Propagação de Corais (Português)

Apesar de muito de nós não ter capacidade ou espaço para poder ter um fragário onde possa nas melhores condições propagar as espécies que tem em pequenos Frags mais pequenos é sempre possível incorporar no aquário pequenos locais onde é possível fazer estas operações.

No meu caso tenho dois Frag Racks no sistema. Um está localizado no refúgio onde possui a qualidade da água do aquário e uma iluminação constituída por 2 lampadas (uma branca e outra Azul) PLL de 18W numa pequena calha muito juntinho á água.

No refúgio com fica assim repartido em duas partes. Uma parte com os frags e outra parte com a Macro-Alga Chaetomorpha tal como pode ser visualizado a seguir:

Esta formula utilizada funciona extremamente bem, é fácil de fazer (o suporte é todo ele feito em eggcrate) e a iluminação é excelente com iluminação 50-50 entre luz azul e branca com bons reflectores.

Como dentro do aquário colocar um Frag Rack de eggcrate fica bastante inestético devido à engenharia que é necessária fazer para que o suporte fique agarrado existem no mercado soluções baseadas em Magnets que permite que fique somente a base (cor preta)  suspensa na parede do aquário, estando os Magnets na parte de fora do vidro (funcionou muito bem em vidro de 12mm) e que seguram o Frag Rack.

Neste caso o que foi adoptado foi um Ocean Wonders N52 MAG Rack com Plugs  Ocean Wonders Large Coral Frag Plugs:

Posso afirmar que esta solução funcionou extremamente bem. O Frag Rack mostrou-se muito bom, é capaz de ficar perfeitamente suspenso estando totalmente carregado com Plugs (large) mesmo num vidro 12mm. Desta forma tenta-se da melhor forma ficar com que a vista dentro do aquário não seja afectada com uma grande estrutura de Frags.

Outro utensílio bastante importante para posteriormente poder cortar os corais da melhor forma é utilizar uma tesoura de Inox própria para este fim:

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Iluminação: Calha lâmpadas T5 (Português)

A calha que equipa o aquário é toda ela composta por lâmpadas do tipo T5 e é o modelo Solstar 8X 54W + Led moonlight (Aqua-Eden).

O uso desta calha neste aquário permitiu colocar um grande conjunto de lâmpadas diferentes com diferentes espectros de forma a poder tirar o maior partido das cores dos corais e dos peixes. Ela fornece igualmente um fonte de luz muito intensa mais que suficiente para um Reef deste tamanho e as lâmpadas T5 fornecem valores PAR muito elevados (aconselho também a verem esta tread na ReefCentral onde são medidos aos valores PAR em vários aquários e em várias zonas do aquário). Uma outra característica muito importante deste tipo de iluminação é que o aquário não tem zonas escuras e/ou sombras porque a luz como é emitida ao longo do tubo da lâmpada T5 permite ter uma iluminação uniforme ao longo de todo o aquário.

A calha emite algum calor, mas não muito elevado e com o sistema de ventoinhas fixadas na lateral do aquário a temperatura das mesmas diminui. Um dos factores que leva a que as lâmpadas mais rapidamente se desgastem é a temperatura portanto ao se ter o sistema de ventoinhas no topo do aquário não só se arrefece a água como também se aumenta a longevidade das lâmpadas.

Os resultados obtidos com este tipo de iluminação são muito bons a todos os níveis. A nível energético não é tão bom quando o sistema de Leds, mas é melhor que o sistema HQI. No entanto como todo o tubo T5 emite luz ao longo do seu comprimento e se pode juntar 8 tipos de lâmpadas diferentes com diferentes características e espectros, obtêm-se cores que são impossíveis de obter noutros sistemas e como já foi referido anteriormente o aquário fica sem zonas com sombras ou penumbra, ficando uma iluminação uniforme que permite que os corais tenham as suas melhores cores de qualquer face que seja visto.

