Balling Light ‚Äď Custos

Após a análise feita no anterior artigo sobre o método de Balling Light decidi agora analisar uma outra variável que é o custo de manutenção deste sistema. Esta variável é importante para tentar perceber se este método tem ou não custos elevados a longo prazo e se realmente vale a pena investir nele.

Antes de mais existem alguns pressupostos para os c√°lculos que v√£o ser feitos, sendo eles:

  1. Os preços para os sais e trace elements tiveram como referencia os praticados no site da Coral-Garden;
  2. As solu√ß√Ķes de Balling seguem √† risca o standart indicado no manual da Fauna Marin;
  3. Para poder efectuar o custo real di√°rio tive por base os meus consumos actuais (03-10-2010) no meu aqu√°rio, no entanto tal como foi¬†poss√≠vel¬†verificar no artigo anterior os consumos v√£o variando ao longo do tempo e depende de aqu√°rio para aqu√°rio. No entanto considero os meus consumos actuais bastante elevados tendo em conta que o aqu√°rio est√° lotado dos mais variados corais e portanto √© um n√ļmero acima da m√©dia;

Assim sendo e tendo em atenção o que foi indicado anteriormente começamos por calcular qual o preço por Kg de cada um dos sais e depois temos que ter em atenção que segundo a formula da Fauna marin por exemplo 2Kg de Ca originam 5L de solução. Temos também que ter em atenção que se comprarmos sacos de maiores quantidades existem descontos e o preço por quilograma desce.

De seguida temos exactamente a mesma lógica mas desta vez para os trace elements. No entanto desta vez vamos ter o preço por Litro ou Mililitro (abreviado para militro na tabela) e novamente a respectiva dosagem. Atenção novamente que temos embalagens de 250ml ou 500ml com desconto na embalagem maior.

Agora que temos os custos todos calculados e sabemos a formula da Fauna Marin para as solu√ß√Ķes vamos calcular os custos totais em euros que vamos ter mensalmente com os sais tendo em conta os consumos actuais que estou a ter (23-10-2010) e novamente ter em conta que existem sacos de 5Kg e 25Kg com pre√ßos diferentes.

Assim podemos ver que para consumos de:

  • Ca = 72 ml por dia
  • Mg = 38 ml por dia
  • Kh = 240 ml/dia

No final do m√™s gastamos algo entre os 6,04‚ā¨ e os 7,31‚ā¨ em Ca, Mg e Kh dependendo sempre claro se compr√°mos sacos de 5Kg ou 25Kg.

Agora temos que fazer as contas mas para os trace elements. Aqui existe um pormenor a ter em atenção. O consumo dos trace elements está directamente ligada ao consumo de Ca e Mg no aquário, consequentemente temos que relacionar o consumo dos trace com os destes 2 elementos.

Chegamos assim √† conclus√£o que por m√™s gastamos cerca de 0,81‚ā¨ a 1,09‚ā¨ em trace elements dependendo se utilizamos garrafas de 250ml ou 500ml. Novamente e para relembrar tudo isto incide nos consumos que estou a ter actualmente no aqu√°rio.

Finalmente e sabendo j√° todos os custos mensais que estou a ter quer em trace elements, quer nos sais para o Balling falta a t√£o esperada tabela final:

Chegamos finalmente √† conclus√£o que actualmente e se estes consumos se mantiverem por 30 dias gasto algo entro os 8,4‚ā¨ e os 6,85‚ā¨. Se estes consumos se mantivessem durante 12 meses isso iria ent√£o significar que ia gastar algo entre os 82,2‚ā¨ e os 100,8‚ā¨. Novamente ter em aten√ß√£o que os custos est√£o relacionados com as quantidades que compramos, isto √©, se compramos embalagens maiores o pre√ßo por Kg/ml cai.

Espero que estes pequenos c√°lculos¬†d√™em¬†uma ideia daquilo que esperar em termos de custos de manter um destes sistemas a longo prazo. A meu ver s√£o custos muito¬†aceit√°veis que est√£o em linha com muitos sistemas paralelos/rivais a este. √Č aqui necess√°rio ter em aten√ß√£o que o aqu√°rio n√£o √© propriamente de corais moles e tamb√©m n√£o est√° propriamente vazio, portanto √© natural que haja consumos bastante elevados de Ca, Kh e Mg e se nos lhe fornecermos mais os corais crescem e quanto mais crescem maior o consumo sobe.

Por exemplo um método como o do Kalk que certamente é mais barato que o método de Balling nunca iria ter capacidade para fornecer a quantidade necessária de sais para todos os corais.

