Estes dois Amphiprion ocellaris decidiram adoptar uma Alveopora para fazer Simbiose, isto apesar de existirem duas anémonas no aquário.
Uma delas é uma Stichodactyla haddoni green que ja tem os Amphiprion polymnus em simbiose e outra anémona que é uma Entacmea quadricolor fire-red que está livre mas eles continuam sem dar nada por ela.
Aqui fica o video (resolução 360p e 480p) dos 2 ocellaris de volta da Alveopora (é um LPS) e de onde so saem na hora de alimentar:
Arquivo da Categoria: My Reef Evolution
Sun Coral @ Day Light (Português)
Depois de um artigo sobre este coral ficam agora umas fotos e video (resolução de 360p e 480p) do mesmo totalmente aberto com as luzes ligadas:
Video:
É possível observar que o coral mesmo com luz directa, com o tempo ele vai-se habituando a tolerar a mesma. Se for alimentado sempre a uma determinada hora ele também vai abrir sempre nesse período a espera de ser alimentado.
A alimentação geralmente consiste na seguinte formula:
- Junto num recipiente TMC Nutraplus + rotiferos e cyclops congelados + Cyclop-eeze;
- Coloco alguma água salgada e misturo tudo ate ficar tudo uniforme;
- Com uma pipeta administro directamente no Sun Coral assim como todos os LPS e os próprios SPS tb vão apanhando.
No entanto também alimento de vez em quando o Sun Coral e os LPS com artémia e mysis congelado.
Sun Coral (Português)
Quando as luzes se desligam nasce um novo Sol no aquário:
Este coral Tubastrea aurea, também conhecido como Sun Coral pertence á categoria dos NPS (non photosintetic coral) porque não possuiu a alga simbiótica que permita fazer fotossíntese. Assim sendo ele necessita de ser alimentado pólipo a pólipo de modo a poder manter este coral no aquário.
Neste video é possível ver como é feita a sua alimentação:
Também é possível remover o coral para um balde e alimentar fora do aquário dentro do balde. No entanto o importante é ir alimentado o coral regularmente (1-2-3x por semana dependendo da quantidade).
Fotos Aquário de Junho 2010 (Português)
Fotos Aquário de Maio 2010 (2) (Português)
Mais algumas Macros de alguns peixes e corais, desta vez de 30 Maio (link para LiveAquária para consultar características):
Fotos Aquário de Maio 2010 (Português)
Como ainda não tinha colocado nenhumas fotos do aquário, coloco agora estas fotos ja de 8 Maio. No entanto certamente mais tarde colocarei outras fotos com a evolução do aquário até chegar a este ponto.
Aqui ficam algumas fotos:
- Powder Blue Tang (Acanthurus leucosternon) + Blue Tang (Paracanthurus hepatus) + Yellow Tang (Zebrasoma flavescens)
- Gerais
Montagem do aquário (Português)
Após o planeamento do aquário o passo seguinte é planear o setup que vai encaixar no aquário desenhado.
O setup escolhido para esta montagem foi o seguinte:
- Escumador – Deltec APF 600
- Circulação – 1 x Tunze Turbelle Nanostream 6045 4500l/h + SunSun 5000l/h (actualmente Vortech MP40W gen2)
- Aquecimento – 1 x Jager 200W + 1 Tetra 150W
- Iluminação – Calha com 8 x 54W T5 by Aqua Eden
- Rocha Viva – 22Kg Fiji + 25Kg rocha morta
- Substracto- 2 sacos Tropic Eden de 13,6Kg cada com granolumetrias diferentes. Um de 2mm e outro de 3.5mm.
- Bomba Retorno – Aqua Medic Ocean Runner OR 3500
- Reposição água – Aqua Medic SP3000 Niveaumat
- Unidade Osmose Inversa – Aquili NPS
- Refratometro – Sybon
- Kalk – DIY no metodo de pinga pinga (actualmente Balling Light)
Como é possível observar o setup este contempla todos os equipamentos necessários para colocar o aquário a funcionar nas devidas condições (existem “n” setups diferentes e grendes discussões á volta dos mesmos, no entanto esta foi a escolha feita). As bombas de circulação mais tarde sofreram um upgrade para uma Vortech MP40W e o método de pinga pinga de kalk foi removido para utilizar método de Balling Light da Fauna marin, no entanto tudo o resto se mantém.
O primeiro passo para fazer a montagem foi idealizar o Layout. Para tal, iniciou-se por pensar na forma que se queria que o layout tivesse e so mais tarde se tentou montar esse layout (ainda fora do aquário):
Assim que se conseguiu conjugar mais ou menos as peças, então passou-se para a montagem no aquário. As rochas foram enviadas por correio portanto não tive oportunidade de escolher o que queria, foi simplesmente conjugar de peças disponíveis. Simplesmente para a rocha morta pedi 4 plates grandes de forma a fazer efeito de escada e com muito espaço onde colocar corais.
Rocha ja dentro do aquário:

Nesta fase é necessário ter uma esponja para ir mantendo sempre as rochas molhadas. Estas estiveram a ciclar durante algumas semanas portanto é importante que esta fase seja extremamente rápida por forma a manter as colónias de bactérias que se formaram intactas. Para isso, é claro importante que o posicionamento das rochas ja esteja pre-definido de forma a sair um bom layout logo á primeira.
