Video aqu√°rio recife 2013

Venho aqui trazer um pequeno update…
Depois da introdu√ß√£o de biopellets e alguns elementos de zeovit temos vindo a melhorar as cores do Reef…
Ainda n√£o est√° como quero mas para l√° caminha…esperemos que com tranquilidade consiga baixar um pouco mais os fosfatos e os nitratos que estao agora pelos 0,18 e 4, respectivamente!!

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E deixo tamb√©m um pequeno video…j√° que a qualidade da foto n√£o √© das melhores…foi com um tablet…mas j√° d√° para ver melhor…

Com a redu√ß√£o de fosfatos e nitratos, √† custa de biopellets e zeovit, temos conseguido melhores cores e crescimentos, mas a introdu√ß√£o de live phytoplankton tb se revelou muito importante!! Para j√° tenho conseguido manter sps e lps bastante felizes…um equil√≠brio dif√≠cil…a ver vamos! Mas aqu√°rio s como o do Pedro Gomes demonstram que √© poss√≠vel…!!

Por fim a haddoni que tinha acabou por desaparecer…n√£o morreu…foi diminuindo de tamanho aos poucos at√© ficar pequenissima…talvez tenha chegado ao fim do tempo de vida… tive-a 3 anos e meio!

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Envio e transporte de corais

O transporte dos seres vivos de um Reef √© um dos momentos mais delicados…Quer seja dos seus locais de colecta como das ilhas do Pac√≠fico (Jap√£o, Indon√©sia) ou das do Atl√Ęntico (Barbados, Republica Dominicana) para o distribuidor quer seja da loja at√© √† nossa casa!! Assim 2 par√Ęmetros s√£o essenciais para que o transporte ocorra com sucesso:o n√≠vel de oxig√©nio na √°gua e a temperatura da √°gua!

Dois tipos de transporte devem ser distinguidos! O transporte de corais e o transporte de peixes/invertebrados. No transporte de corais o par√Ęmetro temperatura √© o mais importante a tentar manter, enquanto que no transporte de peixes, para al√©m da temperatura tamb√©m tem de haver uma grande disponibilidade de oxig√©nio.

O transporte entre continentes dos locais de colecta,nas ilhas paradisíacas, até às lojas, por exemplo na  Europa é feito por avião em que os vivos (peixes e corais) vêm em grandes caixas de esferovite! Estas caixas de esferovite permitem absorver pequenos choques físicos, mas sobretudo preservam a temperatura da água onde os vivos vão! Os vivos dentro das caixas vão dentro de sacos, individualmente, para não haver guerra química entre eles e não haver consumo excessivo de oxigénio. Estes sacos levam uma boa quantidade de água e outra boa quantidade de ar ou oxigénio (de botija), dependendo se é um coral ou peixe, respectivamente. Estes transportes inter-continentais costumam demorar entre 24-48h, até chegarem à empresa importadora que os irá aclimatar de novo em aquários! Muitas vezes, dependendo da altura do ano, poderá colocar-se alguns pequenos sacos térmicos, que têm dentro alguns quimicos que reagem e libertam calor de uma forma controlada, ajudando assim que a temperatura dentro da caixa de mantenha durante mais tempo adequada (sobretudo no Inverno em países muito frios)!

Assim, quando estamos a transportar animais da loja onde compramos o ser vivo para nossa casa devemos ter em aten√ß√£o estes 2 par√Ęmetros: temperatura e oxigenio. Para tal devemos recorrer, se poss√≠vel, √†s tais caixas de esferovite, pois s√£o a melhor solu√ß√£o e a que nos garante que o ser vivo chega nas melhores condi√ß√Ķes a casa…pronto para a aclimatiza√ß√£o a um ambiente totalmente novo…que representa um stress e desafio enorme para o ser vivo!!

Caso tal n√£o seja poss√≠vel…o ideal √© usar uma caixa de papel√£o, cheia de papeis de jornal, bem como embrulhar, na medida do poss√≠vel, o saco de plastico onde esta o ser vivo na √°gua! Estas regras ter√£o de ser ainda mais rigorosas no Inverno…pois a temperatura expterior √© muito mais baixa que a temperatura da √°gua! No Ver√£o √© mais facil e at√© se deve ter o cuidado para nao deixar sobreaquecer…como deixar a caixa com o ser vivo num local muito quente como num autom√≥vel ao sol, por exemplo…

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Aqu√°rio Vasco da Gama

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Recentemente visitei o velhinho Aquário Vasco da Gama em Algés (Lisboa) fundado pelo Rei Don Carlos que era uma enorme aficionado pela vida marinha e é um dos mais antigos aquários do mundo, inaugurado em 1898.

Os pre√ßos sao convidativos e mant√™m os animais em muito boas condi√ß√Ķes. Hoje em dia ¬†e desde que foi inaugurado o Ocean√°rio no Parque das Na√ß√Ķes o Aqu√°rio Vasco da Gama tem perdido visibilidade por isso recomendo que visitem, √© diferente do Ocean√°rio.

Fica galeria de imagens:

Video aqu√°rio recife 2012

Olá, segue uma série de videos de 2012 e finalmente um de 2011 para fazer a comparação.
A qualidade n√£o √© excepcional (filmado pelo telem√≥vel), mas nas op√ß√Ķes do youtube tem vers√Ķes HD (720p e 1080p)

Novembro 2012

Abril 2012

Junho 2011

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Erros/Li√ß√Ķes dos ultimos 3 anos de Reef

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Nunca usar GFO na quantidade anunciada pela marca

seja pelo facto de diminuir os niveis de fosfatos bruscamente ou de libertar ferro, a entrada de GFO provoca RTN em calendriuns/pocciloporas… ‚Äď No nosso caso o uso de GFO, mesmo em quantidades muito pequenas parece provocar sempre esse efeito inicial… (perdi algumas calendrium, histrix e poccilopora √† conta disso)…apos retirar o GFO e algumas TPAS o rtn fica restringido √†s colonias que come√ßaram!!

Ter sempre medidores de valores de 2 marcas

Porque? Porque h√° sempre varia√ß√Ķes entre marcas e nunca sabemos qual √© o mais acertado, mas sobretudo porque nos podemos deparar com um teste estragado ou n√£o funcional, sem sabermos!! Foi o que nos aconteceu…Durante meses os nossos nitratos supostamente estariam a 1-2ppm…mas quando trocamos por reagentes novos descobrimos que afinal os nitratos estavam a 30 ppm… Passei a ter medidores de 2 marcas que vou alternando ou me√ßo os valores como controlo do sal que fa√ßo, da Red Sea, que sei os valores que √© suposto ter de todos os par√Ęmetros!