√Č necess√°rio ter igualmente em aten√ß√£o que este √© um m√©todo completo, isto √©, para al√©m disto so existem as TPA’s. Muitos outros m√©todos (reactores de c√°lcio) conseguem fornecer c√°lcio de forma bastante competitiva e a um custo controlado mas nunca s√£o um m√©todo t√£o completo como este, porque mesmo utilizando mideas avan√ßadas essas nunca poderiam adicionar trace elements por exemplo, tendo que¬†adquirir esses mesmos produtos √† parte em outras marcas comerciais.

Nesses mesmos reactores de métodos concorrentes o que acaba por acontecer muitas vezes é o seguinte:

  • Necessidade de ter uma botija de Co2 para dissolver a m√≠dea. Com isso v√™m custos com o Co2, o sistema de injec√ß√£o e um medidor de PH permanente porque o CO2 acidifica a √°gua e portanto existe a necessidade de controlar muito de perto este¬†par√Ęmetro¬†de forma constante (sem falar numa fuga de Co2 com quebras de PH e desenvolvimento de algas);
  • Nunca se consegue obter o mix na midea dentro do reactor perfeito, porque cada aqu√°rio √© uma aqu√°rio e cada caso √© um caso. Isto significa que muitas vezes um valor acaba por ficar em d√©fice e outro em excesso porque n√£o √©¬†poss√≠vel¬†de forma individual e independente controlar o Ca, Kh e Mg como √©¬†poss√≠vel¬†no balling. Um aqu√°rio de recife √© um sistema complexo. Na minha¬†experi√™ncia¬†de 6 meses o KH foi subindo de forma tremenda, mas j√° o Mg subiu bastante ao in√≠cio mas depois acabou por cais imenso, isto √©, nada √© linear tudo vai variando de semana para semana e o √ļnico m√©todo que consegue acompanhar essas vara√ß√Ķes de forma individual e independente √© o m√©todo de balling.
  • Finalmente e mais uma vez este m√©todo de balling √© completo porque fornece todos os elementos necess√°rios para o desenvolvimento dos corais, ao contr√°rio dos outros m√©todos que so suprimem parte dessas necessidades, tendo que ser complementados com outras formas de adi√ß√£o.

Espero que este artigo ajude a complementar o artigo anterior e desta forma se tenha uma visão a 360 graus de todo o sistema desde como se faz, como se aplica até ao quanto custa.

Finalmente deixo umas fotografias actuais do aquário para se tentar perceber a carga a nível de corais e seus consumos:

Visit us on

Balling Light РFauna Marin (Português)

UPDATE (17 ‚Äď 01- 2012): Artigo, Manual e Links actualizados com a ultima formula da Fauna Marin.

Este artigo pretende de uma forma muito pr√°tica explicar as vantagens da utiliza√ß√£o do sistema de Balling num aqu√°rio de Recife. Este sistema tem como principal fun√ß√£o repor os n√≠veis de C√°lcio, Magn√©sio, KH e trace elements no aqu√°rio. Estes s√£o componentes fundamentais para o desenvolvimento dos corais num sistema fechado como aquele que¬†possu√≠mos¬†nos aqu√°rios em nossas casa. Se queremos manter um grande conjunto de corais saud√°veis e com boas colora√ß√Ķes, estes par√Ęmetros qu√≠micos s√£o uma parte essencial para atingir esse objectivo (claro que a ilumina√ß√£o e outros¬†par√Ęmetros¬†s√£o igualmente importantes).
Como √© de conhecimento geral podemos fazer este processo de in√ļmeras maneiras,¬†desde reactores de¬†C√°lcio com v√°rias mideas, assim como com o uso de Kalk (atrav√©s de um reactor ou pinga-pinga) e/ou aditivos comercializados pelas grandes marcas de aquariofilia.

No fundo todos os métodos têm as suas vantagens e desvantagens, e cabe a cada um decidir qual método que se adapta ao seu aquário. No meu caso adoptei o método de Balling porque a meu ver é de longe o melhor método, mais fácil de utilizar e que permite manter os níveis o mais estáveis possível ao longo do tempo.

Balling Light

Antes de mais h√° que referir que existem in√ļmeras variantes do m√©todo de Balling, no entanto o que estou a utilizar √© o Balling Light da Fauna Marin. Para este m√©todo √© necess√°rio os seguintes items:

  • Uma bomba doseadora de pelo menos 3¬†sa√≠das¬†(mais a frente vou falar mais especificamente sobre este equipamento);
  • 3 contentores onde vamos colocar 3 solu√ß√Ķes que ir√£o ser respectivamente para o Ca, KH e Mg;
  • Reagentes/p√≥s¬†qu√≠micos¬†que vamos colocar em cada um desses contentores;
  • Trace Elements;

