Envio e transporte de corais

O transporte dos seres vivos de um Reef √© um dos momentos mais delicados…Quer seja dos seus locais de colecta como das ilhas do Pac√≠fico (Jap√£o, Indon√©sia) ou das do Atl√Ęntico (Barbados, Republica Dominicana) para o distribuidor quer seja da loja at√© √† nossa casa!! Assim 2 par√Ęmetros s√£o essenciais para que o transporte ocorra com sucesso:o n√≠vel de oxig√©nio na √°gua e a temperatura da √°gua!

Dois tipos de transporte devem ser distinguidos! O transporte de corais e o transporte de peixes/invertebrados. No transporte de corais o par√Ęmetro temperatura √© o mais importante a tentar manter, enquanto que no transporte de peixes, para al√©m da temperatura tamb√©m tem de haver uma grande disponibilidade de oxig√©nio.

O transporte entre continentes dos locais de colecta,nas ilhas paradisíacas, até às lojas, por exemplo na  Europa é feito por avião em que os vivos (peixes e corais) vêm em grandes caixas de esferovite! Estas caixas de esferovite permitem absorver pequenos choques físicos, mas sobretudo preservam a temperatura da água onde os vivos vão! Os vivos dentro das caixas vão dentro de sacos, individualmente, para não haver guerra química entre eles e não haver consumo excessivo de oxigénio. Estes sacos levam uma boa quantidade de água e outra boa quantidade de ar ou oxigénio (de botija), dependendo se é um coral ou peixe, respectivamente. Estes transportes inter-continentais costumam demorar entre 24-48h, até chegarem à empresa importadora que os irá aclimatar de novo em aquários! Muitas vezes, dependendo da altura do ano, poderá colocar-se alguns pequenos sacos térmicos, que têm dentro alguns quimicos que reagem e libertam calor de uma forma controlada, ajudando assim que a temperatura dentro da caixa de mantenha durante mais tempo adequada (sobretudo no Inverno em países muito frios)!

Assim, quando estamos a transportar animais da loja onde compramos o ser vivo para nossa casa devemos ter em aten√ß√£o estes 2 par√Ęmetros: temperatura e oxigenio. Para tal devemos recorrer, se poss√≠vel, √†s tais caixas de esferovite, pois s√£o a melhor solu√ß√£o e a que nos garante que o ser vivo chega nas melhores condi√ß√Ķes a casa…pronto para a aclimatiza√ß√£o a um ambiente totalmente novo…que representa um stress e desafio enorme para o ser vivo!!

Caso tal n√£o seja poss√≠vel…o ideal √© usar uma caixa de papel√£o, cheia de papeis de jornal, bem como embrulhar, na medida do poss√≠vel, o saco de plastico onde esta o ser vivo na √°gua! Estas regras ter√£o de ser ainda mais rigorosas no Inverno…pois a temperatura expterior √© muito mais baixa que a temperatura da √°gua! No Ver√£o √© mais facil e at√© se deve ter o cuidado para nao deixar sobreaquecer…como deixar a caixa com o ser vivo num local muito quente como num autom√≥vel ao sol, por exemplo…

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Aquario: 2 anos depois…. (parte 2)

Neste √ļltimo ano foi um ano de altos e baixos estando neste momento o aqu√°rio a recuperar de uma carga¬†org√Ęnica¬†excessiva entre outros¬†desequil√≠brios¬†qu√≠micos que provocou baixas a n√≠vel dos SPS e que felizmente n√£o afectou peixes, lps, zoanthus, ricordeas, etc

A n√≠vel de novos peixes neste momento o aqu√°rio est√°¬†j√°¬†na sua capacidade m√°xima e n√£o vai entrar mais nenhum peixe porque¬†j√°¬†entraram os peixes que estavam previstos entrar.¬†Comprei um UV de 36W e desde ent√£o ja entraram muitos peixes no aqu√°rio e nunca mais morreu nenhum peixe. Ou melhor morreram 2 peixes que saltaram fora do aqu√°rio porque tenho a √°gua a 3cm do topo do vidro. Ao 1¬ļ peixe h√° uns 6 meses ok deixei passar (era um hepatus enorme ja com mais de 1 ano), h√° 3 semanas foi 1 Pyramid lind√≠ssimo e grande que tamb√©m saltou novamente. Na semana passada pus 1 regua de acrilico √° volta do aqu√°rio que vai 4cm para dentro para evitar os saltos fora de aqu√°rio junto ao vidro que costumam ser 90% dos casos.

Como é possível observar ficou low profile não interferindo muito com a estética do aquário e espero que não volte a ter novos acidentes com esta protecção. Consegui fazer á medida solicitando a sua construção junto da CoralSea.

Para estrelizar a água e ajudar o escumador na sua função acabei por colocar um ozonizador TMC V2 O3 ozone que neste momento está ajustado para debitar 50mg de ozono durante 8h + 8h por dia ligado ao escumador. O ozonizador tem ligado um pedra de difusora de madeira onde ele puxa o ar e serve para secar o ar.