As rochas também foram assentes directamente sobre o vidro e so depois foi colocada a areia.
No final temos a rocha toda disposta dentro do aquário pronto ja para encher e igualmente introduzir a areia que foi previamente também passada por água para tirar algum lixo que viesse acumulado.
Até chegar a este ponto não se demorou mais que 30 minutos. A partir daí foi-se enchendo o tanque até a rocha ficar totamente submersa. É igualmente importante ter previamente acumulado grandes quantidade de água de osmose e a boas temperaturas, portanto o planeamento e o início da montagem na verdade começa muito antes. Temos que ter o layout planeado, produzir e armazenar água de osmose salinada e aquecida e ter todos os equipamentos prontos para entrar em acção.
Este foi o resultado final obtido. Da para observar alguns filtros e aquecedores ainda tudo dentro do aquário. Foi somente do forma temporária até colocar a Sump 100% operacional.
Área técnica:
Nesta altura ainda extremamente desarrumada mas ja com os equipamentos instalados.
Finalmente o aquário 8 dias depois da montagem:
Portanto como é possível observar o processo de montagem não é muito complicado, só tem que ser devidamente planeado todos os passos até chegar ao dia da montagem. Apesar de aqui não estar exposto, mas é necessário também previamente colar e instalar a tubagem e ligar todo o sistema que vai fazer o circuito entre o aquário e a Sump. É uma parte que também tem que ser planeada com muito cuidado porque visto que os tubos são colados ira depois ficar permanente e é uma parte muito sensível a fugas de água.
Aqui tentei indicar quais os pontos chaves para se obter uma boa montagem, obviamente que existem muitas outras coisas que aqui não estão expostas mas que têm que ser feitas obrigatoriamente e que são igualmente importantes, no entanto penso que o foque maior foi naqueles pontos onde é comum encontrar mais erros ou dificuldades ao montar o aquário.
Desenho do aquário (Português)
Para o início do aquário que foi montado começou-se por decidir as medidas do aquário, móvel, sump, coluna seca e todos os pormenores associados.
Para desenhar o aquário foi utilizado o Google Sketchup, que é um programa que facilmente permite visualizar aquilo que se pretende e pode ser manipulado e visto em 3D.
Antes de mais foi necessário decidir as medidas do aquário. Para a altura e largura ficou desde início decidido as medidas de 55cm e 60cm respectivamente. Estas medidas são muito comuns em aquários marinhos e são um bom compromisso entre ter bastante espaço e margem de manobra para ter corais e controlar a litragem do aquário. Para o comprimento estava em dúvida entre os 120cm e os 130cm, mas foi decidido os 130cm porque:
- Permite na mesma uso de calha de iluminação de T5 54W;
- Torna o aquário mais comprido que é muito benéfico para os peixes Tang;
- Aumenta pouco a litragem;
- Compensa o uso da coluna seca interior;

De seguida foi decido o tamanho da Sump e aquilo que é pretendido que a mesma albergue (para além do espaço apra escumador e refúgio, um espaço intermédio para colocar um refugio com macro-algas):
Finalmente o desenho do móvel, com todos os elementos la colocados:
Existem alguns pormenores que foram tidos em atenção logo desde o arranque o projecto. Nas portas do móvel existem algumas prateleiras pequenas, mas que permitem a colocação de imensas coisas que são úteis ter sempre à mão. Existe igualmente uma prateleira interior com o propósito de colocar bomba doseadora para uso do método de Balling e os seus reagentes.
Na traseira do móvel foi igualmente colocada uma tábua para poder afixar fichas eléctricas, lâmpada UV, bomba de reposição, entre outros elementos. Existem igualmente furações para poder passar cabos.
Para além da Sump existe um pequeno aquário á frente da mesma que serve para armazenar água de reposição. Ao lado da Sump existe igualmente outro aquário que vai ter água nova para as TPA’s e ao lado deste um Jerrican para água usada.
Este aquário e Jerrican foram logo projectados de arranque porque foi logo pensado ter um sistema de TPA’s automáticas e consequentemente era necessário logo de início pensar em tudo aquilo que se pretendia implementar. Esse sistema de TPA’s foi implementado e tem estado em funcionamento automático com bom funcionamento.
A dimensão da Sump também teve em conta o espaço para caber um escumador Deltec APF600, um refugio com iluminação e bastante espaço e uma bomba de retorno Aqua Medic Ocean Runner 3500.
Olhando actualmente para o projecto inicial não há grande alterações que agora tenha visto que foram mal projectadas. Existe sempre um ou outro pormenor que não se pensa logo ao início no projecto, mas nada de especial.
Cura Rocha- Viva & Morta (Português)
Quando se começa a montagem de um aquário de recife, um ponto muito importante para o mesmo é a rocha que devemos colocar. Temos que decidir que quantidade de rocha, que tipo de rocha e a qualidade da mesma. Normalmente nas lojas Portuguesas é costume encontrar rocha Indonésia, Indonésia premium e Fiji. Existem muitos outros tipo no entanto foram estas duas as mais comuns que fui encontrando.