Relativamente a todos estes items que é necessário possuir penso que as maiores duvidas relativamente a este método se prendem com, quais reagente precisamos comprar e onde os podemos comprar, a um preço mais baixo possível. Os 3 reagentes químicos que precisamos de adequirir são os seguintes:

  • Ca -> Calcium chloride dihydrate;
  • Mg-> Magnesium chloride hexahydrate;
  • KH-> Sodium bicarbonate;

Relativamente à questão de onde podemos comprar estes reagentes existem várias hipóteses:

  1. Comprar os sais oficiais da Fauna Marin que se encontram a venda nas lojas (solução mais cara);
  2. Comprar os sais numa farmácia ou loja que garanta qualidade (solução intermédia);
  3. Importar da Alemanha a um preço baixo;

Necessitamos igualmente como eu indiquei anteriormente dos Trace Elements. Estes Trace Elements s√£o adicionados aos contentores de Ca + Mg e s√£o 3 pequenos frascos que a Fauna Marin vende juntamente com a sua formula Balling Light e podem ser adquiridos separadamente em qualquer loja. Cada um desses frascos contem os seguintes elementos:

  • Strontium-Barium
  • Heavy-Metal complex
  • Iodine-Fluorine

Como é lógico quando importei os sais da Alemanha, foi em grandes quantidade para não ter que me preocupar com eles durante muito tempo (anos), assim como os trace elements. Logicamente o que recebi foi o seguinte:

Os trace elements da Fauna Marin:

Depois de ja ter todo pronto, existe agora a necessidade de aplicar a formula e preparar as solu√ß√Ķes com os reagentes qu√≠micos. Como tinha dito anteriormente vamos ter 3 contentores e cada contentor vai ter a componente Mg, Ca e KH. Assim sendo temos que fazer as solu√ß√Ķes para cada um dos 3 contentores (a Fauna Marin¬†pressup√Ķe¬†contentores de 5L de capacidade, no entanto podemos extrapolar quantidades para maiores/menores contentores).

O manual oficial da Fauna Marin para o Balling Light (√ļltima vers√£o actualizada) pode ser entrado no link a seguir e contem todas as instru√ß√Ķes, portanto recomendo vivamente guiarem-se pelo mesmo, visto que √© bastante simples de compreender:

De qualquer das formas vou colocar de forma¬†sucinta¬†e em Portugu√™s como preparar as 3 solu√ß√Ķes:

  • Ca

Pegar no 1¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Calcium chloride dihydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem e no final colocar¬†25 ml Trace B heavy metal complex +¬†25 ml Trace B strontium / barium complex;

  • Mg

Pegar no 2¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 2Kg “Magnesium chloride hexahydrate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem.

  • Kh

Pegar no 3¬ļ contentor de 5L e colocar la dentro 500g “Sodium bicarbonate” e de seguida colocar √°gua de osmose at√© o n√≠vel chegar √† marca dos 5L. Dissolver muito bem. Aten√ß√£o que para este contentor a √°gua de osmose deve ser aquecida porque a solvabilidade em √°gua do bicabornato de s√≥dio √© muito¬†dif√≠cil. Se no final ficarem com alguma¬†r√©stia¬†de p√≥ no fundo do contentor √© normal. No final colocar¬†25 ml Trace B iodine flour complex;

Assim no final temos as 3 solu√ß√Ķes preparadas e prontas para ligar √† bomba doseadora. Agora √©¬†s√≥¬†colocar tubos, programar a bomba doseadora e temos o sistema Balling Light stotalmente automatizado. Vamos ter algo como isto:

Como devem reparar na imagem anterior a bomba doseadora que possuo tem 4 saídas e que estão todas a ser ocupadas. Isso prende-se com o facto de eu achar que a quantidade de trace elements a serem injectados no aquário só através daqueles que a Fauna Marin oferece na sua formula são insuficientes. Assim sendo doseio diariamente 2ml de Korallen-Zucht Trace Element Complex. Eles recomendam dosear doses muito mais elevadas mas como já tenho os trace elements da Fauna Marin, estes servem só como complemento e como a marca Korallen-Zucht é muito cara acabo por ter um custo relativamente baixo com esta adição extra.

Tipicamente as perguntas que ap√≥s este processo costumam surgir s√£o relativas √† programa√ß√£o da bomba doseadora e que quantidade colocar de cada solu√ß√£o ao aqu√°rio. Relativamente √† bomba doseadora tipicamente s√£o extremamente¬†f√°ceis¬†de programar, isto √©, em 5 minutos ta tudo a funcionar porque elas s√£o totalmente digitais e autom√°ticas. Por exemplo a bomba doseadora da GHL nos s√≥ temos que indicar quantos ml (mililitros) de cada solu√ß√£o queremos deitar sob a formula de “x” ml * “y” vezes = “z” ml por cada 24h, isto √©, se colocarmos 1 ml * 20 vezes = 20ml por dia. A pr√≥pria bomba trata de intercalar os¬†v√°rios¬†doseamentos garantindo que 2 solu√ß√Ķes nunca s√£o deitadas ao mesmo tempo. Ela tamb√©m vai distribuindo o doseamento ao longo das 24h. Na pr√°tica √© tudo muito¬†f√°cil.