Notei uma grande melhoria a nível de:

  • Claridade da √°gua que passou a estar mais l√≠mpida. Perde a tonalidade que por vezes costuma ter e torna-a transparente,
  • O escumador tira maior quantidade de res√≠duos assim que o ozonizador entra em fun√ß√£o;
  • Subiu o n√≠vel de ORP da √°gua;
  • Como a √°gua ficou mais clara a luz penetra melhor no aqu√°rio e chega mais luz aos corais;

No geral estou muito satisfeito com a utiliza√ß√£o do ozonizador e neste momento¬†j√°¬†√© um equipamento que para mim se tornou¬†indispens√°vel. Aconselho vivamente ao seu uso desde que com as devidas precau√ß√Ķes porque pode tornar-se perigoso para todo o aqu√°rio e at√© mesmo para os seres humanos se n√£o for controlado. At√© ao momento n√£o tenho qualquer inten√ß√£o de o desligar nem nunca tive qualquer acidente com ele o objectivo √© continuar a funcionar no entanto fa√ßo quest√£o de estar sobre olho para caso exista alguma eventualidade problem√°tica.

Inícialmente nao tinha um controlador de ORP, mas com o receio que isso pudesse mais tarde gerar algum problema e por tar as escuras a nível de ORP, comprei um controlador de PH/ORP que mostra e controla estes 2 parametros. Este controlador é bastante famoso no ebay e acabei por escolher o modelo PH-803:

Permite igualmente ajustar o nível de PH e ORP a que queremos que ele desligue determinado equipamento. Por exemplo se puser o ORP nos 450mv em chegando a este valor ele desliga o ozonizador. Possui também líquidos para calibração do PH.

Finalmente acabei por trocar o velhinho Deltec APF600 por um Deltec TC 2560 externo num bom negócio que acabei por adequirir junto do Fragário do Norte:

Como √© poss√≠vel observar o tubo que desce do lado direito vai ligar ao ozonizador. No entanto existe um “T” para o escumador puxar ar normal e ar com O3(ozono).

O Deltec APF600¬†¬†funcionou durante 2 anos ininterruptamente 24h dia 365 dias ano e nunca precisou do que quer que seja, ficou xeio de coralina por todos os lados (nem se via o plastico da bomba) mesmo no tubo central tamb√©m e sempre a funcionar silencioso e perfeito. Sem d√ļvida uma m√°quina de guerra e espero que este novo Deltec n√£o se fique atr√°s do APF600 nesse aspecto.

Até ao momento tem se comportado muito bem, é muito maior e tem uma escumação muito superior e ao ser externo permitiu-me coloca-lo fora do aquário de modo a libertar-me um grande espaço na Sump. A alimenta-lo está uma bomba Sycce Sycra Silent de 4000 l/h. Os escumadores externos também são mais fáceis de regular porque nao dependem da altura na água na sump e em caso de falha de electricidade não se desregulam. A desvantagem é que tem que usar uma bomba externa a alimentar o mesmo em vez de utilizar uma só bomba apesar que ao utilizar 2 bombas (1 a meter água e outra a gerar a espuma) permite uma escumação maior.

A troca para um escumador maior derivou do facto do aqu√°rio passado mais de 2 anos come√ßar a ficar “velho”, isto √©, toda a acumula√ß√£o de detritos e toda a carga¬†org√Ęnica (sendo que tenho bastantes peixes) com o tempo vai aumentando e o APF600 ja n√£o conseguia dar conta do recado. Quando o aqu√°rio √© novo ou ha um restart nunca senti necessidade de mudar de escumador mas com o passar do tempo a coisa muda de figura. O facto de ter areia tamb√©m n√£o ajuda a este facto e de talvez n√£o ter o layout ou circula√ß√£o mais apropriada tamb√©m influencia.¬†Obviamente que quem n√£o tem areia e a n√≠vel de layout tem uma coisa mais leve a acumula√ß√£o de detritos passa a ser nula, mas isso s√£o escolhas. N√£o ta previsto alterar o layout ou tirar toda a areia. No m√°ximo retiraria alguma areia e tiraria 1 ou outra pedra para ficar mais light mas isso tamb√©m n√£o ia diminuir os factores de risco que falei portanto em princ√≠pio ser√° para manter como est√° enquanto continuar a funcionar.

Se repararem nas fotos ainda existem algumas cianos ou algas mas que t√™m estado a perder g√°s com o passar do tempo. Neste momento vou deixar o escumador ajudado com o ozonizador a fazer o seu servi√ßo e ver se n√£o preciso tomar medidas mais dr√°sticas (em principio n√£o √©¬†s√≥¬†deixar seguir o barco). Em √ļltimo caso terei que ver outra t√°ctica para atacar a carga¬†org√Ęnica¬†e o facto do aqu√°rio ir envelhecendo. (ideias?)

A meu ver quando um aquário é novo e está limpo é fácil manter um aquário de topo com SPS, LPS, peixes, etc mas quando os anos começam a passar manter um aquário de topo assim sem pelo meio tomar medidas drásticas torna-se extremamente complicado. (basta ver no fórum a quantidade de resets e desmontagens e posteriores montagens que existem de x em x tempo) Por medidas drásticas falo em tirar o areão todo fora ou tirar as rochas todas fora e lavar, alterar o layout totalmente, etc etc

Mantem-se o uso de Chaetomorpha e Mangues (que estão enormes) assim como de carvão activado que fica dentro do filterbag. Passei a colocar também uma resina anti fosfatos. Mantem-se também o balling com a 4ª bomba a adicionar Trace ellements da Koral Zuch a complementar o balling light.

UV + Ozono √© bom porque por um lado deixa-me a agua esteril mas por outro lado mata-me as bact√©rias… √© preciso tentar encontrar um equil√≠brio que ainda ando a tentar encontrar porque tenho muitos peixes e meter o UV a 12h em vez de 24h deixa-me receoso que comece algum surto e me fa√ßa uma razia nos peixes.