N√£o usar UV 24/24h …

apesar de ser util para a manuten√ß√£o dos peixes saud√°veis e livres de doen√ßas, parece ser prejudicial ao corais, SPS e LPS, pelo facto de matar muitas bacterias que supostamente ser√£o alimentos deles! Penso que a nossa experi√™ncia tamb√©m nos demonstrou isto ao longo destes anos!¬† Achoq eu conv√©m na mesma ter UV para evitar surtos de doen√ßas que se podem tornar fatais para todos os peixes, mas o ideal √© ligar 24h quando entram peixes novos durante 1 semana e depois reduzir para apenas algumas horas por dia! No nosso caso temos tido sucesso assim…

Balling Light…tentar sempre manter os valores: Ca 400, Mg1250, Kh 8

Valores de Ca muitos elevados na ordem dos 500 geralmente provocam morte de alguns corais!! Na nossa experi√™ncia √© sempre preferivel ter valores mais baixos do que valores muito altos de KH e Ca… Tivemos um episodio de descontrolo de Ca e KH que atingiram valores de 500 e tal e de 10 ou 11 que provocaram a morte de alguns SPS…Istoa conteceu a seguir a um episodio de AEFW que nos atacou as acroporas e assim dimuiu os consumos bruscamente…

TPAS, TPAS, TPAS….quantas mais melhor

Mas sempre com os parametros iguais aos que temos ou queremos manter no aquario, caso contrario desiquilibra-se a adic√ß√Ķes de balling! Dai que a escolha de um sal que tenha os valores ideias de agua de um Reef seja imperativo!! N√≥s usamos neste momento o sal Red Sea normal! No passado, com a introdu√ßao do novo sal da Red Sea Coral Pro que apresenta valores muito elevados de KH (12) e de Ca (480), a 1,025 provoco nos um desequilibrio de valores no aquario que levou a perda de varios corais!!! Entre 10-20% por semana √© o que fa√ßo agora com bons resultados.

Aspirar areão e sump pelo menos 1 vez por mês

De facto o n√£o aspirar do are√£o, seja ele de 1 ou 3/4cm, leva ao acumular de muitos detritos que n√£o chegam a √† sump e dessa maneira n√£o s√£o retirados nem pelo escumador, nem pelo filter-bag! Assim √© essencial aspira-lo com pelo menos 1 vez por mes, em todas as areas que se conseguir. O aspirador da Hagen √© de facto muito facil de usar e eficaz e pode-se mesmo ver a quantidade de sujidade que se acumula no are√£o quando se est√° a aspirar…

Alimentar LPS/SPS com comida natural e n√£o suplementos

A utilização de suplementos na alimentação de corais deve ser evitadas pois muitos deles apesar de alimentarem bem têm o reverso da medalha que é aumentarem muito os niveis de nutrientes na água, como fosfatos e nitratos a níveis intoleráveis! Assim de acordo com a nossa experiência a alimentação dos LPS basta ser feita apenas 1 vez por semana, no periodo da noite do aquario, com um mix de comida congelada (cyclops, rotiferos, red plankton, artemia), em que previamente se tenha retirado o excesso de liquido que contem fosfatos dispensaveis! Os SPS acabam por se alimentar também dos restos desta sopa bem como dos detritos dos peixes e dos restos de comida dos peixes! A alimentação dos SPS pode quando muito ser completada com a adição de phytplanton vivo , mas com cuidado para não sobrecarregar o aquario de nutrientes!

Eficiente exportação de nutrientes (nitratos/fosfatos)

Muito importante a longo prazo…ao inicio as tpas e um bom escumador v√£o resolvendo o assunto, mas com o passar dos meses e acumula√ß√£o de detritos, mesmo com limpezas, come√ßa a n√£o ser suficiente e da√≠ ser uma desafio muito grande manter um aqu√°rio durante v√°rios anos!! Na nossa experi√™ncia optamos por colocar macroalga Chamaetomorpha e mangues na sump para ajudar nesta remo√ßao de nutrientes mas mesmos assim com o passar do tempo vimos que n√£o era suficiente, apesar de ajudar muito e ser uma grande almofada! Assim a utiliza√ß√£o de bacterias e doseamento de carbono, quer sob a forma de vodka, vinagre, biopellets ou solu√ß√Ķes comerciais parece ser uma das melhores op√ß√Ķes para este fim… Qual das melhores…√© dificil dizer! N√≥s us√°mos e estamos a usar neste momento uma solu√ß√£o comercial (Ultralife da Ocenalife…diria que ser√° vodka/vinagre) que se tem revelado bastante eficaz na diminui√ß√£o de nitratos e fosfatos com a adi√ß√£o de cerca de 8-11 gotas diarias!! Mas cuidado que o exagero nesta doseagem de carbono pode retirar demasiados nutrientes deixandos os corais ‚Äú√† fome‚ÄĚ… corais p√°lidos, LPS mirrados e a morrer e an√©monas stressadas…assim MUITA ATEN√á√ÉO no doseamento….DEVAGAR e sempre a vigiar os valores de nitratos e fosfatos.

Ocellaris – Quadricolor

Ocelaris -Quadricolor

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Aquario: 2 anos depois…. (parte 2)

Neste √ļltimo ano foi um ano de altos e baixos estando neste momento o aqu√°rio a recuperar de uma carga¬†org√Ęnica¬†excessiva entre outros¬†desequil√≠brios¬†qu√≠micos que provocou baixas a n√≠vel dos SPS e que felizmente n√£o afectou peixes, lps, zoanthus, ricordeas, etc

A n√≠vel de novos peixes neste momento o aqu√°rio est√°¬†j√°¬†na sua capacidade m√°xima e n√£o vai entrar mais nenhum peixe porque¬†j√°¬†entraram os peixes que estavam previstos entrar.¬†Comprei um UV de 36W e desde ent√£o ja entraram muitos peixes no aqu√°rio e nunca mais morreu nenhum peixe. Ou melhor morreram 2 peixes que saltaram fora do aqu√°rio porque tenho a √°gua a 3cm do topo do vidro. Ao 1¬ļ peixe h√° uns 6 meses ok deixei passar (era um hepatus enorme ja com mais de 1 ano), h√° 3 semanas foi 1 Pyramid lind√≠ssimo e grande que tamb√©m saltou novamente. Na semana passada pus 1 regua de acrilico √° volta do aqu√°rio que vai 4cm para dentro para evitar os saltos fora de aqu√°rio junto ao vidro que costumam ser 90% dos casos.