A calha em questão é a seguinte:

Aqui temos a mesma calha com os Leds que servem de moon light, isto é, quando as luzes se desligam todas ficam estes 3 Leds ligados. Visualmente fica muito bem porque os corais ficam durante todo este período em luminescência e também permite que os peixes possam estar mais à vontade no aquário:

Finalmente temos a calha com todas as lâmpadas ligadas onde é possível observar os diferentes espectros emitidos pelas lâmpadas:

1- Philips Activiva
2- Osram Skywhite
3- Sylvania CoralStar Actinic
4- Philips Activiva
5- Sylvania CoralStar Actinic
6- Osram Blue
7- Sylvania Aquastar
8- Philips Activiva

Mais tarde foram colocadas só algumas lâmpadas especiais para aumentar a fluorescência dos corais e peixes. As lâmpadas foram:

  • Korallen-Zucht fiji purple (realça os tons mais vermelhos)
  • ATI blue plus (lâmpada com um azul mais claro)
  • ATI TrueActinic (é uma lâmpada verdadeiramente actínica, emite uma luz um pouco roxa)
  • ATI Aquablue special (luz branca)

Espectro

Osram Skywhite

Philips Activiva

Osram Blue

Sylvania CoralStar

Korallen-Zucht fiji purple

ATI TrueActinic

ATI blue plus

ATI Aquablue special

Iluminação HQI

Um outro tipo de iluminação que é recorrente observar em aquários marinhos é a iluminação por lâmpadas HQI. Estas têm tendência a ser de watts extremamente elevados (50W-400W por lâmpada) e portanto so são colocadas 1-2-3 em um aquário. Caracterizam-se por ter um forte intensidade e em provocar o efeito de shimmering:

Exemplo de uma luz HQI:

Posto isto este tipo de iluminação tem tendência a ter grandes consumos de watts. Tem igualmente tendência a produzir grande calor e como a luz vem de 1 só ponto e ao contrário das lâmpadas T5 provoca zonas mais iluminadas ou mais sombrias conforme a zona do aquário e a posição da luz. Também não permite ter múltiplos espectros diferentes porque temos um numero muito reduzido de lâmpadas. Existem soluções que para colmatar este facto juntam lâmpadas HQI com lâmpadas T5 na calha:

Iluminação Leds

A iluminação por Led também cria o mesmo efeito de shimmering que a iluminação por HQI cria e caracteriza-se por um consumo bastante mais baixos que as HQI e também que as T5. Caracteriza-se igualmente ter um custo muito mais elevado. A duração dos Leds também é superior á duração das lâmpadas T5 e HQI que são substituíveis.

Exemplo de uma calha Leds:

Este tipo de iluminação ainda é muito pouco usado principalmente pelo seu elevado custo e pela ainda baixa utilização em aquários. No entanto está em crescimento e cada vez mais existem soluções que tentam aumentar a competitividade destes sistemas para os HQI ou T5. Na InterZoo de 2010 a grande novidade foi a utilização de Leds e no lançamento de muitas novidades nesta área.

Existem inclusive soluções em que se pode colocar numa calha do tipo T5 nos encaixes das lâmpadas uma régua de Leds:

http://reefbuilders.com/2010/05/28/econlux-plug-play-led-replacements-power-compacts-t5-t8-fluorescent-tubes/

Iluminação Plasma

Este tipo de iluminação é extremamente recente, no entanto promete gandes resultados devido á sua enorme capacidade de emitir luz muito intensa e consumir poucos watts:

http://reefbuilders.com/2010/02/02/new-seashine-lifi-plasma-light-rolling-out-soon-game-changer-gets-initial-pricing/

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Refúgio: Mangues & Macro Alga Chaetomorpha

Uma forma de conseguir complementar o escumador na função de remover os nitratos e fosfatos do aquário pode ser conseguido através do uso de um Refúgio. Um refúgio é simplesmente um aquário/recipiente que está ligado ao circuito da água do aquário e onde são colocados organismos vivos que de forma natural nos ajudam a manter o nosso aquário de recife. No caso do aquário que está exposto neste blog o Refúgio consiste em ter uma divisão na Sump própria para o que aqui foi descrito e que alberga uma espécie de macro alga e uma espécie de mangrove.