Aqui fica agora uma foto da Sump:

O objectivo é colocar do lado esquerdo do aquário um móvel e colocar la dentro o escumador assim como a GHL com os liquidos de balling, assim como o ozonizador, controlador ORP, o controlador de temperatura de modo a libertar ainda mais a Sump e ficar só o UV meio ao pendurão do lado direito :p

Já chega de conversa, segue um video tirado do telemóvel ( HD 720p/1080p) assim como algumas fotos tiradas também com o telemóvel :p

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Balling Light ‚Äď Custos

Após a análise feita no anterior artigo sobre o método de Balling Light decidi agora analisar uma outra variável que é o custo de manutenção deste sistema. Esta variável é importante para tentar perceber se este método tem ou não custos elevados a longo prazo e se realmente vale a pena investir nele.

Antes de mais existem alguns pressupostos para os c√°lculos que v√£o ser feitos, sendo eles:

  1. Os preços para os sais e trace elements tiveram como referencia os praticados no site da Coral-Garden;
  2. As solu√ß√Ķes de Balling seguem √† risca o standart indicado no manual da Fauna Marin;
  3. Para poder efectuar o custo real di√°rio tive por base os meus consumos actuais (03-10-2010) no meu aqu√°rio, no entanto tal como foi¬†poss√≠vel¬†verificar no artigo anterior os consumos v√£o variando ao longo do tempo e depende de aqu√°rio para aqu√°rio. No entanto considero os meus consumos actuais bastante elevados tendo em conta que o aqu√°rio est√° lotado dos mais variados corais e portanto √© um n√ļmero acima da m√©dia;

Assim sendo e tendo em atenção o que foi indicado anteriormente começamos por calcular qual o preço por Kg de cada um dos sais e depois temos que ter em atenção que segundo a formula da Fauna marin por exemplo 2Kg de Ca originam 5L de solução. Temos também que ter em atenção que se comprarmos sacos de maiores quantidades existem descontos e o preço por quilograma desce.

De seguida temos exactamente a mesma lógica mas desta vez para os trace elements. No entanto desta vez vamos ter o preço por Litro ou Mililitro (abreviado para militro na tabela) e novamente a respectiva dosagem. Atenção novamente que temos embalagens de 250ml ou 500ml com desconto na embalagem maior.

Agora que temos os custos todos calculados e sabemos a formula da Fauna Marin para as solu√ß√Ķes vamos calcular os custos totais em euros que vamos ter mensalmente com os sais tendo em conta os consumos actuais que estou a ter (23-10-2010) e novamente ter em conta que existem sacos de 5Kg e 25Kg com pre√ßos diferentes.

Assim podemos ver que para consumos de:

  • Ca = 72 ml por dia
  • Mg = 38 ml por dia
  • Kh = 240 ml/dia

No final do m√™s gastamos algo entre os 6,04‚ā¨ e os 7,31‚ā¨ em Ca, Mg e Kh dependendo sempre claro se compr√°mos sacos de 5Kg ou 25Kg.

Agora temos que fazer as contas mas para os trace elements. Aqui existe um pormenor a ter em atenção. O consumo dos trace elements está directamente ligada ao consumo de Ca e Mg no aquário, consequentemente temos que relacionar o consumo dos trace com os destes 2 elementos.

Chegamos assim √† conclus√£o que por m√™s gastamos cerca de 0,81‚ā¨ a 1,09‚ā¨ em trace elements dependendo se utilizamos garrafas de 250ml ou 500ml. Novamente e para relembrar tudo isto incide nos consumos que estou a ter actualmente no aqu√°rio.

Finalmente e sabendo j√° todos os custos mensais que estou a ter quer em trace elements, quer nos sais para o Balling falta a t√£o esperada tabela final:

Chegamos finalmente √† conclus√£o que actualmente e se estes consumos se mantiverem por 30 dias gasto algo entro os 8,4‚ā¨ e os 6,85‚ā¨. Se estes consumos se mantivessem durante 12 meses isso iria ent√£o significar que ia gastar algo entre os 82,2‚ā¨ e os 100,8‚ā¨. Novamente ter em aten√ß√£o que os custos est√£o relacionados com as quantidades que compramos, isto √©, se compramos embalagens maiores o pre√ßo por Kg/ml cai.

Espero que estes pequenos c√°lculos¬†d√™em¬†uma ideia daquilo que esperar em termos de custos de manter um destes sistemas a longo prazo. A meu ver s√£o custos muito¬†aceit√°veis que est√£o em linha com muitos sistemas paralelos/rivais a este. √Č aqui necess√°rio ter em aten√ß√£o que o aqu√°rio n√£o √© propriamente de corais moles e tamb√©m n√£o est√° propriamente vazio, portanto √© natural que haja consumos bastante elevados de Ca, Kh e Mg e se nos lhe fornecermos mais os corais crescem e quanto mais crescem maior o consumo sobe.

Por exemplo um método como o do Kalk que certamente é mais barato que o método de Balling nunca iria ter capacidade para fornecer a quantidade necessária de sais para todos os corais.

√Č necess√°rio ter igualmente em aten√ß√£o que este √© um m√©todo completo, isto √©, para al√©m disto so existem as TPA’s. Muitos outros m√©todos (reactores de c√°lcio) conseguem fornecer c√°lcio de forma bastante competitiva e a um custo controlado mas nunca s√£o um m√©todo t√£o completo como este, porque mesmo utilizando mideas avan√ßadas essas nunca poderiam adicionar trace elements por exemplo, tendo que¬†adquirir esses mesmos produtos √† parte em outras marcas comerciais.