Como é possível observar ficou low profile não interferindo muito com a estética do aquário e espero que não volte a ter novos acidentes com esta protecção. Consegui fazer á medida solicitando a sua construção junto da CoralSea.

Para estrelizar a água e ajudar o escumador na sua função acabei por colocar um ozonizador TMC V2 O3 ozone que neste momento está ajustado para debitar 50mg de ozono durante 8h + 8h por dia ligado ao escumador. O ozonizador tem ligado um pedra de difusora de madeira onde ele puxa o ar e serve para secar o ar.

Notei uma grande melhoria a nível de:

  • Claridade da √°gua que passou a estar mais l√≠mpida. Perde a tonalidade que por vezes costuma ter e torna-a transparente,
  • O escumador tira maior quantidade de res√≠duos assim que o ozonizador entra em fun√ß√£o;
  • Subiu o n√≠vel de ORP da √°gua;
  • Como a √°gua ficou mais clara a luz penetra melhor no aqu√°rio e chega mais luz aos corais;

No geral estou muito satisfeito com a utiliza√ß√£o do ozonizador e neste momento¬†j√°¬†√© um equipamento que para mim se tornou¬†indispens√°vel. Aconselho vivamente ao seu uso desde que com as devidas precau√ß√Ķes porque pode tornar-se perigoso para todo o aqu√°rio e at√© mesmo para os seres humanos se n√£o for controlado. At√© ao momento n√£o tenho qualquer inten√ß√£o de o desligar nem nunca tive qualquer acidente com ele o objectivo √© continuar a funcionar no entanto fa√ßo quest√£o de estar sobre olho para caso exista alguma eventualidade problem√°tica.

Inícialmente nao tinha um controlador de ORP, mas com o receio que isso pudesse mais tarde gerar algum problema e por tar as escuras a nível de ORP, comprei um controlador de PH/ORP que mostra e controla estes 2 parametros. Este controlador é bastante famoso no ebay e acabei por escolher o modelo PH-803:

Permite igualmente ajustar o nível de PH e ORP a que queremos que ele desligue determinado equipamento. Por exemplo se puser o ORP nos 450mv em chegando a este valor ele desliga o ozonizador. Possui também líquidos para calibração do PH.

Finalmente acabei por trocar o velhinho Deltec APF600 por um Deltec TC 2560 externo num bom negócio que acabei por adequirir junto do Fragário do Norte:

Como √© poss√≠vel observar o tubo que desce do lado direito vai ligar ao ozonizador. No entanto existe um “T” para o escumador puxar ar normal e ar com O3(ozono).

O Deltec APF600¬†¬†funcionou durante 2 anos ininterruptamente 24h dia 365 dias ano e nunca precisou do que quer que seja, ficou xeio de coralina por todos os lados (nem se via o plastico da bomba) mesmo no tubo central tamb√©m e sempre a funcionar silencioso e perfeito. Sem d√ļvida uma m√°quina de guerra e espero que este novo Deltec n√£o se fique atr√°s do APF600 nesse aspecto.

Até ao momento tem se comportado muito bem, é muito maior e tem uma escumação muito superior e ao ser externo permitiu-me coloca-lo fora do aquário de modo a libertar-me um grande espaço na Sump. A alimenta-lo está uma bomba Sycce Sycra Silent de 4000 l/h. Os escumadores externos também são mais fáceis de regular porque nao dependem da altura na água na sump e em caso de falha de electricidade não se desregulam. A desvantagem é que tem que usar uma bomba externa a alimentar o mesmo em vez de utilizar uma só bomba apesar que ao utilizar 2 bombas (1 a meter água e outra a gerar a espuma) permite uma escumação maior.

A troca para um escumador maior derivou do facto do aqu√°rio passado mais de 2 anos come√ßar a ficar “velho”, isto √©, toda a acumula√ß√£o de detritos e toda a carga¬†org√Ęnica (sendo que tenho bastantes peixes) com o tempo vai aumentando e o APF600 ja n√£o conseguia dar conta do recado. Quando o aqu√°rio √© novo ou ha um restart nunca senti necessidade de mudar de escumador mas com o passar do tempo a coisa muda de figura. O facto de ter areia tamb√©m n√£o ajuda a este facto e de talvez n√£o ter o layout ou circula√ß√£o mais apropriada tamb√©m influencia.¬†Obviamente que quem n√£o tem areia e a n√≠vel de layout tem uma coisa mais leve a acumula√ß√£o de detritos passa a ser nula, mas isso s√£o escolhas. N√£o ta previsto alterar o layout ou tirar toda a areia. No m√°ximo retiraria alguma areia e tiraria 1 ou outra pedra para ficar mais light mas isso tamb√©m n√£o ia diminuir os factores de risco que falei portanto em princ√≠pio ser√° para manter como est√° enquanto continuar a funcionar.

Se repararem nas fotos ainda existem algumas cianos ou algas mas que t√™m estado a perder g√°s com o passar do tempo. Neste momento vou deixar o escumador ajudado com o ozonizador a fazer o seu servi√ßo e ver se n√£o preciso tomar medidas mais dr√°sticas (em principio n√£o √©¬†s√≥¬†deixar seguir o barco). Em √ļltimo caso terei que ver outra t√°ctica para atacar a carga¬†org√Ęnica¬†e o facto do aqu√°rio ir envelhecendo. (ideias?)

A meu ver quando um aquário é novo e está limpo é fácil manter um aquário de topo com SPS, LPS, peixes, etc mas quando os anos começam a passar manter um aquário de topo assim sem pelo meio tomar medidas drásticas torna-se extremamente complicado. (basta ver no fórum a quantidade de resets e desmontagens e posteriores montagens que existem de x em x tempo) Por medidas drásticas falo em tirar o areão todo fora ou tirar as rochas todas fora e lavar, alterar o layout totalmente, etc etc

Mantem-se o uso de Chaetomorpha e Mangues (que estão enormes) assim como de carvão activado que fica dentro do filterbag. Passei a colocar também uma resina anti fosfatos. Mantem-se também o balling com a 4ª bomba a adicionar Trace ellements da Koral Zuch a complementar o balling light.