Relativamente as quantidades a deitar de cada solu√ß√£o, isso vai depender de cada aqu√°rio, do n√ļmero de corais que possui, assim como as dimens√Ķes do aqu√°rio e crescimentos que tem. Os valores que tipicamente nos queremos ter nos nossos reefs s√£o os seguintes:

  • Ca -> 400-440
  • Mg-> 1250-1550
  • Kh-> 8-10

Posso desde j√° dizer que ¬†a solu√ß√£o de Kh √© de longe a que necessita de ser injectada em maiores quantidades. Posso indicar +- os seguintes valores Ca e Mg (25-80ml) e Kh (150-250ml) por dia. A forma mais pr√°tica √© come√ßar num dado valor e semanalmente medir os¬†par√Ęmetros¬†qu√≠micos e ajustar o doseamento. Fazer desta forma at√© se atingir os valores¬†√≥ptimos¬†que pretendemos ter de forma est√°vel.
Aconselho o uso de kits de medi√ß√£o de Ca + Mg e Kh da JBL por 2 motivos. Um motivo √© que s√£o de bastante qualidade e precis√£o. No entanto a JBL para cada teste que comercializa tem uma vers√£o Refillable que custa 50% menos que o test Kit original e que so vem os l√≠quidos (tubos, pl√°sticos, papeis instru√ß√£o, etc n√£o v√™m porque ja temos da vers√£o completa). Desta forma podemos controlar custos e manter os¬†par√Ęmetros¬†sobre olho de forma mais regular.

No entanto e de forma a pretender dar uma vis√£o mais alargada de como tenho administrado e aplicado o Balling decidi fazer um gr√°fico, que mostra o hist√≥rico de injec√ß√Ķes de solu√ß√Ķes que tenho feito e qual o valor desse¬†par√Ęmetro¬†medido no aqu√°rio. Espero desta forma ajudar a perceber como fui doseando cada um dos reagentes e como esse¬†par√Ęmetro¬†flutuou ao longo do tempo. De notar que as TPA’s s√£o autom√°ticas de 5L por dia e apesar de muito raramente ter mudado um pouco mais ou um pouco menos ou ter durante um curto¬†per√≠odo¬†mudado de sal (normalmente uso sempre o Red Sea Coral Pro), podemos de certa forma assumir que as solu√ß√Ķes de Balling a serem injectadas eram as √ļnicas a influenciar os¬†par√Ęmetros¬†em quest√£o.

Os primeiros 3 gráficos mostram a evolução e variação dos valores de KH, Mg e Ca medidos ao longo de 6 meses (se clicar na imagem aumenta a resolução):

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar existem algumas varia√ß√Ķes mas a¬†tend√™ncia¬†√© a de manter sempre os valores dentro da escala¬†√≥ptima¬†de cada¬†par√Ęmetro.

De seguida vou apresentar novamente 3 gr√°ficos para o Kh, Mg e Ca, mas desta feita com 2 dimens√Ķes. O que quero dizer com 2 dimens√Ķes? Simplesmente introduzi a dosagem que estava a ser feita de cada componente atrav√©s da bomba doseadora. Por exemplo na semana “X” estive a dosear “Y” ml por dia de Ca/Kh/Mg e tinha o valor a “Z” ppm/dkh. Passemos as imagens:

Como √©¬†poss√≠vel¬†observar temos as dosagens de cada componente em mililitros (ml) e assim como o valor que esse¬†par√Ęmetro¬†estava a ser medido no aqu√°rio. Espero que este gr√°fico ajude principalmente quem se quer iniciar neste m√©todo para que possa perceber +- que dosagens deve efectuar e como deve ir ajustando cada uma das dosagens com o passar do tempo. Como √© poss√≠vel no in√≠cio as medi√ß√Ķes e altera√ß√Ķes eram mais frequentes, mas com o passar do tempo foram-se espa√ßando. √Č de notar que durante este¬†per√≠odo¬†muitos peixes, invertebrado e corais foram colocados no sistema. Consequentemente todos os corais que fui colocando foram exigindo mais elementos qu√≠micos, no entanto √©¬†poss√≠vel¬†observar que o consumo de KH e Ca foi crescendo ao longo do tempo,¬†principalmente¬†o do KH. J√° o Mg teve um pico de consumo na altura em que introduzi os mangues no sistema e estes precisaram de se desenvolver, mas com o passar do tempo os Mangues criaram as suas folhas e¬†ra√≠zes¬†e o consumo de Mg baixou muito.