Nesses mesmos reactores de métodos concorrentes o que acaba por acontecer muitas vezes é o seguinte:

  • Necessidade de ter uma botija de Co2 para dissolver a m√≠dea. Com isso v√™m custos com o Co2, o sistema de injec√ß√£o e um medidor de PH permanente porque o CO2 acidifica a √°gua e portanto existe a necessidade de controlar muito de perto este¬†par√Ęmetro¬†de forma constante (sem falar numa fuga de Co2 com quebras de PH e desenvolvimento de algas);
  • Nunca se consegue obter o mix na midea dentro do reactor perfeito, porque cada aqu√°rio √© uma aqu√°rio e cada caso √© um caso. Isto significa que muitas vezes um valor acaba por ficar em d√©fice e outro em excesso porque n√£o √©¬†poss√≠vel¬†de forma individual e independente controlar o Ca, Kh e Mg como √©¬†poss√≠vel¬†no balling. Um aqu√°rio de recife √© um sistema complexo. Na minha¬†experi√™ncia¬†de 6 meses o KH foi subindo de forma tremenda, mas j√° o Mg subiu bastante ao in√≠cio mas depois acabou por cais imenso, isto √©, nada √© linear tudo vai variando de semana para semana e o √ļnico m√©todo que consegue acompanhar essas vara√ß√Ķes de forma individual e independente √© o m√©todo de balling.
  • Finalmente e mais uma vez este m√©todo de balling √© completo porque fornece todos os elementos necess√°rios para o desenvolvimento dos corais, ao contr√°rio dos outros m√©todos que so suprimem parte dessas necessidades, tendo que ser complementados com outras formas de adi√ß√£o.

Espero que este artigo ajude a complementar o artigo anterior e desta forma se tenha uma visão a 360 graus de todo o sistema desde como se faz, como se aplica até ao quanto custa.

Finalmente deixo umas fotografias actuais do aquário para se tentar perceber a carga a nível de corais e seus consumos:

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Balling Light РFauna Marin (Português)

UPDATE (17 ‚Äď 01- 2012): Artigo, Manual e Links actualizados com a ultima formula da Fauna Marin.

Este artigo pretende de uma forma muito pr√°tica explicar as vantagens da utiliza√ß√£o do sistema de Balling num aqu√°rio de Recife. Este sistema tem como principal fun√ß√£o repor os n√≠veis de C√°lcio, Magn√©sio, KH e trace elements no aqu√°rio. Estes s√£o componentes fundamentais para o desenvolvimento dos corais num sistema fechado como aquele que¬†possu√≠mos¬†nos aqu√°rios em nossas casa. Se queremos manter um grande conjunto de corais saud√°veis e com boas colora√ß√Ķes, estes par√Ęmetros qu√≠micos s√£o uma parte essencial para atingir esse objectivo (claro que a ilumina√ß√£o e outros¬†par√Ęmetros¬†s√£o igualmente importantes).
Como √© de conhecimento geral podemos fazer este processo de in√ļmeras maneiras,¬†desde reactores de¬†C√°lcio com v√°rias mideas, assim como com o uso de Kalk (atrav√©s de um reactor ou pinga-pinga) e/ou aditivos comercializados pelas grandes marcas de aquariofilia.

No fundo todos os métodos têm as suas vantagens e desvantagens, e cabe a cada um decidir qual método que se adapta ao seu aquário. No meu caso adoptei o método de Balling porque a meu ver é de longe o melhor método, mais fácil de utilizar e que permite manter os níveis o mais estáveis possível ao longo do tempo.

Balling Light

Antes de mais h√° que referir que existem in√ļmeras variantes do m√©todo de Balling, no entanto o que estou a utilizar √© o Balling Light da Fauna Marin. Para este m√©todo √© necess√°rio os seguintes items:

  • Uma bomba doseadora de pelo menos 3¬†sa√≠das¬†(mais a frente vou falar mais especificamente sobre este equipamento);
  • 3 contentores onde vamos colocar 3 solu√ß√Ķes que ir√£o ser respectivamente para o Ca, KH e Mg;
  • Reagentes/p√≥s¬†qu√≠micos¬†que vamos colocar em cada um desses contentores;
  • Trace Elements;

Relativamente a todos estes items que é necessário possuir penso que as maiores duvidas relativamente a este método se prendem com, quais reagente precisamos comprar e onde os podemos comprar, a um preço mais baixo possível. Os 3 reagentes químicos que precisamos de adequirir são os seguintes:

  • Ca -> Calcium chloride dihydrate;
  • Mg-> Magnesium chloride hexahydrate;
  • KH-> Sodium bicarbonate;

Relativamente à questão de onde podemos comprar estes reagentes existem várias hipóteses:

  1. Comprar os sais oficiais da Fauna Marin que se encontram a venda nas lojas (solução mais cara);
  2. Comprar os sais numa farmácia ou loja que garanta qualidade (solução intermédia);
  3. Importar da Alemanha a um preço baixo;

Necessitamos igualmente como eu indiquei anteriormente dos Trace Elements. Estes Trace Elements s√£o adicionados aos contentores de Ca + Mg e s√£o 3 pequenos frascos que a Fauna Marin vende juntamente com a sua formula Balling Light e podem ser adquiridos separadamente em qualquer loja. Cada um desses frascos contem os seguintes elementos:

  • Strontium-Barium
  • Heavy-Metal complex
  • Iodine-Fluorine

Como é lógico quando importei os sais da Alemanha, foi em grandes quantidade para não ter que me preocupar com eles durante muito tempo (anos), assim como os trace elements. Logicamente o que recebi foi o seguinte:

Os trace elements da Fauna Marin:

Depois de ja ter todo pronto, existe agora a necessidade de aplicar a formula e preparar as solu√ß√Ķes com os reagentes qu√≠micos. Como tinha dito anteriormente vamos ter 3 contentores e cada contentor vai ter a componente Mg, Ca e KH. Assim sendo temos que fazer as solu√ß√Ķes para cada um dos 3 contentores (a Fauna Marin¬†pressup√Ķe¬†contentores de 5L de capacidade, no entanto podemos extrapolar quantidades para maiores/menores contentores).