UV + Ozono √© bom porque por um lado deixa-me a agua esteril mas por outro lado mata-me as bact√©rias… √© preciso tentar encontrar um equil√≠brio que ainda ando a tentar encontrar porque tenho muitos peixes e meter o UV a 12h em vez de 24h deixa-me receoso que comece algum surto e me fa√ßa uma razia nos peixes.

Aqui fica agora uma foto da Sump:

O objectivo é colocar do lado esquerdo do aquário um móvel e colocar la dentro o escumador assim como a GHL com os liquidos de balling, assim como o ozonizador, controlador ORP, o controlador de temperatura de modo a libertar ainda mais a Sump e ficar só o UV meio ao pendurão do lado direito :p

Já chega de conversa, segue um video tirado do telemóvel ( HD 720p/1080p) assim como algumas fotos tiradas também com o telemóvel :p

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Video aqu√°rio recife 2011

Olá, como ja muito tempo não colocava novidades aqui vão 2 vídeos tirados hoje.
A qualidade n√£o √© excepcional (filmado pelo telem√≥vel), mas nas op√ß√Ķes do youtube tem vers√Ķes HD (720p e 1080p)


Como é possível observar o aquário continua a ter praticamente os mesmo peixes. Mantêm-se também as anémonas, SPS e LPS.
Recentemente foi também adicionada um ozonizador que veio tornar a água mais cristalina, ajudar a eliminar alguns parasitas que possa haver na água e que ataquem os peixes, assim como ajudar o escumador a fazer o seu trabalho.

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Balling Light ‚Äď Custos

Após a análise feita no anterior artigo sobre o método de Balling Light decidi agora analisar uma outra variável que é o custo de manutenção deste sistema. Esta variável é importante para tentar perceber se este método tem ou não custos elevados a longo prazo e se realmente vale a pena investir nele.

Antes de mais existem alguns pressupostos para os c√°lculos que v√£o ser feitos, sendo eles:

  1. Os preços para os sais e trace elements tiveram como referencia os praticados no site da Coral-Garden;
  2. As solu√ß√Ķes de Balling seguem √† risca o standart indicado no manual da Fauna Marin;
  3. Para poder efectuar o custo real di√°rio tive por base os meus consumos actuais (03-10-2010) no meu aqu√°rio, no entanto tal como foi¬†poss√≠vel¬†verificar no artigo anterior os consumos v√£o variando ao longo do tempo e depende de aqu√°rio para aqu√°rio. No entanto considero os meus consumos actuais bastante elevados tendo em conta que o aqu√°rio est√° lotado dos mais variados corais e portanto √© um n√ļmero acima da m√©dia;

Assim sendo e tendo em atenção o que foi indicado anteriormente começamos por calcular qual o preço por Kg de cada um dos sais e depois temos que ter em atenção que segundo a formula da Fauna marin por exemplo 2Kg de Ca originam 5L de solução. Temos também que ter em atenção que se comprarmos sacos de maiores quantidades existem descontos e o preço por quilograma desce.

De seguida temos exactamente a mesma lógica mas desta vez para os trace elements. No entanto desta vez vamos ter o preço por Litro ou Mililitro (abreviado para militro na tabela) e novamente a respectiva dosagem. Atenção novamente que temos embalagens de 250ml ou 500ml com desconto na embalagem maior.

Agora que temos os custos todos calculados e sabemos a formula da Fauna Marin para as solu√ß√Ķes vamos calcular os custos totais em euros que vamos ter mensalmente com os sais tendo em conta os consumos actuais que estou a ter (23-10-2010) e novamente ter em conta que existem sacos de 5Kg e 25Kg com pre√ßos diferentes.

Assim podemos ver que para consumos de:

  • Ca = 72 ml por dia
  • Mg = 38 ml por dia
  • Kh = 240 ml/dia

No final do m√™s gastamos algo entre os 6,04‚ā¨ e os 7,31‚ā¨ em Ca, Mg e Kh dependendo sempre claro se compr√°mos sacos de 5Kg ou 25Kg.

Agora temos que fazer as contas mas para os trace elements. Aqui existe um pormenor a ter em atenção. O consumo dos trace elements está directamente ligada ao consumo de Ca e Mg no aquário, consequentemente temos que relacionar o consumo dos trace com os destes 2 elementos.

Chegamos assim √† conclus√£o que por m√™s gastamos cerca de 0,81‚ā¨ a 1,09‚ā¨ em trace elements dependendo se utilizamos garrafas de 250ml ou 500ml. Novamente e para relembrar tudo isto incide nos consumos que estou a ter actualmente no aqu√°rio.

Finalmente e sabendo j√° todos os custos mensais que estou a ter quer em trace elements, quer nos sais para o Balling falta a t√£o esperada tabela final:

Chegamos finalmente √† conclus√£o que actualmente e se estes consumos se mantiverem por 30 dias gasto algo entro os 8,4‚ā¨ e os 6,85‚ā¨. Se estes consumos se mantivessem durante 12 meses isso iria ent√£o significar que ia gastar algo entre os 82,2‚ā¨ e os 100,8‚ā¨. Novamente ter em aten√ß√£o que os custos est√£o relacionados com as quantidades que compramos, isto √©, se compramos embalagens maiores o pre√ßo por Kg/ml cai.

Espero que estes pequenos c√°lculos¬†d√™em¬†uma ideia daquilo que esperar em termos de custos de manter um destes sistemas a longo prazo. A meu ver s√£o custos muito¬†aceit√°veis que est√£o em linha com muitos sistemas paralelos/rivais a este. √Č aqui necess√°rio ter em aten√ß√£o que o aqu√°rio n√£o √© propriamente de corais moles e tamb√©m n√£o est√° propriamente vazio, portanto √© natural que haja consumos bastante elevados de Ca, Kh e Mg e se nos lhe fornecermos mais os corais crescem e quanto mais crescem maior o consumo sobe.

Por exemplo um método como o do Kalk que certamente é mais barato que o método de Balling nunca iria ter capacidade para fornecer a quantidade necessária de sais para todos os corais.