Inicialmente não estava previsto a utilização de mangues no sistema, no entanto mais tarde veio complementar o uso da macro alga por ter um efeito benéfico para o aquário e uma manutenção praticamente nula.

Setup

  • Sump com 3 divisórias, inserida na parte de baixo do móvel.

  • As raízes dos mangues foram colocados dentro de areia que está contida dentro dessas duas caixas plásticas na zona da bomba de retorno.

Iluminação

  • Mini-calha 2x 18w pll 6500K para a macro alga, by Aqua-Eden (possível observar na foto em cima)
  • Mini-calha com suporte no vidro 1x 18W pll 6500K, Blau

Mangrove – Mangue

Os mangues usados para este aquário foram os Red Mangrove Propagule (Rhizophora mangle), sendo que a luz que melhor se encaixa para estas plantas é aquela que é mais parecida com a luz natural, neste caso por volta dos 6500K. Podem-se usar os mais variados tipos de lâmpadas desde que se respeite o espectro e uma boa intensidade que a lâmpada emita. Os Mangues são de crescimento lento/médio e para além de consumirem os nitratos e fosfatos do aquário ao início e durante a formação e crescimento das raízes tendem a consumir bastante Magnésio.

  • Fotos mangues a 26 Fevereiro

  • Fotos mangues a 3 Junho

Como é possível observar pelas fotos existiu um crescimento bastante significativo estando alguns mais desenvolvidas do que outros.

O uso de Mangues no sistema tal como foi referido anteriormente é muito benéfico para consumo de nitratos e fosfatos, tendo sido isso provado em alguns estudos:

  • Nitratos

  • Fosfatos

No meu aquário desde que este completou o ciclo (1 mês), posso garantir que até agora e em 4 meses os nitratos e os fosfatos se têm mantido indetectaveis pelos Kit de medição da JBL. Claro que tudo influencia estes valores desde as TPA’s, ao escumador, as rotinas de manutenção, no entanto tenho a certeza que os mangues são uma grande ajuda para manter estes valores sempre controlados.

Existem pessoas que nas caixas plásticas onde estão as raizes dos mangues em vez de usarem areia de coral usam um produto chamado Miracle Mud que proporciona elementos e minerais que os Mangues vão absorver pelas raízes de forma a evitar que estes consumam magnésio e alguns trace elements da água e que os corais também precisam para se desenvolverem.

Fontes de informação sobre Mangroves/Mangues

Macro Algas

No segundo compartimento da sump foi colocada a macroalga Chaetomorpha. Esta alga é muito utilizada nos aquários de recife por ter um crescimento rápido e consequentemente consumir também rapidamente nitratos e fosfatos e por não libertar esporos ou outro tipo de sementes que mais tarde possam vir parar ao aquário principal e criem uma praga dentro do aquário. Uma alga também muito comum e que é usada nos aquários de recífe é a Caulerpa mas esta pode libertar esses esporos e portanto acaba por não ser muito aconselhado o seu uso no aquário.

  • Fotos da Chaetomorpha

Esta macro alga juntamente com os mangues constituem o refúgio do meu aquário.

No entanto existem outros tipos de macro algas como a Botryocladia uvaria que se caracteriza por ter uma cor avermelhada ou a Ulva sp. que pode inclusivamente ser encontrada na nossa costa e que vem dar as praias Portuguesas. Estas duas algas podem ser consumidas por peixes herbívoros caso eles lhe ganhem o gosto e consomem igualmente Nitratos e Fosfatos do sistema.

Geralmente as macro-algas consomem os nitratos e fosfatos a uma velocidade muito maior que os mangues devido ao seus muito rápido crescimento, no entanto requerem alguma manutenção (lavagem de 15 em 15 dias). Têm ainda duas vantagens que é a de servirem de filtro mecânico caso estejam na Sump e isto aplica-se à Chaetomorpha que como se pode ver nas fotos é muito densa e também acumulam imensos micro-organismos muito importantes para o sistema. Por exemplo copepods, que servem de alimento a muitos peixes que nos temos no nosso aquário, nomeadamente à família dos Mandarins (Dragonets).

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