O manual oficial da Fauna Marin para o Balling Light (√ļltima vers√£o actualizada) pode ser entrado no link a seguir e contem todas as instru√ß√Ķes, portanto recomendo vivamente guiarem-se pelo mesmo, visto que √© bastante simples de compreender:

De qualquer das formas vou colocar de forma¬†sucinta¬†e em Portugu√™s como preparar as 3 solu√ß√Ķes:

  • Ca

Pegar no 1¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Calcium chloride dihydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem e no final colocar¬†25 ml Trace B heavy metal complex +¬†25 ml Trace B strontium / barium complex;

  • Mg

Pegar no 2¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Magnesium chloride hexahydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem.

  • Kh

Pegar no 3¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 500g “Sodium bicarbonate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem. Aten√ß√£o que para este contentor a √°gua de osmose deve ser aquecida porque a solvabilidade em √°gua do bicabornato de s√≥dio √© muito¬†dif√≠cil. Se no final ficarem com alguma¬†r√©stia¬†de p√≥ no fundo do contentor √© normal. No final colocar¬†25 ml Trace B iodine flour complex;

Assim no final temos as 3 solu√ß√Ķes preparadas e prontas para ligar √† bomba doseadora. Agora √©¬†s√≥¬†colocar tubos, programar a bomba doseadora e temos o sistema Balling Light stotalmente automatizado. Vamos ter algo como isto:

Como devem reparar na imagem anterior a bomba doseadora que possuo tem 4 saídas e que estão todas a ser ocupadas. Isso prende-se com o facto de eu achar que a quantidade de trace elements a serem injectados no aquário só através daqueles que a Fauna Marin oferece na sua formula são insuficientes. Assim sendo doseio diariamente 2ml de Korallen-Zucht Trace Element Complex. Eles recomendam dosear doses muito mais elevadas mas como já tenho os trace elements da Fauna Marin, estes servem só como complemento e como a marca Korallen-Zucht é muito cara acabo por ter um custo relativamente baixo com esta adição extra.

Tipicamente as perguntas que ap√≥s este processo costumam surgir s√£o relativas √† programa√ß√£o da bomba doseadora e que quantidade colocar de cada solu√ß√£o ao aqu√°rio. Relativamente √† bomba doseadora tipicamente s√£o extremamente¬†f√°ceis¬†de programar, isto √©, em 5 minutos ta tudo a funcionar porque elas s√£o totalmente digitais e autom√°ticas. Por exemplo a bomba doseadora da GHL nos s√≥ temos que indicar quantos ml (mililitros) de cada solu√ß√£o queremos deitar sob a formula de “x” ml * “y” vezes = “z” ml por cada 24h, isto √©, se colocarmos 1 ml * 20 vezes = 20ml por dia. A pr√≥pria bomba trata de intercalar os¬†v√°rios¬†doseamentos garantindo que 2 solu√ß√Ķes nunca s√£o deitadas ao mesmo tempo. Ela tamb√©m vai distribuindo o doseamento ao longo das 24h. Na pr√°tica √© tudo muito¬†f√°cil.

Relativamente as quantidades a deitar de cada solu√ß√£o, isso vai depender de cada aqu√°rio, do n√ļmero de corais que possui, assim como as dimens√Ķes do aqu√°rio e crescimentos que tem. Os valores que tipicamente nos queremos ter nos nossos reefs s√£o os seguintes:

  • Ca -> 400-440
  • Mg-> 1250-1550
  • Kh-> 8-10

Posso desde j√° dizer que ¬†a solu√ß√£o de Kh √© de longe a que necessita de ser injectada em maiores quantidades. Posso indicar +- os seguintes valores Ca e Mg (25-80ml) e Kh (150-250ml) por dia. A forma mais pr√°tica √© come√ßar num dado valor e semanalmente medir os¬†par√Ęmetros¬†qu√≠micos e ajustar o doseamento. Fazer desta forma at√© se atingir os valores¬†√≥ptimos¬†que pretendemos ter de forma est√°vel.
Aconselho o uso de kits de medi√ß√£o de Ca + Mg e Kh da JBL por 2 motivos. Um motivo √© que s√£o de bastante qualidade e precis√£o. No entanto a JBL para cada teste que comercializa tem uma vers√£o Refillable que custa 50% menos que o test Kit original e que so vem os l√≠quidos (tubos, pl√°sticos, papeis instru√ß√£o, etc n√£o v√™m porque ja temos da vers√£o completa). Desta forma podemos controlar custos e manter os¬†par√Ęmetros¬†sobre olho de forma mais regular.

No entanto e de forma a pretender dar uma vis√£o mais alargada de como tenho administrado e aplicado o Balling decidi fazer um gr√°fico, que mostra o hist√≥rico de injec√ß√Ķes de solu√ß√Ķes que tenho feito e qual o valor desse¬†par√Ęmetro¬†medido no aqu√°rio. Espero desta forma ajudar a perceber como fui doseando cada um dos reagentes e como esse¬†par√Ęmetro¬†flutuou ao longo do tempo. De notar que as TPA’s s√£o autom√°ticas de 5L por dia e apesar de muito raramente ter mudado um pouco mais ou um pouco menos ou ter durante um curto¬†per√≠odo¬†mudado de sal (normalmente uso sempre o Red Sea Coral Pro), podemos de certa forma assumir que as solu√ß√Ķes de Balling a serem injectadas eram as √ļnicas a influenciar os¬†par√Ęmetros¬†em quest√£o.