√Č necess√°rio ter igualmente em aten√ß√£o que este √© um m√©todo completo, isto √©, para al√©m disto so existem as TPA’s. Muitos outros m√©todos (reactores de c√°lcio) conseguem fornecer c√°lcio de forma bastante competitiva e a um custo controlado mas nunca s√£o um m√©todo t√£o completo como este, porque mesmo utilizando mideas avan√ßadas essas nunca poderiam adicionar trace elements por exemplo, tendo que¬†adquirir esses mesmos produtos √† parte em outras marcas comerciais.

Nesses mesmos reactores de métodos concorrentes o que acaba por acontecer muitas vezes é o seguinte:

  • Necessidade de ter uma botija de Co2 para dissolver a m√≠dea. Com isso v√™m custos com o Co2, o sistema de injec√ß√£o e um medidor de PH permanente porque o CO2 acidifica a √°gua e portanto existe a necessidade de controlar muito de perto este¬†par√Ęmetro¬†de forma constante (sem falar numa fuga de Co2 com quebras de PH e desenvolvimento de algas);
  • Nunca se consegue obter o mix na midea dentro do reactor perfeito, porque cada aqu√°rio √© uma aqu√°rio e cada caso √© um caso. Isto significa que muitas vezes um valor acaba por ficar em d√©fice e outro em excesso porque n√£o √©¬†poss√≠vel¬†de forma individual e independente controlar o Ca, Kh e Mg como √©¬†poss√≠vel¬†no balling. Um aqu√°rio de recife √© um sistema complexo. Na minha¬†experi√™ncia¬†de 6 meses o KH foi subindo de forma tremenda, mas j√° o Mg subiu bastante ao in√≠cio mas depois acabou por cais imenso, isto √©, nada √© linear tudo vai variando de semana para semana e o √ļnico m√©todo que consegue acompanhar essas vara√ß√Ķes de forma individual e independente √© o m√©todo de balling.
  • Finalmente e mais uma vez este m√©todo de balling √© completo porque fornece todos os elementos necess√°rios para o desenvolvimento dos corais, ao contr√°rio dos outros m√©todos que so suprimem parte dessas necessidades, tendo que ser complementados com outras formas de adi√ß√£o.

Espero que este artigo ajude a complementar o artigo anterior e desta forma se tenha uma visão a 360 graus de todo o sistema desde como se faz, como se aplica até ao quanto custa.

Finalmente deixo umas fotografias actuais do aquário para se tentar perceber a carga a nível de corais e seus consumos:

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Balling Light РFauna Marin (Português)

UPDATE (17 ‚Äď 01- 2012): Artigo, Manual e Links actualizados com a ultima formula da Fauna Marin.

Este artigo pretende de uma forma muito pr√°tica explicar as vantagens da utiliza√ß√£o do sistema de Balling num aqu√°rio de Recife. Este sistema tem como principal fun√ß√£o repor os n√≠veis de C√°lcio, Magn√©sio, KH e trace elements no aqu√°rio. Estes s√£o componentes fundamentais para o desenvolvimento dos corais num sistema fechado como aquele que¬†possu√≠mos¬†nos aqu√°rios em nossas casa. Se queremos manter um grande conjunto de corais saud√°veis e com boas colora√ß√Ķes, estes par√Ęmetros qu√≠micos s√£o uma parte essencial para atingir esse objectivo (claro que a ilumina√ß√£o e outros¬†par√Ęmetros¬†s√£o igualmente importantes).
Como √© de conhecimento geral podemos fazer este processo de in√ļmeras maneiras,¬†desde reactores de¬†C√°lcio com v√°rias mideas, assim como com o uso de Kalk (atrav√©s de um reactor ou pinga-pinga) e/ou aditivos comercializados pelas grandes marcas de aquariofilia.

No fundo todos os métodos têm as suas vantagens e desvantagens, e cabe a cada um decidir qual método que se adapta ao seu aquário. No meu caso adoptei o método de Balling porque a meu ver é de longe o melhor método, mais fácil de utilizar e que permite manter os níveis o mais estáveis possível ao longo do tempo.

Balling Light

Antes de mais h√° que referir que existem in√ļmeras variantes do m√©todo de Balling, no entanto o que estou a utilizar √© o Balling Light da Fauna Marin. Para este m√©todo √© necess√°rio os seguintes items:

  • Uma bomba doseadora de pelo menos 3¬†sa√≠das¬†(mais a frente vou falar mais especificamente sobre este equipamento);
  • 3 contentores onde vamos colocar 3 solu√ß√Ķes que ir√£o ser respectivamente para o Ca, KH e Mg;
  • Reagentes/p√≥s¬†qu√≠micos¬†que vamos colocar em cada um desses contentores;
  • Trace Elements;

Relativamente a todos estes items que é necessário possuir penso que as maiores duvidas relativamente a este método se prendem com, quais reagente precisamos comprar e onde os podemos comprar, a um preço mais baixo possível. Os 3 reagentes químicos que precisamos de adequirir são os seguintes:

  • Ca -> Calcium chloride dihydrate;
  • Mg-> Magnesium chloride hexahydrate;
  • KH-> Sodium bicarbonate;

Relativamente à questão de onde podemos comprar estes reagentes existem várias hipóteses:

  1. Comprar os sais oficiais da Fauna Marin que se encontram a venda nas lojas (solução mais cara);
  2. Comprar os sais numa farmácia ou loja que garanta qualidade (solução intermédia);
  3. Importar da Alemanha a um preço baixo;

Necessitamos igualmente como eu indiquei anteriormente dos Trace Elements. Estes Trace Elements s√£o adicionados aos contentores de Ca + Mg e s√£o 3 pequenos frascos que a Fauna Marin vende juntamente com a sua formula Balling Light e podem ser adquiridos separadamente em qualquer loja. Cada um desses frascos contem os seguintes elementos:

  • Strontium-Barium
  • Heavy-Metal complex
  • Iodine-Fluorine

Como é lógico quando importei os sais da Alemanha, foi em grandes quantidade para não ter que me preocupar com eles durante muito tempo (anos), assim como os trace elements. Logicamente o que recebi foi o seguinte:

Os trace elements da Fauna Marin:

Depois de ja ter todo pronto, existe agora a necessidade de aplicar a formula e preparar as solu√ß√Ķes com os reagentes qu√≠micos. Como tinha dito anteriormente vamos ter 3 contentores e cada contentor vai ter a componente Mg, Ca e KH. Assim sendo temos que fazer as solu√ß√Ķes para cada um dos 3 contentores (a Fauna Marin¬†pressup√Ķe¬†contentores de 5L de capacidade, no entanto podemos extrapolar quantidades para maiores/menores contentores).