Finalmente deixo um grafico que relaciona o consumo de todos os 3 componentes:

Como novamente é possível confirmar o consumo de KH é enorme. O MG após o pico inicial com o desenvolvimento dos mangues foi com o tempo e de forma estável baixando, ja o CA tem de certa forma crescido de forma bastante estável.

Espero com este artigo poder responder da melhor forma a todas as d√ļvidas relativamente a este m√©todo. Posso dizer que ap√≥s 6 meses estou extremamente satisfeito por ser um sistema completo muito¬†f√°cil¬†de manusear e que me permite ajustar de forma bastante precisa cada um dos 3 componentes (Ca, Mg, Kh) √° minha bela vontade. A √ļnica preocupa√ß√£o que √© necess√°rio ter √© de ir fazendo os contentores com os l√≠quidos (quem tiver muito espa√ßo pode fazer contentores com 10L ou mais que duram meses e meses) e fazer as medi√ß√Ķes com os testes qu√≠micos. Ap√≥s essas medi√ß√Ķes, √©¬†s√≥¬†necess√°rio ajustar na bomba doseadora aquilo que queremos aumentar ou diminuir.

GHL: Profilux Independent Dosing Pump (4x)

A GHL √© uma marca Alem√£ que produz esta bomba doseadora que √© recomendada pela Fauna Marin para usar em conjunto com o sistema de Balling. O seu uso √© extremamente simples e pode ser visualizado no manual do utilizador. At√© ao momento tem funcionado correctamente e para alem de um mostrador digital com Menus, cada uma das bombas pode ser removida de forma individual e¬†substitu√≠da¬†por uma nova. Como cada uma dessas bombas s√£o as √ļnicas pe√ßas de desgaste do aparelho quando avariarem n√£o √© necess√°rio comprar novo aparelho ou ter que substituir tudo, mas sim somente a bomba que avariou. Na teoria √© um equipamento muito bom e completo e tem mostrado isso mesmo na pr√°tica. Este modelo tem 4¬†sa√≠das e √© completamente aut√≥nomo.

Visit us on

Escumador Deltec APF600 (Português)

Um componente crucial em qualquer aquário de recife é o escumador que o equipa. Normalmente deve-se optar por um bom escumador para garantir que não teremos que num futuro próximo acabar por ter que o vender e adquirir outro. Existem muitas boas marcas que produzem escumadores desde ATI, Deltec, ATB, Bubble Magus, TMC, Vertex, entre muito outros fabricantes sendo uns mais baratos, outros mais caros, uns mais conceituados e outros menos. Como este post não pretende discutir qual o melhor escumador para o aquário mas simplesmente fazer uma review do escumador que adquiri (Deltec APF600) para este aquário vou mostrar com maior detalhe algumas fotos dele em funcionamento e vazio:

Este escumador √© externo, isto √© n√£o necessita de estar dentro da Sump para funcionar (apesar de eu o ter dentro da Sump) e para al√©m da bomba que tras incorporada que produz a espuma dentro do escumador √© necess√°rio alimenta-lo com √°gua externa ou queda de √°gua do aqu√°rio principal ou atrav√©s de uma bomba de √°gua. No meu caso comecei por ter o escumador a ser alimentado por queda de √°gua, mas a sua regula√ß√£o era muito complicada para poder afinar a escuma√ß√£o e ent√£o decidi colocar uma bomba Eheim regul√°vel at√© aos 1000l/h para melhor controlar o nivel de √°gua dentro do corpo do escumador. Esse n√≠vel de √°gua deve estar na “Bayonete Fiting” segundo a Deltec, isto √©, na linha onde o copo onde os res√≠duos caem √© desacoplado para limpeza. Relativamente √° bomba de alimenta√ß√£o de √°gua a Deltec recomenda cerca de 800l/h. Como tinha dito a bomba que possuo √© Eheim

Até ao momento estou muito satisfeito com o escumador e tem-se portando muito bem. Tem mantido os valores de Nh4, No3, No2, Po4 a zero e o seu trabalhar é muito silencioso.

Evolução: Deltec APF 800

Apesar de tudo o Deltec APF600 ja é um modelo bastante antigo e devido a tal a Deltec decidiu pegar neste escumador que teve muito sucesso e decidiu em 2010 lançar uma remodelação deste modelo que tem tudo para ser um novo sucesso como o anterior assim o foi.

Este modelo pode ser visualizado com maior detalhe no site da Deltec.