Os primeiros 3 gráficos mostram a evolução e variação dos valores de KH, Mg e Ca medidos ao longo de 6 meses (se clicar na imagem aumenta a resolução):

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar existem algumas varia√ß√Ķes mas a¬†tend√™ncia¬†√© a de manter sempre os valores dentro da escala¬†√≥ptima¬†de cada¬†par√Ęmetro.

De seguida vou apresentar novamente 3 gr√°ficos para o Kh, Mg e Ca, mas desta feita com 2 dimens√Ķes. O que quero dizer com 2 dimens√Ķes? Simplesmente introduzi a dosagem que estava a ser feita de cada componente atrav√©s da bomba doseadora. Por exemplo na semana “X” estive a dosear “Y” ml por dia de Ca/Kh/Mg e tinha o valor a “Z” ppm/dkh. Passemos as imagens:

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar temos as dosagens de cada componente em mililitros (ml) e assim como o valor que esse¬†par√Ęmetro¬†estava a ser medido no aqu√°rio. Espero que este gr√°fico ajude principalmente quem se quer iniciar neste m√©todo para que possa perceber +- que dosagens deve efectuar e como deve ir ajustando cada uma das dosagens com o passar do tempo. Como √© poss√≠vel no in√≠cio as medi√ß√Ķes e altera√ß√Ķes eram mais frequentes, mas com o passar do tempo foram-se espa√ßando. √Č de notar que durante este¬†per√≠odo¬†muitos peixes, invertebrado e corais foram colocados no sistema. Consequentemente todos os corais que fui colocando foram exigindo mais elementos qu√≠micos, no entanto √©¬†poss√≠vel¬†observar que o consumo de KH e Ca foi crescendo ao longo do tempo,¬†principalmente¬†o do KH. J√° o Mg teve um pico de consumo na altura em que introduzi os mangues no sistema e estes precisaram de se desenvolver, mas com o passar do tempo os Mangues criaram as suas folhas e¬†ra√≠zes¬†e o consumo de Mg baixou muito.

Finalmente deixo um grafico que relaciona o consumo de todos os 3 componentes:

Como novamente é possível confirmar o consumo de KH é enorme. O MG após o pico inicial com o desenvolvimento dos mangues foi com o tempo e de forma estável baixando, ja o CA tem de certa forma crescido de forma bastante estável.

Espero com este artigo poder responder da melhor forma a todas as d√ļvidas relativamente a este m√©todo. Posso dizer que ap√≥s 6 meses estou extremamente satisfeito por ser um sistema completo muito¬†f√°cil¬†de manusear e que me permite ajustar de forma bastante precisa cada um dos 3 componentes (Ca, Mg, Kh) √° minha bela vontade. A √ļnica preocupa√ß√£o que √© necess√°rio ter √© de ir fazendo os contentores com os l√≠quidos (quem tiver muito espa√ßo pode fazer contentores com 10L ou mais que duram meses e meses) e fazer as medi√ß√Ķes com os testes qu√≠micos. Ap√≥s essas medi√ß√Ķes, √©¬†s√≥¬†necess√°rio ajustar na bomba doseadora aquilo que queremos aumentar ou diminuir.

GHL: Profilux Independent Dosing Pump (4x)

A GHL √© uma marca Alem√£ que produz esta bomba doseadora que √© recomendada pela Fauna Marin para usar em conjunto com o sistema de Balling. O seu uso √© extremamente simples e pode ser visualizado no manual do utilizador. At√© ao momento tem funcionado correctamente e para alem de um mostrador digital com Menus, cada uma das bombas pode ser removida de forma individual e¬†substitu√≠da¬†por uma nova. Como cada uma dessas bombas s√£o as √ļnicas pe√ßas de desgaste do aparelho quando avariarem n√£o √© necess√°rio comprar novo aparelho ou ter que substituir tudo, mas sim somente a bomba que avariou. Na teoria √© um equipamento muito bom e completo e tem mostrado isso mesmo na pr√°tica. Este modelo tem 4¬†sa√≠das e √© completamente aut√≥nomo.

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Propagação de Corais (Português)

Apesar de muito de n√≥s n√£o ter capacidade ou espa√ßo para poder ter um frag√°rio onde possa nas melhores condi√ß√Ķes propagar as esp√©cies que tem em pequenos Frags mais pequenos √© sempre poss√≠vel incorporar no aqu√°rio pequenos locais onde √©¬†poss√≠vel¬†fazer estas opera√ß√Ķes.

No meu caso tenho dois Frag Racks no sistema. Um est√° localizado no ref√ļgio onde possui a qualidade da √°gua do aqu√°rio e uma ilumina√ß√£o¬†constitu√≠da¬†por 2 lampadas (uma branca e outra Azul) PLL de 18W numa pequena calha muito juntinho √° √°gua.

No ref√ļgio com fica assim repartido em duas partes. Uma parte com os frags e outra parte com a¬†Macro-Alga Chaetomorpha tal como pode ser visualizado a seguir:

Esta formula utilizada funciona extremamente bem, é fácil de fazer (o suporte é todo ele feito em eggcrate) e a iluminação é excelente com iluminação 50-50 entre luz azul e branca com bons reflectores.