O manual oficial da Fauna Marin para o Balling Light (√ļltima vers√£o actualizada) pode ser entrado no link a seguir e contem todas as instru√ß√Ķes, portanto recomendo vivamente guiarem-se pelo mesmo, visto que √© bastante simples de compreender:

De qualquer das formas vou colocar de forma¬†sucinta¬†e em Portugu√™s como preparar as 3 solu√ß√Ķes:

  • Ca

Pegar no 1¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Calcium chloride dihydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem e no final colocar¬†25 ml Trace B heavy metal complex +¬†25 ml Trace B strontium / barium complex;

  • Mg

Pegar no 2¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Magnesium chloride hexahydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem.

  • Kh

Pegar no 3¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 500g “Sodium bicarbonate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem. Aten√ß√£o que para este contentor a √°gua de osmose deve ser aquecida porque a solvabilidade em √°gua do bicabornato de s√≥dio √© muito¬†dif√≠cil. Se no final ficarem com alguma¬†r√©stia¬†de p√≥ no fundo do contentor √© normal. No final colocar¬†25 ml Trace B iodine flour complex;

Assim no final temos as 3 solu√ß√Ķes preparadas e prontas para ligar √† bomba doseadora. Agora √©¬†s√≥¬†colocar tubos, programar a bomba doseadora e temos o sistema Balling Light stotalmente automatizado. Vamos ter algo como isto:

Como devem reparar na imagem anterior a bomba doseadora que possuo tem 4 saídas e que estão todas a ser ocupadas. Isso prende-se com o facto de eu achar que a quantidade de trace elements a serem injectados no aquário só através daqueles que a Fauna Marin oferece na sua formula são insuficientes. Assim sendo doseio diariamente 2ml de Korallen-Zucht Trace Element Complex. Eles recomendam dosear doses muito mais elevadas mas como já tenho os trace elements da Fauna Marin, estes servem só como complemento e como a marca Korallen-Zucht é muito cara acabo por ter um custo relativamente baixo com esta adição extra.

Tipicamente as perguntas que ap√≥s este processo costumam surgir s√£o relativas √† programa√ß√£o da bomba doseadora e que quantidade colocar de cada solu√ß√£o ao aqu√°rio. Relativamente √† bomba doseadora tipicamente s√£o extremamente¬†f√°ceis¬†de programar, isto √©, em 5 minutos ta tudo a funcionar porque elas s√£o totalmente digitais e autom√°ticas. Por exemplo a bomba doseadora da GHL nos s√≥ temos que indicar quantos ml (mililitros) de cada solu√ß√£o queremos deitar sob a formula de “x” ml * “y” vezes = “z” ml por cada 24h, isto √©, se colocarmos 1 ml * 20 vezes = 20ml por dia. A pr√≥pria bomba trata de intercalar os¬†v√°rios¬†doseamentos garantindo que 2 solu√ß√Ķes nunca s√£o deitadas ao mesmo tempo. Ela tamb√©m vai distribuindo o doseamento ao longo das 24h. Na pr√°tica √© tudo muito¬†f√°cil.

Relativamente as quantidades a deitar de cada solu√ß√£o, isso vai depender de cada aqu√°rio, do n√ļmero de corais que possui, assim como as dimens√Ķes do aqu√°rio e crescimentos que tem. Os valores que tipicamente nos queremos ter nos nossos reefs s√£o os seguintes:

  • Ca -> 400-440
  • Mg-> 1250-1550
  • Kh-> 8-10

Posso desde j√° dizer que ¬†a solu√ß√£o de Kh √© de longe a que necessita de ser injectada em maiores quantidades. Posso indicar +- os seguintes valores Ca e Mg (25-80ml) e Kh (150-250ml) por dia. A forma mais pr√°tica √© come√ßar num dado valor e semanalmente medir os¬†par√Ęmetros¬†qu√≠micos e ajustar o doseamento. Fazer desta forma at√© se atingir os valores¬†√≥ptimos¬†que pretendemos ter de forma est√°vel.
Aconselho o uso de kits de medi√ß√£o de Ca + Mg e Kh da JBL por 2 motivos. Um motivo √© que s√£o de bastante qualidade e precis√£o. No entanto a JBL para cada teste que comercializa tem uma vers√£o Refillable que custa 50% menos que o test Kit original e que so vem os l√≠quidos (tubos, pl√°sticos, papeis instru√ß√£o, etc n√£o v√™m porque ja temos da vers√£o completa). Desta forma podemos controlar custos e manter os¬†par√Ęmetros¬†sobre olho de forma mais regular.

No entanto e de forma a pretender dar uma vis√£o mais alargada de como tenho administrado e aplicado o Balling decidi fazer um gr√°fico, que mostra o hist√≥rico de injec√ß√Ķes de solu√ß√Ķes que tenho feito e qual o valor desse¬†par√Ęmetro¬†medido no aqu√°rio. Espero desta forma ajudar a perceber como fui doseando cada um dos reagentes e como esse¬†par√Ęmetro¬†flutuou ao longo do tempo. De notar que as TPA’s s√£o autom√°ticas de 5L por dia e apesar de muito raramente ter mudado um pouco mais ou um pouco menos ou ter durante um curto¬†per√≠odo¬†mudado de sal (normalmente uso sempre o Red Sea Coral Pro), podemos de certa forma assumir que as solu√ß√Ķes de Balling a serem injectadas eram as √ļnicas a influenciar os¬†par√Ęmetros¬†em quest√£o.

Os primeiros 3 gráficos mostram a evolução e variação dos valores de KH, Mg e Ca medidos ao longo de 6 meses (se clicar na imagem aumenta a resolução):

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar existem algumas varia√ß√Ķes mas a¬†tend√™ncia¬†√© a de manter sempre os valores dentro da escala¬†√≥ptima¬†de cada¬†par√Ęmetro.