Bomba Retorno РOceanRunner 3500 (Português)

Uma peça fundamental num aquário de recife é a bomba de retorno que faz circular a água entre a Sump e o aquário principal. Este é um equipamento critico porque regra geral funciona 24h/dia e 365dias/ano e ao mesmo tempo tem um papel importantíssimo na circulação da água dentro do aquário, na sua oxigenação e em fazer passar a água pela Sump que consequentemente possui, escumador, refugio, filter bag, sistema UV, aquecedores, entre toda a parnafernália de equipamentos possíveis e imaginários que são retirados do aquário principal para ficarem escondidos na Sump e e assim não estragar a estética do recife.

No caso deste aqu√°rio optei por uma Aqua Medica Ocean Runner 3500 que se caracteriza fundamentalmente por ter um caudal m√°ximo de 3500 l/h, ter um consumo de 65W e de ser de uma marca bastante conceituada para pelo menos garantir minimamente alguma fiabilidade.

As suas características podem ser visualizadas aqui em maior detalhe:

De notar que o consumo apesar de um pouco elevado, permite que a bomba tenha muita potencia e perca pouco caudal com a altura. A bomba tem que puxar a √°gua da Sump at√© ao aqu√°rio com algumas curvas em PVC pelo meio portanto √© expect√°vel que a litragem/hora √†¬†sa√≠da¬†no aqu√°rio e no caso desta bomba ande por volta dos 3000l/h. Novamente √© de notar que ela possui uma potencia muito superior √° media daquilo que √© costume encontrar no mercado que normalmente perde bem mais quando a altura a que a bomba tem que puxar a √°gua come√ßa a subir. Portanto tem que existir sempre um compromisso entre o consumo energ√©tico e a potencia da bomba. √Č de notar que esta tem umas dimens√Ķes muito¬†consider√°veis¬†para uma bomba de 3500l/h.

Visit us on

Forttex TC-10 Digital Thermostat (Português)

Um equipamento muito importante a ter num aquário é um controlador de temperatura que permita fazer uma leitura precisa da temperatura e ao mesmo tempo permita controlar os sistemas de aquecimento ou arrefecimento da água.

Nesta Review é analisado este pequeno controlador que cumpre os objectivos anteriormente mencionados. O equipamento em questão é o Forttex TC-10 Digital Thermostat Package 2.

Existem varias vers√Ķes deste controlador (com ou sem caixa de protec√ß√£o) e este controlador em espec√≠fico √© fornecido para al√©m do controlador digital, uma sonda de temperatura e uma caixa de pl√°stico para protec√ß√£o.

Para o controlador poder regular os sistemas de aquecimento ou arrefecimento √© necess√°rio fazer algumas liga√ß√Ķes el√©ctricas de modo a que do controlador saiam 2 tomadas, sendo uma para equipamento de aquecimento e outra para equipamento de arrefecimento.

As liga√ß√Ķes el√©ctricas s√£o bastantes simples e podem ser visualizadas na imagem seguinte.

Assim que as liga√ß√Ķes estiverem feitas e os equipamentos ligados a sua configura√ß√£o √© muito f√°cil. A leitura da temperatura √© muito precisa (mede temperaturas iguais as de um vulgar, mas preciso, term√≥metro de merc√ļrio) e facilmente ajustamos a temperatura que queremos que se atinja (25 ¬ļC por exemplo) e se ajuste os pontos em que queremos ligar aquecimento (24.9 ¬ļC) e arrefecimento (25.1 ¬ļC). Os ajustes podem ser feitos numa escala decimal (0.1).

Este controlador tem-se mostrado extremamente preciso e fi√°vel. Das melhores adi√ß√Ķes que se pode fazer a um aqu√°rio n√£o s√≥ porque previne desastres de aquecedores com mau funcionamento, mas tamb√©m porque liga/desliga automaticamente os equipamentos. Isto permite ter uma temperatura no aqu√°rio mais est√°vel e controlada e consequentemente melhora o bem estar dos corais e/ou animais.

Para conhecer o equipamento em maior detalhe podem consultar o manual.

Visit us on

OceanLife Zeus 400 UPS (Português)

Um equipamento importante e que pode salvar os organismos vivos presentes  no aquário em caso de falha de energia é o uso de uma UPS (Uninterruptible Power Supply).

A UPS que est√° em an√°lise desta review √© um produto da OceanLife e o principal objectivo que se pretende aqui demonstrar √© o n√ļmero de horas que esta UPS, ligada a um conjunto de baterias, consegue alimentar determinado equipamento. No caso da Zeus as suas principais caracter√≠sticas s√£o:

-> Fornecer a energia eléctrica sobre a forma de uma onda sinusoidal pura até ao máximo de 400W;

-> Controlo por um microprocessador;

-> Gest√£o inteligente das baterias;

-> Protecção contra picos de energia;

-> Menu digital de apresentação do estado de funcionamento;

A tabela detalhada das suas características:

Tal como pode ser lido nesta tabela, para a UPS poder funcionar necessita que tenha ligado á mesma um conjunto de baterias (podem ser ligadas em série ou em paralelo) e que no seu conjunto perfaçam 24 Volts.