Como dentro do aqu√°rio colocar um Frag Rack de eggcrate fica bastante inest√©tico devido √† engenharia que √© necess√°ria fazer para que o suporte fique agarrado existem no mercado¬†solu√ß√Ķes¬†baseadas em Magnets que permite que fique somente a base (cor preta) ¬†suspensa na parede do aqu√°rio, estando os Magnets na parte de fora do vidro (funcionou muito bem em vidro de 12mm) e que seguram o Frag Rack.

Neste caso o que foi adoptado foi um Ocean Wonders N52 MAG Rack com Plugs  Ocean Wonders Large Coral Frag Plugs:

Posso afirmar que esta solução funcionou extremamente bem. O Frag Rack mostrou-se muito bom, é capaz de ficar perfeitamente suspenso estando totalmente carregado com Plugs (large) mesmo num vidro 12mm. Desta forma tenta-se da melhor forma ficar com que a vista dentro do aquário não seja afectada com uma grande estrutura de Frags.

Outro utensílio bastante importante para posteriormente poder cortar os corais da melhor forma é utilizar uma tesoura de Inox própria para este fim:

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Acanthastreas (Português)

As Acanthastreas enquandram-se nos LPS- Large polyped Scleractinian (stoney coral).

√Č um coral extremamente bonito com¬†incont√°veis¬†variantes a n√≠vel de colora√ß√£o (verde, azul, vermelho, roxo, amarelo, cor-de-laranja, etc etc) e com diferentes misturas de cores.

A sua manuten√ß√£o num aqu√°rio de recife √© relativamente¬†f√°cil¬†se as devidas condi√ß√Ķes de qualidade de √°gua e intensidade de luz forem acauteladas.

O seu crescimento após o período de adaptação ao aquário é bastante rápido multiplicando o numero de pólipos á sua volta pode aumentar facilmente de tamanho. A sua propagação também bastante facil, basta cortar a colónia em várias partes até se obterem vários frags e quer a colónia, quer os frags facilmente sobrevivem. Mesmo os polipos cortados a meio recuperam o tecido que foi cortado.

De seguida vou colocar os 8 diferentes frags de Acanthastreas que possuo actualmente no aqu√°rio. √Ȭ†prefer√≠vel¬†pegar em frags pequenos e¬†variados¬†do que em 1 col√≥nia enorme de 1 so tipo de esp√©cie, porque se fica com mais variedade e o coral para alem de se adaptar bem ao aqu√°rio recupera muito bem do processo de corte. Os frags que vou mostrar em seguida s√£o pequenos mais em relativamente pouco tempo (1 m√™s) come√ßaram imediatamente a gerar novos polipos a sua volta e a um ritmo bastante r√°pido. Em alguns meses o tamanho do frag facilmente duplica/triplica.

Como é possível observar são corais muito bonitos que com o tempo facilmente irão crescer para tamanhos superiores.

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Colónias de Australomussa rowleyensis vindas de Timor (Português)

Segundo a reefbuilders apareceram uns novos corais vindos de Timor:

Australomussa rowleyensis is not quite a chalice coral, not quite an LPS and although it once was just an unusual curiosity that was sometime spotted in shipments from Indo and Australia, this amazing crop of Australomussa from Timor Indonesia is a whole new animal.

E já alguns frags:

Restante parte da noticia em:

http://reefbuilders.com/2010/06/25/australomussa-rowleyensis-colonies-timor-indonesia-put-coral-map/

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Fotos Aquário de Junho 2010 (Português)

Aqui ficam algumas gerais, desta vez com tudo ligeiramente mais arrumado, apesar de ainda haver muitos corais por colar e colocar no sitio correcto:

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Ilumina√ß√£o: Calha l√Ęmpadas T5 (Portugu√™s)

A calha que equipa o aqu√°rio √© toda ela composta por l√Ęmpadas do tipo T5 e √© o modelo Solstar 8X 54W + Led moonlight (Aqua-Eden).

O uso desta calha neste aqu√°rio permitiu colocar um grande conjunto de l√Ęmpadas diferentes com diferentes espectros de forma a poder tirar o maior partido das cores dos corais e dos peixes. Ela fornece igualmente um fonte de luz muito intensa mais que suficiente para um Reef deste tamanho e as¬†l√Ęmpadas¬†T5 fornecem valores PAR muito elevados (aconselho tamb√©m a verem esta tread na ReefCentral onde s√£o medidos aos valores PAR em v√°rios aqu√°rios e em v√°rias zonas do aqu√°rio). Uma outra¬†caracter√≠stica¬†muito importante deste tipo de ilumina√ß√£o √© que o aqu√°rio n√£o tem zonas escuras e/ou sombras porque a luz como √© emitida ao longo do tubo da¬†l√Ęmpada¬†T5 permite ter uma ilumina√ß√£o uniforme ao longo de todo o aqu√°rio.

A calha emite algum calor, mas n√£o muito elevado e com o sistema de ventoinhas fixadas na lateral do aqu√°rio a temperatura das mesmas diminui. Um dos factores que leva a que as¬†l√Ęmpadas¬†mais rapidamente se desgastem √© a temperatura portanto ao se ter o sistema de ventoinhas no topo do aqu√°rio n√£o¬†s√≥¬†se arrefece a √°gua como tamb√©m se aumenta a longevidade das l√Ęmpadas.