De seguida vou apresentar novamente 3 gr√°ficos para o Kh, Mg e Ca, mas desta feita com 2 dimens√Ķes. O que quero dizer com 2 dimens√Ķes? Simplesmente introduzi a dosagem que estava a ser feita de cada componente atrav√©s da bomba doseadora. Por exemplo na semana “X” estive a dosear “Y” ml por dia de Ca/Kh/Mg e tinha o valor a “Z” ppm/dkh. Passemos as imagens:

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar temos as dosagens de cada componente em mililitros (ml) e assim como o valor que esse¬†par√Ęmetro¬†estava a ser medido no aqu√°rio. Espero que este gr√°fico ajude principalmente quem se quer iniciar neste m√©todo para que possa perceber +- que dosagens deve efectuar e como deve ir ajustando cada uma das dosagens com o passar do tempo. Como √© poss√≠vel no in√≠cio as medi√ß√Ķes e altera√ß√Ķes eram mais frequentes, mas com o passar do tempo foram-se espa√ßando. √Č de notar que durante este¬†per√≠odo¬†muitos peixes, invertebrado e corais foram colocados no sistema. Consequentemente todos os corais que fui colocando foram exigindo mais elementos qu√≠micos, no entanto √©¬†poss√≠vel¬†observar que o consumo de KH e Ca foi crescendo ao longo do tempo,¬†principalmente¬†o do KH. J√° o Mg teve um pico de consumo na altura em que introduzi os mangues no sistema e estes precisaram de se desenvolver, mas com o passar do tempo os Mangues criaram as suas folhas e¬†ra√≠zes¬†e o consumo de Mg baixou muito.

Finalmente deixo um grafico que relaciona o consumo de todos os 3 componentes:

Como novamente é possível confirmar o consumo de KH é enorme. O MG após o pico inicial com o desenvolvimento dos mangues foi com o tempo e de forma estável baixando, ja o CA tem de certa forma crescido de forma bastante estável.

Espero com este artigo poder responder da melhor forma a todas as d√ļvidas relativamente a este m√©todo. Posso dizer que ap√≥s 6 meses estou extremamente satisfeito por ser um sistema completo muito¬†f√°cil¬†de manusear e que me permite ajustar de forma bastante precisa cada um dos 3 componentes (Ca, Mg, Kh) √° minha bela vontade. A √ļnica preocupa√ß√£o que √© necess√°rio ter √© de ir fazendo os contentores com os l√≠quidos (quem tiver muito espa√ßo pode fazer contentores com 10L ou mais que duram meses e meses) e fazer as medi√ß√Ķes com os testes qu√≠micos. Ap√≥s essas medi√ß√Ķes, √©¬†s√≥¬†necess√°rio ajustar na bomba doseadora aquilo que queremos aumentar ou diminuir.

GHL: Profilux Independent Dosing Pump (4x)

A GHL √© uma marca Alem√£ que produz esta bomba doseadora que √© recomendada pela Fauna Marin para usar em conjunto com o sistema de Balling. O seu uso √© extremamente simples e pode ser visualizado no manual do utilizador. At√© ao momento tem funcionado correctamente e para alem de um mostrador digital com Menus, cada uma das bombas pode ser removida de forma individual e¬†substitu√≠da¬†por uma nova. Como cada uma dessas bombas s√£o as √ļnicas pe√ßas de desgaste do aparelho quando avariarem n√£o √© necess√°rio comprar novo aparelho ou ter que substituir tudo, mas sim somente a bomba que avariou. Na teoria √© um equipamento muito bom e completo e tem mostrado isso mesmo na pr√°tica. Este modelo tem 4¬†sa√≠das e √© completamente aut√≥nomo.

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Propagação de Corais (Português)

Apesar de muito de n√≥s n√£o ter capacidade ou espa√ßo para poder ter um frag√°rio onde possa nas melhores condi√ß√Ķes propagar as esp√©cies que tem em pequenos Frags mais pequenos √© sempre poss√≠vel incorporar no aqu√°rio pequenos locais onde √©¬†poss√≠vel¬†fazer estas opera√ß√Ķes.

No meu caso tenho dois Frag Racks no sistema. Um est√° localizado no ref√ļgio onde possui a qualidade da √°gua do aqu√°rio e uma ilumina√ß√£o¬†constitu√≠da¬†por 2 lampadas (uma branca e outra Azul) PLL de 18W numa pequena calha muito juntinho √° √°gua.

No ref√ļgio com fica assim repartido em duas partes. Uma parte com os frags e outra parte com a¬†Macro-Alga Chaetomorpha tal como pode ser visualizado a seguir:

Esta formula utilizada funciona extremamente bem, é fácil de fazer (o suporte é todo ele feito em eggcrate) e a iluminação é excelente com iluminação 50-50 entre luz azul e branca com bons reflectores.

Como dentro do aqu√°rio colocar um Frag Rack de eggcrate fica bastante inest√©tico devido √† engenharia que √© necess√°ria fazer para que o suporte fique agarrado existem no mercado¬†solu√ß√Ķes¬†baseadas em Magnets que permite que fique somente a base (cor preta) ¬†suspensa na parede do aqu√°rio, estando os Magnets na parte de fora do vidro (funcionou muito bem em vidro de 12mm) e que seguram o Frag Rack.

Neste caso o que foi adoptado foi um Ocean Wonders N52 MAG Rack com Plugs  Ocean Wonders Large Coral Frag Plugs:

Posso afirmar que esta solução funcionou extremamente bem. O Frag Rack mostrou-se muito bom, é capaz de ficar perfeitamente suspenso estando totalmente carregado com Plugs (large) mesmo num vidro 12mm. Desta forma tenta-se da melhor forma ficar com que a vista dentro do aquário não seja afectada com uma grande estrutura de Frags.

Outro utensílio bastante importante para posteriormente poder cortar os corais da melhor forma é utilizar uma tesoura de Inox própria para este fim:

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Fotos Aquário de Junho 2010 (Português)

Aqui ficam algumas gerais, desta vez com tudo ligeiramente mais arrumado, apesar de ainda haver muitos corais por colar e colocar no sitio correcto:

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Ilumina√ß√£o: Calha l√Ęmpadas T5 (Portugu√™s)

A calha que equipa o aqu√°rio √© toda ela composta por l√Ęmpadas do tipo T5 e √© o modelo Solstar 8X 54W + Led moonlight (Aqua-Eden).