Existe também quem adicione rocha que vem de outras montagens, mas essa situação so acontece quando existe essa possibilidade, no entanto é preciso acautelar sempre que seja rocha nova ou de outro aquário á qualidade da mesma.
Normalmente podemos separar a rocha em 2 tipos. Rocha morta, isto é, rocha que foi retirada do mar/aquário e que foi colocada a secar perdendo todos os microorganismos e vida que continha. Esta costuma ser sempre mais barata.
Existe igualmente rocha viva, isto é, rocha que mantém toda a sua vida e microorganismos e portanto irá serve um “filtro” muito importante para alojar bactérias.
Antes de se colocar estas rochas no aquário deve-se proceder a um tratamento à parte das mesmas em recipientes durante algumas semanas de modo a garantir que ela vai entrar no aquário já com o ciclo iniciado.
O que vou descrever a seguir é a forma de como eu tratei 50Kg de rocha (22Kg viva + 28Kg morta) para o meu aquário de 430L de modo a garantir que começava com o pé direito logo ao encher o aquário pela 1ª vez.
A rocha viva usada foi a seguinte:
Devido a todo o processo de apanha e transporte a rocha não chega nas melhores condições a nossa casa portante torna-se importante trata-la.
Cura da rocha viva Fiji 22Kg:
- Cubo com dimensões 50*50*50;
- Começou com 40-50 litros de agua e foi gradualmente subindo até encher;
- Salinidade 1.025;
- Temperatura 25 ºC;
- Coloquei uma bomba Tunze 3000l/h mais uma SunSun 3500 l/h para manter a água em alta turbulência com o objectivo de garantir o maior fluxo de água e a libertação de matéria morta;
- O escumador entrou depois e la ficou a funcionar e a tirar porcaria do cubo e assim ajudar a baixar os valores de No2, No3;
- Período de 3 semanas que a rocha teve a ciclar, no entanto á segunda semana ja estava impecável;
- A rocha é muito boa. Muito porosa e cheia de vida e so assim se explica esta rápida recuperação;
- Algumas mudanças de água de 50% ao incio, mas no total foram somente umas 5. (ao tar num cubo não gasto quase água nenhuma ao mudar 50%, porque caso fosse no tanque principal gastava imensa água e sal);
- Neste período foi usada agua da torneira com AquaSafe e uns dias de repouso. Eu sei que devia ter usado agua RO/DI, mas não tinha a unidade de osmose instalada e propriamente calibrada;
- Durante estas 3 semanas virei a rocha 2/3 vezes para ajudar a libertar matéria morta. Obviamente que cada vez que mexia os valores de NO2 e NO3 até rebentavam a escala
;
Portanto basicamente a cura da rocha viva foi dessa forma e assim fiquei com a rocha em boas condições para entrar no aquário para a montagem.
Recomendo vivamente este processo. Tive imenso sucesso desta forma tendo inclusive a rocha viva desenvolvido algumas pequenas esponjas, coralina, etc durante o período no cubo mesmo com luminosidade praticamente nula.
Ao início os valores de NO2, No3 estavam tremendos, mas mas com o passar do tempo e a ajuda do escumador rapidamente os mesmos testes deram NO2 e No3 a níveis muito baixos e nessa altura percebi a quantidade de bactérias e a capacidade de filtração que as rochas acumulam.
Ciclagem de 28Kg de rocha morta:
- Ficou repartida em 2 em tanques de plástico á parte também durante 3 semanas;
- Cada tanque teve um aquecedor com agua a 25 ºC e uma bomba normalissima so a circular água. O aquecedor foi para ajudar a degradar a matéria morta. Para quem não sabe a rocha morta á simplesmente rocha viva mas que depois é passada por Lixívia! A minha até trazia ainda um mini caranguejo perfeitamente conservado e umas esponjas e mais umas coisas. Portanto ja podem imaginar a quantidade assombrosa de lixo que estas rochas trazem;
- Ciclou em água doce;
- Logo no primeiro dia agua super-amarela e um cheiro esquesito -> mudança total de água;
- Nos dias seguintes a agua ia ficando cada vez melhor. Mais algumas mudanças de água;
- Na 2ª semana quando a rocha viva deu sinais de estar estabilizada e tudo a zeros por curiosidade medi o NO2 da rocha morta e claro valores de rebentar a escala porque afinal de contas a rocha está morta;
- Desde o primeiro dia adicionei em grandes quantidades de Sera Nitrivec para tentar colonizar a rocha e combater o NO2 e NO3, mas digo-vos que nao teve grande sucesso;
Portanto a rocha morta acabou por ser a maior dor de cabeça. Não voltei a medir mais nenhuma vez o NO2 á 3ª semana portanto não sei com andava. Mas a rocha morta é assim, por isso é que é morta e não viva ![]()
Mas penso que foi uma boa forma de a limpar, de a tentar colonizar de forma artificial e de a preparar ao máximo para entrar no tanque principal.
Nesta fase nunca misturei a rocha morta com rocha viva. Cada coisa para seu lado.

















































