotação das ventoinhas e barulho produzido, no entanto estas ventoinhas mesmo a 12V são extremamente silenciosas.

Este sistema está ligado ao controlador de temperatura Forttex TC10 Digital Controller e até ao momento tem funcionado de forma perfeita e estou completamente satisfeito. De relevar também que estas ventoinhas têm um consumo eléctrico muito baixo. Podem-se utilizar ventoinhas de dimensão superior e/ou inferior desde que se acautele o consumo em mA (mili-Amperes) de forma a não ultrapassar aquilo que o transformador fornece.

Sistemas chiller/peltier

√Č tamb√©m poss√≠vel utilizar sistemas baseados em chiller/peltier que s√£o substancialmente mais caros e consomem imensa energia, no entanto em zonas do globo onde as temperaturas atingem valores extremamente elevados, s√≥ usando estes sistemas se consegue reduzir a temperatura da √°gua.

Exemplos de chiller e um sistema DIY baseado em Peltier:

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Forttex TC-10 Digital Thermostat (Português)

Um equipamento muito importante a ter num aquário é um controlador de temperatura que permita fazer uma leitura precisa da temperatura e ao mesmo tempo permita controlar os sistemas de aquecimento ou arrefecimento da água.

Nesta Review é analisado este pequeno controlador que cumpre os objectivos anteriormente mencionados. O equipamento em questão é o Forttex TC-10 Digital Thermostat Package 2.

Existem varias vers√Ķes deste controlador (com ou sem caixa de protec√ß√£o) e este controlador em espec√≠fico √© fornecido para al√©m do controlador digital, uma sonda de temperatura e uma caixa de pl√°stico para protec√ß√£o.

Para o controlador poder regular os sistemas de aquecimento ou arrefecimento √© necess√°rio fazer algumas liga√ß√Ķes el√©ctricas de modo a que do controlador saiam 2 tomadas, sendo uma para equipamento de aquecimento e outra para equipamento de arrefecimento.

As liga√ß√Ķes el√©ctricas s√£o bastantes simples e podem ser visualizadas na imagem seguinte.

Assim que as liga√ß√Ķes estiverem feitas e os equipamentos ligados a sua configura√ß√£o √© muito f√°cil. A leitura da temperatura √© muito precisa (mede temperaturas iguais as de um vulgar, mas preciso, term√≥metro de merc√ļrio) e facilmente ajustamos a temperatura que queremos que se atinja (25 ¬ļC por exemplo) e se ajuste os pontos em que queremos ligar aquecimento (24.9 ¬ļC) e arrefecimento (25.1 ¬ļC). Os ajustes podem ser feitos numa escala decimal (0.1).

Este controlador tem-se mostrado extremamente preciso e fi√°vel. Das melhores adi√ß√Ķes que se pode fazer a um aqu√°rio n√£o s√≥ porque previne desastres de aquecedores com mau funcionamento, mas tamb√©m porque liga/desliga automaticamente os equipamentos. Isto permite ter uma temperatura no aqu√°rio mais est√°vel e controlada e consequentemente melhora o bem estar dos corais e/ou animais.

Para conhecer o equipamento em maior detalhe podem consultar o manual.

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