O uso desta calha neste aqu√°rio permitiu colocar um grande conjunto de l√Ęmpadas diferentes com diferentes espectros de forma a poder tirar o maior partido das cores dos corais e dos peixes. Ela fornece igualmente um fonte de luz muito intensa mais que suficiente para um Reef deste tamanho e as¬†l√Ęmpadas¬†T5 fornecem valores PAR muito elevados (aconselho tamb√©m a verem esta tread na ReefCentral onde s√£o medidos aos valores PAR em v√°rios aqu√°rios e em v√°rias zonas do aqu√°rio). Uma outra¬†caracter√≠stica¬†muito importante deste tipo de ilumina√ß√£o √© que o aqu√°rio n√£o tem zonas escuras e/ou sombras porque a luz como √© emitida ao longo do tubo da¬†l√Ęmpada¬†T5 permite ter uma ilumina√ß√£o uniforme ao longo de todo o aqu√°rio.

A calha emite algum calor, mas n√£o muito elevado e com o sistema de ventoinhas fixadas na lateral do aqu√°rio a temperatura das mesmas diminui. Um dos factores que leva a que as¬†l√Ęmpadas¬†mais rapidamente se desgastem √© a temperatura portanto ao se ter o sistema de ventoinhas no topo do aqu√°rio n√£o¬†s√≥¬†se arrefece a √°gua como tamb√©m se aumenta a longevidade das l√Ęmpadas.

Os resultados obtidos com este tipo de ilumina√ß√£o s√£o muito bons a todos os n√≠veis. A n√≠vel energ√©tico n√£o √© t√£o bom quando o sistema de Leds, mas √© melhor que o sistema HQI. No entanto como todo o tubo T5 emite luz ao longo do seu comprimento e se pode juntar 8 tipos de¬†l√Ęmpadas¬†diferentes com diferentes¬†caracter√≠sticas e espectros,¬†obt√™m-se cores que s√£o¬†imposs√≠veis¬†de obter noutros sistemas e como¬†j√°¬†foi referido anteriormente o aqu√°rio fica sem zonas com sombras ou penumbra, ficando uma ilumina√ß√£o uniforme que permite que os corais tenham as suas melhores cores de qualquer face que seja visto.

A calha em questão é a seguinte:

Aqui temos a mesma calha com os Leds que servem de moon light, isto é, quando as luzes se desligam todas ficam estes 3 Leds ligados. Visualmente fica muito bem porque os corais ficam durante todo este período em luminescência e também permite que os peixes possam estar mais à vontade no aquário:

Finalmente temos a calha com todas as¬†l√Ęmpadas¬†ligadas onde √©¬†poss√≠vel¬†observar os diferentes espectros emitidos pelas¬†l√Ęmpadas:

1- Philips Activiva
2- Osram Skywhite
3- Sylvania CoralStar Actinic
4- Philips Activiva
5- Sylvania CoralStar Actinic
6- Osram Blue
7- Sylvania Aquastar
8- Philips Activiva

Mais tarde foram colocadas¬†s√≥¬†algumas¬†l√Ęmpadas¬†especiais para aumentar a¬†fluoresc√™ncia¬†dos corais e peixes. As¬†l√Ęmpadas¬†foram:

  • Korallen-Zucht fiji purple (real√ßa os tons mais vermelhos)
  • ATI blue plus (l√Ęmpada¬†com um azul mais claro)
  • ATI TrueActinic (√© uma¬†l√Ęmpada¬†verdadeiramente¬†act√≠nica, emite uma luz um pouco roxa)
  • ATI Aquablue special (luz branca)

Espectro

Osram Skywhite

Philips Activiva

Osram Blue

Sylvania CoralStar

Korallen-Zucht fiji purple

ATI TrueActinic

ATI blue plus

ATI Aquablue special

Iluminação HQI

Um outro tipo de ilumina√ß√£o que √© recorrente observar em aqu√°rios marinhos √© a ilumina√ß√£o por l√Ęmpadas HQI. Estas t√™m¬†tend√™ncia¬†a ser de watts extremamente elevados (50W-400W por¬†l√Ęmpada) e portanto so s√£o colocadas 1-2-3 em um aqu√°rio. Caracterizam-se por ter um forte intensidade e em provocar o efeito de shimmering:

Posto isto este tipo de ilumina√ß√£o tem¬†tend√™ncia¬†a ter grandes consumos de watts. Tem igualmente¬†tend√™ncia¬†a produzir grande calor e como a luz vem de 1¬†s√≥¬†ponto e ao contr√°rio das¬†l√Ęmpadas¬†T5 provoca zonas mais iluminadas ou mais sombrias¬†conforme¬†a zona do aqu√°rio e a posi√ß√£o da luz. Tamb√©m n√£o permite ter¬†m√ļltiplos¬†espectros diferentes porque temos um numero muito reduzido de¬†l√Ęmpadas. Existem solu√ß√Ķes que para colmatar este facto juntam¬†l√Ęmpadas¬†HQI com¬†l√Ęmpadas¬†T5 na calha:

Iluminação Leds

A ilumina√ß√£o por Led tamb√©m cria o mesmo efeito de shimmering que a ilumina√ß√£o por HQI cria e caracteriza-se por um consumo bastante mais baixos que as HQI e tamb√©m que as T5. Caracteriza-se igualmente ter um custo muito mais elevado. A dura√ß√£o dos Leds tamb√©m √© superior √° dura√ß√£o das¬†l√Ęmpadas¬†T5 e HQI que s√£o¬†substitu√≠veis.

Exemplo de uma calha Leds:

Este tipo de ilumina√ß√£o ainda √© muito pouco usado principalmente pelo seu elevado custo e pela ainda baixa utiliza√ß√£o em aqu√°rios. No entanto est√° em crescimento e cada vez mais existem solu√ß√Ķes que tentam aumentar a competitividade destes sistemas para os HQI ou T5. Na InterZoo de 2010 a grande novidade foi a utiliza√ß√£o de Leds e no lan√ßamento de muitas novidades nesta √°rea.

Existem inclusive solu√ß√Ķes em que se pode colocar numa calha do tipo T5 nos encaixes das l√Ęmpadas uma r√©gua de Leds:

http://reefbuilders.com/2010/05/28/econlux-plug-play-led-replacements-power-compacts-t5-t8-fluorescent-tubes/

Iluminação Plasma

Este tipo de iluminação é extremamente recente, no entanto promete gandes resultados devido á sua enorme capacidade de emitir luz muito intensa e consumir poucos watts:

http://reefbuilders.com/2010/02/02/new-seashine-lifi-plasma-light-rolling-out-soon-game-changer-gets-initial-pricing/

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Fotos Aquário de Maio 2010 (2) (Português)

Mais algumas Macros de alguns peixes e corais, desta vez de 30 Maio (link para LiveAquária para consultar características):

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