As baterias que devem ser utilizadas e que são recomendadas são as baterias de Gel e/ou VRLA. Este aspecto é importante porque apesar deste tipo de baterias ser mais caro que as baterias convencionais (por exemplo as usadas em carros), estas são baterias mais apropriadas para estarem dentro de casa porque em princípio não terão libertação de ácidos e requerem uma manutenção baixa ou até mesmo nula.

Para esta Review foram usadas duas baterias da marca Ultracell (made in UK) de 12 Volts cada ligadas em série á UPS na mesma forma como se pode ver na figura ao lado.

A liga√ß√£o em s√©rie √© necess√°ria para cumprir um pr√©-requisito da UPS, que √© uma voltagem de entrada de 24 Volts. Assim necessitamos de 2 baterias de 12 Volts para poder cumprir esse pr√©-requisito. Podem ser usadas outras combina√ß√Ķes de baterias (1x bateria 24V; 4x baterias 6V; etc) no entanto estas baterias de 12 Volts s√£o as que mais facilmente se encontram no mercado √° venda e com maior variedade.

Existe também a possibilidade de ir fazendo upgrade ao conjunto de baterias, isto é, posso continuar a adicionar baterias á UPS ligadas em serie e/ou paralelo, desde que no final tenha 24 Volts de entrada.

Para esta Review foram utilizadas 2 baterias de 12 volts e 18Ah (Ampere hora): Ultracell ul18-12. São baterias do tipo VRLA e dentro daquelas que tinha a escolha eram as que apresentavam a melhor relação custo/Ah.

Sabendo que temos que adquirir baterias do tipo GEL ou VRLA, o próximo passo é saber qual a capacidade das baterias que devemos escolher. Para isso vamos precisar de uma máquina de calcular.

Formulas gerais de c√°lculo

  • X (watts totais) / Y (24 Volts) = Z (Ah)
  • W (capacidade das baterias Ah) / Z (Ah) = K (horas)
  • K (horas) * 0.9 = L (horas finais)

XРSão os watts totais que vão estar ligados á Zeus, isto é, se tivermos uma bomba que consome 21 watts, vamos colocar 21W + o consumo da Zeus que penso que andará pelos 16Watts;

Y– Como vamos ligar o sistema em 24 volts dividimos por este valor;

Z– Como resultado vamos ter o consumo do sistema em Amperes hora (Ah). 21W+16W/24V= 1.5416 Ah

WРAqui vamos colocar qual a capacidade das baterias em Ah. Existem baterias que vão dos 1Ah-80Ah, a escolha é variada. Para o meu caso vou ter 2 baterias de 12 Volts de 18Ah cada. Ficamos com 18Ah a 24V. Vou ter então 18Ah/1.5416 Ah= 11.67 horas

L– Como a UPS protege as baterias de se estragarem, quando a carga das baterias chega aos 10% ela desliga-se. Assim sendo multiplicamos as 11.67 horas * 0.9 = 10.5 horas

Como √© possivel ver a formula de c√°lculo √© bastante simples. So temos que saber quantos e quais equipamentos devemos ligar a UPS para poder calcular o n√ļmero de watts que v√£o consumir e depois escolher quantas horas queremos que o sistema se mantenha em funcionamento. Depois disso temos que escolher se queremos baterias com mais ou menos Ah e claro que o pre√ßo varia consoante este dado.

Resultados

UPS: Zeus UPS 400
Bomba: Vortech MP40W Gen2 @ ReefCrest @ 100% (9W-28W)
Baterias: 2x UltraCell 12V-18Ah (UL 18 – 12)

A bomba de circulação usada e ligada á UPS é uma Vortech MP40W gen2 a funcionar a 100% da sua velocidade máxima e no seguinte programa:

Para este modo eu estimei um consumo médio de 21W, no entanto não sei se corresponde á realidade porque é um modo semi-random e variável.

Como resultado final obtive o seguinte gr√°fico:

Assim sendo tive um uptime de 10 horas com o setup indicado anteriormente. Se pretender aumentar este uptime para 20h só necessito de ligar mais outro par de baterias iguais.

A esta UPS só liguei a Vortech MP40W no entanto possivelmente também ligarei os leds moonlight que têm um consumo mínimo e permite que os peixes não fiquem tão stressados em caso de falha de energia. A Vortech ligada á UPS permite manter os níveis de oxigénio na água altos e prevenir morte dos seres vivos durante a falha de energia.