Os resultados obtidos com este tipo de ilumina√ß√£o s√£o muito bons a todos os n√≠veis. A n√≠vel energ√©tico n√£o √© t√£o bom quando o sistema de Leds, mas √© melhor que o sistema HQI. No entanto como todo o tubo T5 emite luz ao longo do seu comprimento e se pode juntar 8 tipos de¬†l√Ęmpadas¬†diferentes com diferentes¬†caracter√≠sticas e espectros,¬†obt√™m-se cores que s√£o¬†imposs√≠veis¬†de obter noutros sistemas e como¬†j√°¬†foi referido anteriormente o aqu√°rio fica sem zonas com sombras ou penumbra, ficando uma ilumina√ß√£o uniforme que permite que os corais tenham as suas melhores cores de qualquer face que seja visto.

A calha em questão é a seguinte:

Aqui temos a mesma calha com os Leds que servem de moon light, isto é, quando as luzes se desligam todas ficam estes 3 Leds ligados. Visualmente fica muito bem porque os corais ficam durante todo este período em luminescência e também permite que os peixes possam estar mais à vontade no aquário:

Finalmente temos a calha com todas as¬†l√Ęmpadas¬†ligadas onde √©¬†poss√≠vel¬†observar os diferentes espectros emitidos pelas¬†l√Ęmpadas:

1- Philips Activiva
2- Osram Skywhite
3- Sylvania CoralStar Actinic
4- Philips Activiva
5- Sylvania CoralStar Actinic
6- Osram Blue
7- Sylvania Aquastar
8- Philips Activiva

Mais tarde foram colocadas¬†s√≥¬†algumas¬†l√Ęmpadas¬†especiais para aumentar a¬†fluoresc√™ncia¬†dos corais e peixes. As¬†l√Ęmpadas¬†foram:

  • Korallen-Zucht fiji purple (real√ßa os tons mais vermelhos)
  • ATI blue plus (l√Ęmpada¬†com um azul mais claro)
  • ATI TrueActinic (√© uma¬†l√Ęmpada¬†verdadeiramente¬†act√≠nica, emite uma luz um pouco roxa)
  • ATI Aquablue special (luz branca)

Espectro

Osram Skywhite

Philips Activiva

Osram Blue

Sylvania CoralStar

Korallen-Zucht fiji purple

ATI TrueActinic

ATI blue plus

ATI Aquablue special

Iluminação HQI

Um outro tipo de ilumina√ß√£o que √© recorrente observar em aqu√°rios marinhos √© a ilumina√ß√£o por l√Ęmpadas HQI. Estas t√™m¬†tend√™ncia¬†a ser de watts extremamente elevados (50W-400W por¬†l√Ęmpada) e portanto so s√£o colocadas 1-2-3 em um aqu√°rio. Caracterizam-se por ter um forte intensidade e em provocar o efeito de shimmering:

Posto isto este tipo de ilumina√ß√£o tem¬†tend√™ncia¬†a ter grandes consumos de watts. Tem igualmente¬†tend√™ncia¬†a produzir grande calor e como a luz vem de 1¬†s√≥¬†ponto e ao contr√°rio das¬†l√Ęmpadas¬†T5 provoca zonas mais iluminadas ou mais sombrias¬†conforme¬†a zona do aqu√°rio e a posi√ß√£o da luz. Tamb√©m n√£o permite ter¬†m√ļltiplos¬†espectros diferentes porque temos um numero muito reduzido de¬†l√Ęmpadas. Existem solu√ß√Ķes que para colmatar este facto juntam¬†l√Ęmpadas¬†HQI com¬†l√Ęmpadas¬†T5 na calha:

Iluminação Leds

A ilumina√ß√£o por Led tamb√©m cria o mesmo efeito de shimmering que a ilumina√ß√£o por HQI cria e caracteriza-se por um consumo bastante mais baixos que as HQI e tamb√©m que as T5. Caracteriza-se igualmente ter um custo muito mais elevado. A dura√ß√£o dos Leds tamb√©m √© superior √° dura√ß√£o das¬†l√Ęmpadas¬†T5 e HQI que s√£o¬†substitu√≠veis.

Exemplo de uma calha Leds:

Este tipo de ilumina√ß√£o ainda √© muito pouco usado principalmente pelo seu elevado custo e pela ainda baixa utiliza√ß√£o em aqu√°rios. No entanto est√° em crescimento e cada vez mais existem solu√ß√Ķes que tentam aumentar a competitividade destes sistemas para os HQI ou T5. Na InterZoo de 2010 a grande novidade foi a utiliza√ß√£o de Leds e no lan√ßamento de muitas novidades nesta √°rea.

Existem inclusive solu√ß√Ķes em que se pode colocar numa calha do tipo T5 nos encaixes das l√Ęmpadas uma r√©gua de Leds:

http://reefbuilders.com/2010/05/28/econlux-plug-play-led-replacements-power-compacts-t5-t8-fluorescent-tubes/

Iluminação Plasma

Este tipo de iluminação é extremamente recente, no entanto promete gandes resultados devido á sua enorme capacidade de emitir luz muito intensa e consumir poucos watts:

http://reefbuilders.com/2010/02/02/new-seashine-lifi-plasma-light-rolling-out-soon-game-changer-gets-initial-pricing/

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Fotos Aquário de Maio 2010 (2) (Português)

Mais algumas Macros de alguns peixes e corais, desta vez de 30 Maio (link para LiveAquária para consultar características):

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Fotos Aquário de Maio 2010 (Português)

Como ainda não tinha colocado nenhumas fotos do aquário, coloco agora estas fotos ja de 8 Maio. No entanto certamente mais tarde colocarei outras fotos com a evolução do aquário até chegar a este ponto.
Aqui ficam algumas fotos:

  • Gerais

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