Existem outras formas de fornecer energia ao aquário, no entanto e nesta Review so vou analisar a solução Zeus e Vortech Battery Backup.

UPDATE (17 Р01- 2012): 

Ap√≥s algumas falhas de luz por casa decidi duplicar o n√ļmero de baterias de modo a ter o dobro da capacidade de armazenagem de energia. As baterias s√£o da marca Zenith e continuam a ser de 18A ¬†e foram todas colocadas e fechadas dentro de uma caixa com espa√ßos para ventilar.

Manuais

Vortech Battery Backup

Certamente e após ler a Review alguns se podem questionar se eu tendo uma bomba Vortech MP40W2 gen2 porque é que eu não uso este acessório. Pretendo agora explicar o porquê de eu rejeitar este acessório em detrimento de um sistema Zeus.

Como devem saber existem 2 controladores diferentes para este tipo de bombas. Um controlador antigo e um novo controlador. Estes controladores oferecem possibilidades diferentes que s√£o relevantes para este tema.


O que acontece com a Vortech Battery Backup e com o controlador antigo é o seguinte:

  • Em caso de falha de energia a bomba baixa para 20% da sua velocidade m√°xima, isto √©, uma velocidade extremamente baixa.
  • O meu aqu√°rio em funcionamento normal tem 1X Deltec APF600 + 1X OceanRunner 3500 + 1X Vortech MP40W a 100% a oxigenar a √°gua. Em caso de falha de energia tudo isto fica parado excepto 1X Vortech MP40W a 20%.

Com o controlador novo acontece o seguinte:

  • Exactamente o mesmo que foi descrito anteriormente, mas √© possivel regular a velocidade de 0% – 50%.
  • Isto acontece porque o funcionamento da Vortech √© a 24V. No entanto a bateria fornecida pela Vortech √© de 12V, isto √©, no melhor das hip√≥teses a bomba no m√°ximo ligada √° bateria so vai poder rodar a 50% da sua velocidade.

A bateria fornecida pela Vortech é de 12Ah. Como é que a vortech anuncia 36h de uptime ligada a bateria de tão baixos amperes? Porque a sua velocidade cai para 20% da sua velocidade máxima, isto é, fica a rodar muito devagarinho. Se pelo novo driver regular a sua velocidade para 50% da velocidade máxima este uptime de 36h passa para 14h e mesmo assim a vortech so a rodar a 50% da sua velocidade máxima.

E entretanto estamos a pagar 200‚ā¨ por uma bateria de 12Ah mais um carregador de bateria (√© um pouco rudimentar porque o driver deveria carregar a bateria, mas o que acontece √© que a vortech fornece uma carregador secalhar de qualidade duvidosa para carregar uma bateria. Existem alguns casos na Reefcentral em que se questiona a qualidade deste carregador)
Junta-se o novo driver por +-60‚ā¨, isto √©, no total 260‚ā¨.

Se formos analisar a Zeus acontece o seguinte:

  • Custa 220‚ā¨ e este pre√ßo √© so para o carregador, isto √©, a fun√ß√£o da Zeus √© so carregar e gerir as baterias que la ligarmos. No fundo a Zeus comporta-se como o carregador que a Vortech fornece e tamb√©m como gestora das baterias , so que tem uma qualidade muit√≠ssimo superior ao mero carregador da Vortech.
  • No entanto estes 220‚ā¨ da Zeus n√£o inclui nenhuma bateria. No entanto podemos comprar duas baterias de 12V cada de 18Ah por 40‚ā¨ cada uma, isto √©, no total o sistema da Zeus com estas baterias vai custar 300‚ā¨.

Este sistema é mais caro, mas agora é que vão aparecer as vantagens tendo em conta estes preços:

  • A Vortech tem uma bateria de 12Ah a 12V.
  • A Zeus fica com 18Ah a 24V, isto √©, permite ter a vortech a 100% da sua capacidade em caso de falha de energia (ou se tiver em casa reduzir √° minha vontade na rodinha) durante o mesmo per√≠odo de tempo que a Vortech Battery Backup. No fundo temos mais Ah e mais voltagem.
  • Mas ainda existe uma segunda vantagem para a Zeus, √© que por mais 80‚ā¨ coloco mais 2 baterias e passo a ter 4 baterias e duplicar o uptime para 24h. Se quiser posso adicionar mais outras duas baterias por mais 80‚ā¨ e passar a ter 36horas de uptime, isto √©, tem uma grande capacidade de upgrade por custos baixos.
  • Outra vantagem √© que posso ligar outros equipamentos a Zeus. Posso por exemplo ligar o moonlight em caso de falha de luz que so gasta 1-3W, ou em vez de ligar a vortech, ligar a bomba de retorno, etc.

Visit us on

Uninterruptible power supply